Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos dezoito dias do mês de maio de dois mil e vinte e seis, às quinze horas, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Presente os membros da Diretoria Executiva: Registrou-se também a presença do Gestor de Recursos Wellington Diniz, do Diretor Administrativo Antonio Marques de Oliveira e da Diretoria de Seguridade e Benefícios Karen Sonoyo Yamamoto. Dando início à pauta, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Financeiro referente – abril/2026, conforme documentos acostados nos processos IPMU/003/2026 (Relatório de Investimentos_ 04), IPMU/003/2026 (Relatório de Carteira de Investimentos_04), IPMU/003/2026 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_04), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Mercado_04), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Desenquadramento_04), IPMU/003/2026 (Relatório de Aderência aos Benchmarks_04), IPMU/003/2026 (Informativos do Mercado Financeiro_04), IPMU/007/2026 (Balancete da Receita_04), IPMU/007/2026 (Balancete da Despesas_04), IPMU/007/2026 (Boletim de Caixa_04), IPMU/014/2026 (Cadprev Demonstrativo Financeiro_04), IPMU/016/2026 (Audesp Financeiro_04), IPMU/018/2026 (APR – Autorização de Aplicação e Resgate_04) e Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (mês e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento. Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses. Análise Macroeconômica e de Mercado. Cenário Global. Nos Estados Unidos, a economia apresentou sinais de fortalecimento em abril. O mercado de trabalho registrou criação de 109 mil vagas no setor privado, resultado acima das expectativas de mercado e do dado revisado de março. Além disso, os indicadores de atividade mostraram avanço tanto no setor de serviços quanto na indústria, levando o PMI Composto a subir. O Federal Reserve optou por manter a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, avaliando que a economia segue resiliente, apesar da inflação ainda elevada e do ambiente externo mais incerto. As tensões no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo também reforçaram a postura cautelosa da autoridade monetária. Na Zona do Euro, o cenário inflacionário voltou a se deteriorar em abril, com a inflação anual acelerando de 2,6% para 3,0%, permanecendo acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). O movimento foi impulsionado principalmente pela forte alta dos preços de energia, cuja variação anual passou de 5,1% para 10,9%. A atividade econômica mostrou perda mais intensa de fôlego, especialmente no setor de serviços. O PMI Composto recuou de 50,7 para 48,8 pontos, enquanto o PMI de serviços caiu de 50,2 para 47,6 pontos, sinalizando contração da atividade no início do segundo trimestre. O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros inalteradas, adotando postura prudente diante dos riscos inflacionários e da desaceleração econômica na região. Na China, os dados econômicos mostraram um início de ano positivo, com o PIB crescendo 5,0% no primeiro trimestre de 2026, sustentado principalmente pelo setor externo e pela manufatura. Além disso, a inflação ao consumidor voltou ao campo positivo e os preços ao produtor avançaram pela primeira vez em mais de três anos. As autoridades mantiveram as taxas de juros em 3,0% e 3,5% para os prazos de um e cinco anos, respectivamente. No cenário geopolítico, as tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã continuaram elevando a volatilidade global e pressionando os preços do petróleo, com o WTI registrando alta de 5,62% em abril. Cenário Nacional. No Brasil, os indicadores de atividade econômica voltaram a mostrar melhora no início de 2026. Em abril, os indicadores PMI também mostraram fortalecimento da atividade, com o PMI de serviços avançando para 52,3 pontos e o PMI Composto para 52,4 pontos, ambos em território de expansão. O mercado de trabalho permaneceu resiliente, com taxa de desocupação de 6,1% no trimestre encerrado em março, ainda no menor nível histórico para o período. O Índice de Confiança do Consumidor voltou a avançar em abril, refletindo melhora na percepção das famílias. No campo inflacionário, o IPCA avançou 0,67% em abril, desacelerando frente à alta de 0,89% observada em março, acumulando inflação de 5,53% em 12 meses. As principais pressões vieram dos grupos Alimentação e bebidas, com alta de 0,82%, e Saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,18% em razão dos reajustes de medicamentos. Também houve alta em Vestuário (+1,02%) e Habitação (+0,14%), enquanto Transportes registrou queda de 0,38%, amenizando parcialmente a inflação do período. O Copom reduziu a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano na reunião de abril, mas reforçou postura cautelosa, destacando a inflação ainda acima da meta, a resiliência do mercado de trabalho e o aumento das incertezas externas como fatores que exigem prudência na condução da política monetária. No âmbito fiscal, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, revertendo o superávit de R$ 3,6 bilhões observado no mesmo período de 2025. A Dívida Bruta do Setor Público atingiu 80,1% do PIB, reforçando as preocupações fiscais. Os fluxos de capital estrangeiro seguiram relevantes, com investimento direto no país de US$ 6,8 bilhões em fevereiro e US$ 75,9 bilhões em 12 meses, equivalente a 3,24% do PIB. No mercado acionário, o investidor estrangeiro permaneceu exercendo papel importante na sustentação da bolsa brasileira ao longo de 2026, embora os dados mais recentes indiquem desaceleração no ritmo de ingresso de recursos e postura mais cautelosa em abril. Carteira de Investimentos. A Carteira de Investimentos do IPMU encontra-se estruturada em estrita observância aos limites e diretrizes estabelecidos na Política Anual de Investimentos, apresentando composição diversificada e alinhada ao perfil conservador/moderado da entidade. A estratégia de alocação tem como premissa a busca pelo equilíbrio ótimo entre risco e retorno, considerando as variáveis macroeconômicas que impactam o desempenho dos ativos, tanto no cenário nacional quanto internacional. Nesse contexto, a gestão adota abordagem técnica e dinâmica, com monitoramento contínuo dos mercados e avaliação permanente das condições econômicas. A condução da carteira é orientada por uma visão integrada de curto, médio e longo prazo, com foco na preservação do capital, na geração consistente de resultados e na aderência à meta atuarial. Tal estratégia visa assegurar a sustentabilidade do regime, garantindo os recursos necessários para o cumprimento das obrigações previdenciárias atuais e futuras, relativas aos benefícios concedidos e a conceder No mês de referência, a carteira de investimentos do IPMU totalizou R$ 657.669.676,20 (seiscentos e cinquenta e sete milhões seiscentos e sessenta e nove mil, seiscentos e setenta e seis reais e vinte centavos), distribuída entre seis instituições financeiras, evidenciando adequada diversificação de contraparte: Caixa Econômica Federal (32,37% do patrimônio líquido), Banco do Brasil (24,09%), Banco Bradesco (19,04%), Itaú Unibanco (13,18%), Santander (9,47%) e BTG Pactual (1,85%). Ao final do período, os recursos encontravam-se alocados em 11 fundos de investimento (8 com liquidez e 3 com carência), com predominância significativa de ativos de renda fixa, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Conselho Monetário Nacional na Resolução nº 5.272/2025, refletindo o perfil conservador/moderado adotado pela gestão. Destaca-se a ausência de exposição a fundos estruturados, fundos imobiliários e operações de empréstimos consignados, reforçando a estratégia de mitigação de riscos e preservação de capital. Em termos de liquidez, observa-se que 93,32% da carteira (R$ 613.70.276,40) encontra-se alocada em ativos com prazo de resgate de até 30 dias, conferindo elevada capacidade de cumprimento das obrigações previdenciárias no curto prazo e flexibilidade para eventuais realocações táticas. No que se refere ao desempenho, a carteira apresentou comportamento resiliente no período, superando a meta atuarial estabelecida, resultado consistente com a estratégia de alocação adotada e com o cenário de mercado observado. Estratégia de Alocação e Posicionamento da Carteira. O IPMU mantém uma alocação de ativos compatível com o cenário macroeconômico vigente, priorizando instrumentos de perfil conservador, baixa volatilidade e retornos consistentes, alinhados à meta atuarial estabelecida. Destaca-se a elevada concentração em fundos referenciados ao CDI, que representam 80,45% da carteira (R$ 529.067.532,72), além da relevante participação em fundos de vértice com vencimentos em 2026 e 2027, correspondentes a 16,85% (R$ 110.845.026,85). Essa estrutura reforça a previsibilidade dos fluxos e a aderência à estratégia de carregamento, reduzindo a exposição a oscilações de mercado. Nos demais segmentos, observa-se exposição residual a ativos de maior risco, com alocação de 0,50% (R$ 3.264.742,72) em investimentos no exterior e 2,20% (R$ 14.492.372,91) em renda variável, evidenciando o caráter predominantemente defensivo da carteira, voltado à preservação de capital e à mitigação de volatilidade. Tal posicionamento tem se mostrado eficiente na geração de resultados consistentes e aderentes à meta atuarial, mesmo em um ambiente caracterizado por maior incerteza e volatilidade nos mercados doméstico e internacional. Diante desse contexto, o entendimento do Comitê de Investimentos é pela manutenção da postura conservadora na alocação dos recursos, com ênfase em ativos de maior previsibilidade e menor risco, de modo a assegurar a estabilidade da carteira e a adequada gestão dos passivos previdenciários frente às incertezas econômicas. Meta Atuarial e Desempenho. No mês de referência, a carteira de investimentos do IPMU apresentou rentabilidade de 1,02%, ficando abaixo da meta atuarial mensal de 1,28%. No acumulado do exercício o desempenho permanece ligeiramente abaixo ao objetivo atuarial, com a carteira registrando 4,59%, frente a uma meta de 4,63%, evidenciando aderência à estratégia de curto prazo e recuperação da performance no período. O desempenho da carteira permanece alinhado aos objetivos de solvência, equilíbrio atuarial e sustentabilidade do regime, mesmo diante de oscilações pontuais no atingimento da meta mensal. Enquadramento da Carteira. A carteira do IPMU encontra-se devidamente enquadrada tanto nos limites da Resolução CMN nº 5.272/2025 quanto nos parâmetros estabelecidos na Política de Investimentos. A carteira segue concentrada em ativos de Renda Fixa, alocação em Investimentos no Exterior e Renda Variável. Art. 18: Aplicações em cotas de um mesmo fundo não podem exceder 20% das aplicações do RPPS, exceto em fundos de títulos públicos. O fundo BB Renda Fixa Ref DI Títulos Públicos FIF – CNPJ 11.046.645/0001-81, representa 24,09% (R$ 158.455.426,57) do saldo da carteira. Embora ligeiramente acima de 20%, sua conformidade está por ser “composto exclusivamente por títulos públicos”. Os demais fundos estão dentro dos limites. Art. 19: Total das aplicações dos RPPS em um mesmo fundo deve representar, no máximo, 15% do patrimônio líquido (PL) do fundo (5% para FIDCs, FI Renda Fixa “Crédito Privado” e FI “Debêntures”), exceto para fundos de títulos públicos. Todos os fundos listados na carteira estão dentro dos limites de percentual do patrimônio líquido do fundo. Art. 20: Total das aplicações dos recursos do RPPS em fundos e carteiras administradas não pode exceder 5% do volume total de recursos de terceiros gerido por um mesmo gestor ou grupo econômico. Os percentuais de participação dos gestores como CAIXA ASSET (0,01843%) ou BB ASSET (0,00674%) indicam que os fundos estão dentro dos limites estabelecidos. Art. 21: Condições cumulativas para aplicação em cotas de fundos de investimento, incluindo autorização do Banco Central, limite de 50% dos recursos de RPPS sob administração do fundo, e credenciamento prévio do gestor e administrador. Os relatórios demonstram que a conformidade está sendo acompanhada para cada fundo. Composição. A carteira de investimentos está segregada entre os segmentos de renda fixa (R$ 639.912.559,57 – 97,30% do PL), renda variável (R$ 14.492.373,91 – 2,20% do PL) e alocação no investimento no exterior (R$ 3.264.742,72 – 0,50% do PL). As proporções demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cenário econômico de volatilidade e as obrigações do IPMU. Aderência à Política de Investimentos. A carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU apresenta plena aderência à Política Anual de Investimentos, com todas as classes de ativos enquadradas dentro dos limites mínimo, alvo e máximo estabelecidos, em conformidade com as diretrizes normativas vigentes. No segmento de Renda Fixa, observa-se concentração em fundos referenciados em títulos do Tesouro Nacional, que representam 73,37% da carteira (R$ 482.563.219,16), além de 23,93% (R$ 157.349.340,41) alocados em demais estratégias de renda fixa. Ambas as exposições encontram dentro dos limites-alvo definidos, refletindo o alinhamento com o perfil conservador/moderado do RPPS. No segmento de Renda Variável, a alocação em fundos de ações corresponde a 2,20% (R$ 14.492.373,91), posicionando-se dentro da faixa alvo, com exposição controlada e compatível com a estratégia de diversificação e mitigação de riscos. Em relação aos investimentos no Exterior, a carteira apresenta alocação de 0,50% (R$ 3.264.742,72), igualmente enquadrada nos limites estabelecidos, evidenciando postura cautelosa diante da volatilidade dos mercados internacionais e do risco cambial. Destaca-se, ainda, a ausência de alocação nos segmentos de fundos estruturados, fundos imobiliários, empréstimos consignados e ativos imobiliários, todos com 0,00% de participação, em estrita conformidade com os parâmetros definidos na política vigente. Dessa forma, conclui-se que todas as alocações da carteira encontram devidamente enquadradas, não sendo identificadas situações de desenquadramento ou necessidade de reenquadramento, o que reforça a disciplina na gestão dos recursos e a aderência às boas práticas de governança e conformidade. Resultado dos Investimentos. No período em análise, o IPMU manteve sua carteira de investimentos integralmente enquadrada nos parâmetros de risco estabelecidos na Política Anual de Investimentos, com monitoramento contínuo e sistemático dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os níveis de risco observados mostraram-se compatíveis com as classes de ativos alocadas, respeitando rigorosamente os limites definidos para crédito, liquidez, concentração e volatilidade, o que evidencia a consistência da estratégia adotada e a aderência às melhores práticas de gestão previdenciária. No mês de referência, a carteira gerou um retorno financeiro de R$ 6.623.311,49, refletindo o desempenho dos ativos em um ambiente de mercado ainda desafiador. No acumulado do exercício, o resultado consolidado atingiu R$ 28.915.711,45, demonstrando a capacidade de geração de valor da carteira, alinhada aos objetivos de rentabilidade e sustentabilidade do regime. Dessa forma, conclui-se que a gestão dos investimentos tem se mostrado eficiente, prudente e orientada ao controle de riscos, assegurando resultados consistentes e compatíveis com a estratégia definida pelo Comitê de Investimentos. Composição das Aplicações. A maior aplicação em fundo de investimentos do IPMU no mês está concentrada no fundo BB Títulos Públicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP (R$ 158.455.426,57 – 24,09% do PL do IPMU). Em contrapartida, a menor aplicação está alocada no fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos Referenciado Premium – Taxa de Administração (R$ 3.141.853,29 – 0,48% do PL do IPMU). Relatório de Risco. O Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU adota metodologia quantitativa para monitoramento e controle dos riscos de mercado, com destaque para o Value at Risk (VaR) como principal métrica de avaliação. O acompanhamento é realizado de forma contínua, com base em parâmetros previamente definidos na Política de Investimentos, sendo efetuadas reavaliações sempre que tais limites são atingidos ou ultrapassados. No período em análise, o VaR da carteira (252 dias úteis, nível de confiança de 95%) registrou 0,64% no mês e 2,22% em 12 meses, indicando nível de risco compatível com o perfil conservador/moderado adotado. Com base no comportamento recente da carteira, estima-se que a perda máxima potencial diária seja limitada, dentro do intervalo de confiança estabelecido. A volatilidade da carteira permaneceu em patamar reduzido, atingindo 0,18% no mês e 0,81% no acumulado de 12 meses, refletindo baixa dispersão dos retornos e elevada estabilidade, coerente com a predominância de ativos de renda fixa pós-fixados. O índice de Treynor apresentou resultado de -0,33 no mês e 0,12 em 12 meses, indicando que, no curto prazo, a rentabilidade da carteira foi inferior à do mercado ajustado ao risco sistêmico (beta), enquanto, no horizonte mais longo, observa-se recuperação parcial da eficiência na relação risco-retorno. O Drawdown da carteira foi de 0,01% no mês e 0,14% em 12 meses, evidenciando baixa amplitude de perdas máximas e elevada resiliência da carteira frente a oscilações adversas de mercado. O índice de Sharpe, por sua vez, registrou -1,75 no mês e 0,45 em 12 meses, demonstrando que, no curto prazo, a carteira apresentou desempenho inferior ao ativo livre de risco ajustado à volatilidade, enquanto, no acumulado anual, mantém relação risco-retorno positiva, ainda que moderada. De forma consolidada, os indicadores de risco evidenciam que a carteira mantém baixo nível de volatilidade, controle adequado das perdas e estabilidade estrutural, ainda que, no curto prazo, haja impacto pontual decorrente das oscilações de mercado. Diante desse cenário, reforça-se a necessidade de monitoramento contínuo dos riscos de mercado, especialmente em um ambiente macroeconômico caracterizado por maior volatilidade, assegurando a manutenção da aderência aos limites estabelecidos e a preservação do equilíbrio entre risco e retorno. Fundos com Cota Negativa no Exercício. No período em análise, verificou-se que o fundo Caixa Multigestor Global Equities Investimentos no Exterior FIC de Classe FIF – CNPJ 39.528.038/0001-77, com saldo de R$ 3.264.742,72 (0,50% do patrimônio líquido da carteira), permanece com rentabilidade negativa no exercício de 2026, ou seja, o valor da cota atual encontra-se inferior ao valor registrado na data de aquisição pelo IPMU. A performance negativa observada está associada, principalmente, à volatilidade dos mercados internacionais, às condições macroeconômicas globais e à variação cambial. Considerando o caráter estrutural e de diversificação desse tipo de ativo, bem como a baixa representatividade na carteira, os membros do Comitê de Investimentos deliberaram pela manutenção da posição, com acompanhamento sistemático e contínuo, avaliando a possibilidade de recuperação no médio e longo prazo. Destacou-se a necessidade de monitoramento periódico, com análise da performance relativa, do cenário macroeconômico internacional, da política monetária das principais economias e das perspectivas dos mercados acionários globais, fatores que influenciam diretamente o comportamento do fundo. Fundos com Cota Negativa no Acumulado (Histórico). Adicionalmente, constatou-se que o fundo Caixa FI Ações Small Caps Ativos – CNPJ 15.154.220/0001-47, com saldo de R$ 14.492.373,91 (2,20% do patrimônio líquido da carteira), permanece com cota inferior ao valor de aquisição, caracterizando desempenho negativo no acumulado histórico da aplicação. O resultado reflete a elevada volatilidade característica do segmento de small caps, altamente sensível às condições macroeconômicas, ao ciclo de juros e à liquidez do mercado acionário. Apesar disso, observa-se que o fundo apresentou desempenho positivo no acumulado recente do exercício, indicando potencial de recuperação parcial. Diante desse contexto, o Comitê de Investimentos deliberou pela manutenção da aplicação, considerando sua função estratégica de diversificação e o potencial de valorização no horizonte de médio e longo prazo, mantendo, contudo, monitoramento contínuo e criterioso. Ressaltou-se a importância de acompanhamento técnico periódico, com avaliação da performance absoluta e relativa, análise dos fundamentos das empresas investidas, bem como das condições macroeconômicas e de mercado que impactam o segmento de renda variável. Fundos/ Aplicações Encerradas. No período em análise, não foram registradas movimentações de encerramento integral de fundos de investimento, permanecendo a carteira estável em sua composição, em linha com a estratégia definida pelo Comitê de Investimentos. Movimentações: os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês. Conclusão Estratégica e Deliberações do Comitê de Investimentos. A carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU mantém-se adequadamente posicionada, apresentando desempenho superior à meta atuarial no acumulado do exercício, em plena aderência ao perfil conservador/moderado estabelecido na Política de Investimentos. A atual configuração da carteira evidencia consistência na estratégia adotada, com destaque para a predominância de ativos de renda fixa, elevada liquidez e controle rigoroso de riscos, fatores que têm contribuído para a resiliência dos resultados, mesmo em um ambiente caracterizado por maior volatilidade e reprecificação da curva de juros. A nova regulamentação reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos enquadramentos, gestão ativa dos limites de concentração e planejamento gradual das realocações, práticas que vêm sendo devidamente observadas pela gestão e acompanhadas pelo Comitê de Investimentos. Destaca-se a relevante alocação em fundos referenciados ao CDI e em fundos de vértice com vencimentos em 2026 e 2027, cujas taxas contratadas permanecem superiores à meta atuarial vigente, contribuindo para a previsibilidade dos fluxos financeiros e a preservação do capital previdenciário. A reduzida exposição a ativos de maior volatilidade, tais como renda variável e investimentos no exterior, reforça o caráter defensivo da carteira, alinhado à estratégia de mitigação de riscos e à busca pela estabilidade dos resultados no médio e longo prazo. Estratégia de Curto Prazo. Diante do cenário econômico vigente e da análise técnica realizada, o Comitê de Investimentos do IPMU deliberou, por unanimidade, pela adoção das seguintes medidas: 1. Gestão de Liquidez – Banco Santander. Deliberou-se pela utilização dos recursos alocados no Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos para cobertura da folha de pagamento de aposentados e pensionistas, assegurando liquidez imediata, segurança e previsibilidade dos fluxos financeiros. 2. Adequação ao Art. 19, §2º – Resolução CMN nº 5.272/2025. Deliberou-se pela continuidade Plano de Ação destinado à adequação aos limites de concentração, com base em medidas técnicas, operacionais e de governança, voltadas à adequação progressiva e controlada da carteira, em conformidade com a regulamentação vigente. Ressalta-se que o desenquadramento identificado possui natureza passiva, transitória e administrável, encontrando-se amparado pela regra de transição, desde que observados os prazos e procedimentos de adequação estabelecidos. 3. Investimentos no Exterior. Deliberou-se pela manutenção do acompanhamento sistemático do comportamento dos mercados internacionais e da performance dos ativos, sem a realização de novas alocações no curto prazo, em razão do cenário de elevada volatilidade e das incertezas no ambiente global. 4. Aquisição de Títulos Públicos Federais. Deliberou-se pela continuidade da implementação do Plano de Ação para aquisição de títulos públicos federais, conforme disposto no Processo IPMU/123/2025, observando-se critérios de prazo, taxa, marcação na curva e aderência à Política de Investimentos. 5. Demais Aplicações Financeiras. Deliberou-se pela manutenção das demais posições da carteira, sem alterações no curto prazo, até nova avaliação a ser realizada na próxima reunião do Comitê de Investimentos.
Reunião Comitê de Investimentos: 18/05/2026
- Autor do post:Sirleide Silva
- Post publicado:24 de maio de 2026
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