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Reunião Comitê de Investimentos: 22/06/2026

Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos vinte e dois dias do mês de junho de dois mil e vinte e seis, às dez horas, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Presente os membros da Diretoria Executiva: Registrou-se também a presença do Gestor de Recursos Wellington Diniz, do Diretor Administrativo Antonio Marques de Oliveira e da Diretoria de Seguridade e Benefícios Karen Sonoyo Yamamoto. Dando início à pauta, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Financeiro referente – maio/2026, conforme documentos acostados nos processos IPMU/003/2026 (Relatório de Investimentos_ 05), IPMU/003/2026 (Relatório de Carteira de Investimentos_05), IPMU/003/2026 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_05), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Mercado_05), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Desenquadramento_05), IPMU/003/2026 (Relatório de Aderência aos Benchmarks_05), IPMU/003/2026 (Informativos do Mercado Financeiro_05), IPMU/007/2026 (Balancete da Receita_05), IPMU/007/2026 (Balancete da Despesas_05), IPMU/007/2026 (Boletim de Caixa_05), IPMU/016/2026 (Audesp Financeiro_05), IPMU/018/2026 (APR – Autorização de Aplicação e Resgate_05) e Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (mês e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento. Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses.

Iniciados os trabalhos, foi apresentada a análise da carteira de investimentos referente ao encerramento do mês de maio de 2026, contemplando o cenário macroeconômico nacional e internacional, o desempenho dos mercados financeiros, a evolução patrimonial do Instituto, a rentabilidade dos investimentos, a avaliação dos riscos, o enquadramento legal e a aderência à Política Anual de Investimentos.

Análise Macroeconômica e de Mercado. Cenário Global. Cenário Internacional. O ambiente econômico internacional permaneceu marcado por elevada volatilidade ao longo do mês de maio de 2026, refletindo um cenário de elevada incerteza quanto à condução das políticas monetárias das principais economias desenvolvidas e aos desdobramentos das tensões geopolíticas globais. Nos Estados Unidos, os indicadores econômicos continuaram demonstrando resiliência. O mercado de trabalho permaneceu aquecido, com geração de empregos acima das expectativas e manutenção da taxa de desemprego em patamares historicamente reduzidos. Apesar da desaceleração gradual observada em alguns segmentos da economia, a inflação permaneceu acima da meta perseguida pelo Federal Reserve, reforçando a expectativa de manutenção de juros elevados por período mais prolongado. Na Zona do Euro, observou-se reaceleração da inflação, especialmente nos componentes de energia e serviços, ao mesmo tempo em que os indicadores de atividade econômica apontaram desaceleração mais intensa da economia europeia. Esse cenário manteve o Banco Central Europeu diante do desafio de equilibrar o controle inflacionário com a preservação do crescimento econômico. Na China, os indicadores econômicos continuaram evidenciando expansão moderada da atividade, sustentada principalmente pelo setor industrial e pela recuperação gradual da demanda doméstica. Entretanto, permanecem relevantes as preocupações relacionadas ao setor imobiliário, à desaceleração do comércio internacional e à recuperação ainda desigual da economia chinesa. Somam-se a esse contexto as persistentes tensões geopolíticas no Oriente Médio, que continuam influenciando os mercados internacionais, elevando a percepção de risco dos investidores e contribuindo para movimentos de maior volatilidade nos ativos financeiros. Cenário Nacional. No cenário doméstico, a economia brasileira manteve trajetória de crescimento, impulsionada principalmente pela expansão da agropecuária, do setor de serviços, do consumo das famílias e da formação bruta de capital. O Produto Interno Bruto apresentou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, enquanto o mercado de trabalho permaneceu bastante resiliente, com redução da taxa de desocupação para os menores níveis da série histórica para o período. Apesar da evolução positiva da atividade econômica, o ambiente inflacionário continua exigindo atenção. O IPCA permaneceu acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, mantendo postura cautelosa por parte do Banco Central. No campo monetário, o Comitê de Política Monetária promoveu redução da taxa Selic para 14,50% ao ano. Contudo, o elevado patamar das taxas reais de juros continua favorecendo aplicações em renda fixa, especialmente aquelas indexadas ao CDI e aos títulos públicos federais, segmento no qual se concentra a estratégia de investimentos adotada pelo IPMU. Sob o aspecto fiscal, persistem desafios relacionados ao crescimento da dívida pública e à necessidade de consolidação do equilíbrio das contas públicas, fatores que continuam sendo acompanhados atentamente pelos agentes econômicos e pelos investidores institucionais.

EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DA CARTEIRA. Ao final do mês de maio de 2026, o patrimônio líquido administrado pelo Instituto atingiu o montante de R$ 663.272.473,69, representando o maior patrimônio já registrado pelo IPMU. No acumulado do exercício, verificou-se incremento patrimonial superior a R$ 25 milhões, resultado da combinação entre aportes previdenciários, receitas financeiras, valorização dos ativos e adequada condução da estratégia de investimentos. Esse comportamento evidencia a solidez financeira do Instituto e demonstra que a gestão dos recursos previdenciários vem preservando o patrimônio dos segurados mesmo diante de um ambiente econômico caracterizado por elevada volatilidade. A evolução patrimonial observada ao longo do exercício demonstra trajetória consistente de crescimento:

Mês Patrimônio
Janeiro R$ 637.864.444,07
Fevereiro R$ 644.469.002,86
Março R$ 650.648.054,74
Abril R$ 657.672.271,21
Maio R$ 663.272.473,69

 

ANÁLISE DA RENTABILIDADE. Durante o mês de maio de 2026, a carteira apresentou rentabilidade de 1,00%, correspondente a ganho financeiro de R$ 6,22 milhões. No acumulado do exercício, a carteira alcançou rentabilidade de 5,57%, produzindo retorno financeiro superior a R$ 35 milhões. Embora o desempenho tenha permanecido ligeiramente inferior à meta atuarial (1,12% no mês e 5,80% no acumulado), a diferença observada foi reduzida, correspondendo a apenas 0,18 ponto percentual no mês e 0,23 ponto percentual no acumulado do ano. A principal justificativa para esse pequeno desvio decorre da marcação a mercado dos fundos indexados ao IPCA e, principalmente, do desempenho negativo do segmento de renda variável doméstica, especialmente do Fundo Caixa Small Caps Ativo FI Ações. Importante destacar que mais de 97% da carteira encontra-se alocada em renda fixa, segmento que apresentou excelente desempenho ao longo do período, contribuindo significativamente para mitigar os efeitos adversos observados na pequena parcela exposta à renda variável. Sob a ótica atuarial, a carteira permanece apresentando desempenho compatível com os objetivos de longo prazo do Instituto, preservando capacidade de geração de resultados consistentes.

COMPOSIÇÃO DA CARTEIRA. A estratégia de investimentos adotada pelo IPMU permanece caracterizada por elevado grau de conservadorismo, privilegiando ativos de baixa volatilidade, elevada liquidez e reduzido risco de crédito. A composição da carteira ao encerramento do período apresentou a seguinte distribuição:

  • Renda Fixa: 97,38%;
  • Renda Variável: 2,10%;
  • Investimentos no Exterior: 0,52%.

Essa distribuição demonstra plena aderência à Política de Investimentos aprovada para o exercício de 2026, priorizando a preservação do patrimônio previdenciário e a estabilidade dos resultados. A predominância de ativos indexados ao CDI e a títulos públicos federais reflete uma estratégia compatível com o atual ambiente macroeconômico, caracterizado por elevadas taxas reais de juros.

DIVERSIFICAÇÃO POR GESTORES. A carteira encontra-se distribuída entre seis das maiores instituições financeiras do país, reduzindo o risco de concentração e fortalecendo a governança dos investimentos. Essa diversificação institucional contribui para reduzir riscos operacionais, ampliar o acesso a diferentes estratégias de gestão e fortalecer a segurança dos recursos previdenciários. A distribuição dos recursos ocorre entre:

  • Caixa Asset;
  • Banco do Brasil Asset Management;
  • Bradesco Asset;
  • Itaú Asset Management;
  • Santander Asset Management;
  • BTG Pactual Asset Management.

LIQUIDEZ DA CARTEIRA. A carteira apresenta elevado nível de liquidez, característica fundamental para assegurar o pagamento tempestivo dos benefícios previdenciários. Esse perfil garante ampla capacidade financeira para atendimento das obrigações previdenciárias, dispensando alienações antecipadas de ativos em momentos desfavoráveis de mercado. Ao encerramento do período: 1-) 93,30% dos recursos encontram-se disponíveis para resgate em até 30 dias e 2-) apenas 6,70% permanecem alocados em fundos de vencimento previamente definido.

DESEMPENHO DOS PRINCIPAIS FUNDOS. Os fundos referenciados ao CDI continuaram apresentando desempenho bastante consistente, destacando-se:

  • BB TP FI RF Referenciado DI;
  • Bradesco Premium FI RF Referenciado DI;
  • Itaú Institucional FI RF DI;
  • Caixa Brasil TP FI RF LP.

Todos apresentaram rentabilidade superior a 1% no mês, acompanhando a elevada taxa básica de juros da economia brasileira. Também merece destaque o Fundo Caixa Multigestor Global Equities, que apresentou valorização de 4,72%, demonstrando recuperação dos mercados internacionais. Em sentido contrário, o Fundo Caixa Small Caps Ativo FI Ações registrou retorno negativo de 3,88%, refletindo a forte volatilidade observada no segmento de ações de menor capitalização negociadas na bolsa brasileira. Considerando sua reduzida participação na carteira (2,10%), seu impacto sobre o desempenho consolidado permaneceu limitado.

GERENCIAMENTO DOS RISCOS. O monitoramento permanente dos riscos de mercado demonstra que a carteira permanece compatível com o perfil conservador definido na Política de Investimentos. Os principais indicadores permanecem em níveis reduzidos, destacando-se:

  • Value at Risk (VaR): 0,13%;
  • baixa volatilidade média da carteira;
  • elevada liquidez;
  • ampla diversificação entre gestores, administradores e indexadores.

Esses indicadores evidenciam adequada relação entre risco e retorno, confirmando que a estratégia adotada pelo Instituto continua compatível com a natureza previdenciária dos recursos administrados.

ENQUADRAMENTO LEGAL. Após análise da carteira, verificou-se que todos os investimentos permanecem aderentes aos limites estabelecidos pela Resolução CMN nº 5.272/2025, pela Política de Investimentos e pelos critérios de governança exigidos para o Pró-Gestão RPPS. Foram registradas apenas duas situações que continuam sendo monitoradas: 1-) o Fundo Caixa Small Caps Ativo FI Ações e 2-) o Fundo Itaú Institucional FI RF Referenciado DI. Em ambos os casos, não foram identificados riscos relevantes para o patrimônio do Instituto, permanecendo recomendada a manutenção do acompanhamento técnico periódico.

Fundos/ Aplicações Encerradas. No período em análise, não foram registradas movimentações de encerramento integral de fundos de investimento, permanecendo a carteira estável em sua composição, em linha com a estratégia definida pelo Comitê de Investimentos.

Movimentações: os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês.

A análise consolidada da carteira demonstra que a estratégia de investimentos do Instituto continua adequada ao cenário econômico vigente e plenamente alinhada aos princípios que regem a gestão dos recursos dos Regimes Próprios de Previdência Social. Embora a meta atuarial não tenha sido integralmente alcançada no mês de maio, o pequeno desvio observado decorreu de fatores conjunturais, especialmente da volatilidade da renda variável doméstica e dos efeitos temporários da marcação a mercado dos fundos indexados ao IPCA, não comprometendo a consistência da estratégia adotada nem a sustentabilidade financeira do Instituto. Conclui-se, portanto, que a gestão dos investimentos do IPMU permaneceu pautada pelos princípios da segurança, rentabilidade, solvência, liquidez, transparência, eficiência e governança, assegurando a adequada administração do patrimônio previdenciário e contribuindo para a manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial do Regime Próprio de Previdência Social.

Constata-se que a carteira:

  • preserva perfil eminentemente conservador;
  • mantém elevada liquidez para cobertura das obrigações previdenciárias;
  • apresenta ampla diversificação entre gestores e administradores;
  • permanece integralmente aderente à Política de Investimentos;
  • encontra-se enquadrada na Resolução CMN nº 5.272/2025;
  • privilegia ativos de elevada qualidade de crédito e reduzida volatilidade;
  • apresenta baixo risco de mercado e adequada relação risco-retorno;
  • continua priorizando aplicações indexadas ao CDI e títulos públicos federais, estratégia que permanece altamente favorável diante do atual ambiente de juros elevados.

Conclusão Estratégica e Deliberações do Comitê de Investimentos. A carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU mantém-se adequadamente posicionada, apresentando desempenho superior à meta atuarial no acumulado do exercício, em plena aderência ao perfil conservador/moderado estabelecido na Política de Investimentos. A atual configuração da carteira evidencia consistência na estratégia adotada, com destaque para a predominância de ativos de renda fixa, elevada liquidez e controle rigoroso de riscos, fatores que têm contribuído para a resiliência dos resultados, mesmo em um ambiente caracterizado por maior volatilidade e reprecificação da curva de juros. A nova regulamentação reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos enquadramentos, gestão ativa dos limites de concentração e planejamento gradual das realocações, práticas que vêm sendo devidamente observadas pela gestão e acompanhadas pelo Comitê de Investimentos. Destaca-se a relevante alocação em fundos referenciados ao CDI e em fundos de vértice com vencimentos em 2026 e 2027, cujas taxas contratadas permanecem superiores à meta atuarial vigente, contribuindo para a previsibilidade dos fluxos financeiros e a preservação do capital previdenciário. A reduzida exposição a ativos de maior volatilidade, tais como renda variável e investimentos no exterior, reforça o caráter defensivo da carteira, alinhado à estratégia de mitigação de riscos e à busca pela estabilidade dos resultados no médio e longo prazo.

Estratégia de Curto Prazo. Após ampla discussão sobre o cenário econômico, especialmente diante das incertezas fiscais internas, do ambiente internacional de elevada volatilidade e da manutenção de taxas de juros elevadas, os membros do Comitê deliberaram, por unanimidade, pela manutenção da estratégia de investimentos atualmente adotada pelo Instituto, privilegiando ativos de renda fixa referenciados ao CDI, títulos públicos federais e fundos de vértice, preservando o perfil conservador da carteira e mantendo monitoramento permanente dos ativos sujeitos a desenquadramentos passivos. Diante do cenário econômico vigente e da análise técnica realizada, o Comitê de Investimentos do IPMU deliberou, por unanimidade, pela adoção das seguintes medidas: 1. Gestão de Liquidez – Banco Santander. Deliberou-se pela utilização dos recursos alocados no Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos para cobertura da folha de pagamento de aposentados e pensionistas, assegurando liquidez imediata, segurança e previsibilidade dos fluxos financeiros. 2. Adequação ao Art. 19, §2º – Resolução CMN nº 5.272/2025. Deliberou-se pela continuidade Plano de Ação destinado à adequação aos limites de concentração, com base em medidas técnicas, operacionais e de governança, voltadas à adequação progressiva e controlada da carteira, em conformidade com a regulamentação vigente. Ressalta-se que o desenquadramento identificado possui natureza passiva, transitória e administrável, encontrando-se amparado pela regra de transição, desde que observados os prazos e procedimentos de adequação estabelecidos. 3. Investimentos no Exterior. Deliberou-se pela manutenção do acompanhamento sistemático do comportamento dos mercados internacionais e da performance dos ativos, sem a realização de novas alocações no curto prazo, em razão do cenário de elevada volatilidade e das incertezas no ambiente global. 4. Aquisição de Títulos Públicos Federais. Deliberou-se pela continuidade da implementação do Plano de Ação para aquisição de títulos públicos federais, conforme disposto no Processo IPMU/123/2025, observando-se critérios de prazo, taxa, marcação na curva e aderência à Política de Investimentos. 5. Demais Aplicações Financeiras. Deliberou-se pela manutenção das demais posições da carteira, sem alterações no curto prazo, até nova avaliação a ser realizada na próxima reunião do Comitê de Investimentos.