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Reunião Comitê de Investimentos: 21 07 2025

Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos vinte e um dias do mês de julho de dois mil e vinte e cinco, às catorze horas e trinta minutos, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Participaram também Luiz Alexandre de Oliveira (Controlador Interno) e Wellington Diniz (Gestor de Investimentos). Dando início à reunião, foi apresentado o relato das diligências técnicas presenciais realizadas às sedes de duas instituições financeiras, no âmbito do Processo IPMU/025/2025. As diligências tiveram como finalidade avaliar e monitorar as instituições gestoras e administradoras dos fundos que compõem a carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba (IPMU), em conformidade com os critérios estabelecidos na Resolução CMN nº 4.963/2021, no Manual do Pró-Gestão RPPS e nos princípios de boas práticas de governança exigidos dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). As visitas técnicas ocorreram nas seguintes datas e instituições: XP Investimentos – visita realizada em 07/07/2025, com a participação dos membros do Comitê de Investimentos: Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Wellington Diniz e Banco Santander – visita realizada em 08/07/2025, com a participação dos mesmos membros. Os objetivos centrais das diligências foram: Avaliar o desempenho dos fundos sob gestão; Verificar, in loco, a estrutura organizacional, as práticas de compliance e os mecanismos de governança corporativa; Discutir estratégias de alocação e perspectivas macroeconômicas diretamente com os gestores e Reforçar a política de transparência e o alinhamento institucional do IPMU com os agentes do mercado. Foi ressaltado que tais diligências estão previstas no planejamento estratégico de investimentos do Instituto e representam evidência concreta do cumprimento dos requisitos do eixo de investimentos do Pró-Gestão RPPS, contribuindo para a manutenção e evolução da certificação institucional. Previamente às visitas, as instituições encaminharam um questionário com informações sobre: Estrutura de compliance e segregação de funções; Governança e controles internos; Gestão de riscos e metodologia de precificação de ativos complexos; Políticas institucionais e mecanismos de prevenção de conflitos de interesse; Qualificação técnica das equipes gestoras; e Histórico de desempenho e relacionamento com investidores. Durante a apresentação, destacaram-se os seguintes pontos: a) As instituições demonstraram aderência satisfatória às boas práticas de governança, com destaque para a existência de estruturas formais de compliance e mecanismos de controle robustos; b) Verificou-se elevado nível de qualificação técnica das equipes gestoras, bem como a manutenção de canais ativos de comunicação e prestação de informações aos investidores institucionais; c) Foram identificados pontos de atenção quanto ao nível de detalhamento das respostas nos questionários, o que motivará maior rigor analítico nas próximas diligências; d) Reforçou-se a importância da realização periódica dessas visitas, com possibilidade de ampliação para encontros remotos ou visitas técnicas adicionais a outras instituições gestoras relevantes à carteira do Instituto. Ato contínuo, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatórios Técnicos de Fundos de Investimentos, processo IPMU/059/2025. 1-) Butiá Top Crédito Privado FIC FIM CP LP. Gestora: Butiá Gestão de Investimentos Ltda, 22.899.452/0001-90. Administrador: Btg Pactual Serviços Financeiros S/A Dtvm., CNPJ: 59.281.253/0001-23. Custódia: Banco Btg Pactual S.A., CNPJ: 30.306.294/0001-45. Considerando os dados divulgados no Ranking de Gestores da ANBIMA, com base na competência de abril de 2025, observa-se que Butiá Gestão de Investimentos Ltda ocupa a 337ª posição. Dessa forma, os membros do Comitê de Investimentos não aprovam a continuidade na análise do fundo de investimento, uma vez que a Política de Investimentos 2025 do IPMU autoriza, exclusivamente, alocações em fundos geridos por instituições que estejam entre os dez maiores gestores em volume de recursos, conforme classificação da ANBIMA. 2-) Trópico Cash Plus FIC FIM CP. Gestora: Tropico Investimentos e Participações Ltda, 04.636.879/0001-13. Administrador: Btg Pactual Serviços Financeiros S/A Dtvm., CNPJ: 59.281.253/0001-23. Custódia: Banco Btg Pactual S.A., CNPJ: 30.306.294/0001-45. Considerando os dados divulgados no Ranking de Gestores da ANBIMA, com base na competência de abril de 2025, observa-se que Trópico Investimentos e Participações Ltda ocupa a 537ª posição, com R$ 376,84 milhões sob gestão. Dessa forma, os membros do Comitê de Investimentos não aprovam a continuidade na análise do fundo de investimento, uma vez que a Política de Investimentos 2025 do IPMU autoriza, exclusivamente, alocações em fundos geridos por instituições que estejam entre os dez maiores gestores em volume de recursos, conforme classificação da ANBIMA. 3-) Fundos de Investimento do Santander Brasil Gestão de Recursos Ltda: Santander Renda Fixa IRF-M 1 (objetivo de replicar o índice IRF-M1 com alocação majoritária em títulos públicos prefixados e atrelados à SELIC. O desempenho do fundo ligeiramente inferior ao IRF-M1 e CDI no longo prazo, porém superando a meta atuarial em prazos intermediários); Santander GO Global Equity ESG (volatilidade inferior ao S&P 500 e MSCI World, mas abaixo da meta atuarial no curto prazo. O
Ponto de observação do fundo de investimento é que 99% do PL está no fundo offshore Robeco, exigindo maior transparência); Santander IMA-B 5 Premium (desempenho levemente abaixo do benchmark e da meta atuarial, refletindo a marcação a mercado e a oscilação dos juros futuros); Santander IMA-B Premium (desempenho abaixo do benchmark, CDI e meta atuarial nos prazos avaliados, com maior sensibilidade à volatilidade de juros). Dessa forma, os membros do Comitê de Investimentos aprovaram por unanimidade a continuidade à análise dos fundos de investimentos recomendados pela gestora nos próximos meses, com maior atenção ao desempenho dos fundos diante da grande volatilidade dos mercados no fechamento do primeiro semestre de 2025, ainda atrativo as aplicações em fundos DI com baixa volatilidade, sempre com foco principal no desafio de acompanhar a meta atuarial no fechamento de 2025. Ato contínuo, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Financeiro – junho/2025, conforme documentos acostados nos processos IPMU/005/2025 (Relatório da Carteira de Investimentos 1º Trimestre), IPMU/005/2025 (Relatório da Carteira de Investimentos 2º Trimestre), IPMU/005/2025 (Relatório da Carteira de Investimentos 1º Semestre), IPMU/007/2025 (Balancete da Receita_ 06), IPMU/007/2025 (Balancete da Despesas_ 06), IPMU/007/2025 (Boletim de Caixa_ 06), IPMU/015/2025 (DAIR Demonstrativo Financeiro_ 06), IPMU/019/2025 (Audesp Financeiro_ 06), IPMU/020/2025 (APR_ 06), IPMU/091/2025 (Fluxo de Caixa_ 06), IPMU/091/2025 (Relatório de Investimentos_ 06), IPMU/091/2025 (Relatório de Carteira de Investimentos_ 06), IPMU/091/2025 (Fluxo de Caixa_ 06) e IPMU/091/2025 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_ 06). Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (mês e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento. Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses. Análise Macroeconômica e de Mercado – Junho de 2025. O mês de junho evidenciou uma economia brasileira em processo de desaceleração, com a inflação ainda pressionada e persistentes incertezas fiscais. Apesar disso, o mercado de trabalho manteve-se resiliente, com a taxa de desocupação recuando e o número de trabalhadores com carteira assinada atingindo patamar recorde. A inflação medida pelo IPCA apresentou desaceleração, fechando junho em 0,24%, com acumulado de 12meses em 5,35%, acima da meta de 4,5%. Diante desse quadro, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 15,00%a.a., indicando postura cautelosa frente ao cenário inflacionário. No ambiente internacional, os Estados Unidos enfrentaram crescimento fraco no primeiro trimestre, com o PIB recuando 0,5%. A taxa de desemprego caiu e a inflação anualizada permaneceu acima da meta, exigindo postura conservadora do Federal Reserve, que manteve os juros entre 4,25% e 4,50% a.a. Na Europa, a inflação voltou à meta enquanto o Banco Central Europeu cortou os juros pela oitava vez, para 2,0% a.a. visando impulsionar o crescimento da região. A China mostrou sinais de estabilização, com avanços em negociações com os EUA e manutenção das taxas de juros, buscando equilíbrio após meses de instabilidade cambial e deflação. No cenário Global, o mês de Junho apresentou melhora significativa em relação ao início do ano, especialmente após o arrefecimento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Ainda que não haja acordos definitivos, os memorandos de entendimento vêm estabilizando as tarifas, reduzindo a incerteza que havia contaminado as projeções macro econômicase provocado discussões sobre recessão global. No cenário doméstico, apesar das preocupações com a dinâmica interna, o Brasil tem se beneficiado com esse pano de fundo global. Na renda fixa Brasil, apesar de continuarmos com grandes desafios quanto as perspectivas de controle fiscal e inflação, a sinalização de que estamos chegando ao ciclo final de alta de juros por aqui, mantiveram o alívio nas curvas de juros, principalmente as mais longas, resultando em um mês positivo para os fundos IMA B. Na renda variável Brasil, o Ibovespa seguiu no campo positivo pelo quarto mês consecutivo, reforçado pelo forte fluxo de estrangeiros, cenário externo mais favorável e bons desempenhos os setores de educação, varejo e bancos. Carteira de Investimentos. A Carteira de Investimentos do IPMU obedece aos limites de aplicações estabelecidos na Política de Investimentos, com composição diversificada. Os investimentos buscam o melhor equilíbrio entre o risco x retorno, diante das grandes variáveis que interferem no retorno dos investimentos, face às mudanças na economia nacional e internacional. Visão de curto, médio e longo prazo para garantir os rendimentos necessários frente aos benefícios concedidos e a conceder. Composição. A carteira de investimentos está segregada entre os segmentos de renda fixa (R$ 529.005.897,59 – 90,65% do PL), renda variável (R$ 22.106.016,20 – 3,79% do PL) e alocação no investimento no exterior (R$ 32.431.194,96 – 5,56% do PL). As proporções demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cenário econômico de volatilidade e as obrigações do Instituto. Carteira Consolidada: A carteira de investimentos fechou o mês com um resultado positivo com a evolução do patrimônio de forma linear: R$ 583.543.108,75. Resultado dos Investimentos em 06/2025. Durante o período de janeiro a junho de 2025, o IPMU manteve sua carteira de investimentos dentro dos parâmetros de risco definidos na Política de Investimentos (PAI 2025), com monitoramento contínuo dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os riscos observados estiveram adequados às classes de ativos nas quais os fundos estavam alocados, respeitando os limites de crédito, liquidez, concentração e volatilidade. No mês o retorno do patrimônio líquido do IPMU foi positivo em R$ 5.574.160,04. No acumulado do ano o retorno consolidado da carteira foi de R$ 31.433.622,94. Composição das Aplicações. A maior aplicação em fundo de investimentos do IPMU no mês está concentrada no BB Títulos Públicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP (R$ 121.692.562,97 – 20,85% do PL do IPMU). Em contrapartida, a menor aplicação está alocada no fundo Santander Rena Fixa TP Ref. Premium (R$ 3.268.070,45 – 0,56% do PL do IPMU). Destaques de Rentabilidade. No mês o fundo de investimentos com maior rentabilidade na carteira do IPMU foi o BB Ibovespa Ativo com rentabilidade de 2,214% (R$ 8.237.521,58 – 1,41% do PL do IPMU). Por outro lado, o menor retorno mensal foi Caixa Multi Gesotr Equities, com rentabilidade negativa de -1,655% no mês (R$ 3.379.603,66 – 0,58% do PL do IPMU). No ano de 2025, o fundo de investimentos com maior rentabilidade na carteira do IPMU foi o Caixa Small Caps Ativo RL FIF Ações, que apresentou retorno de 23,83% no período. Por outro lado, o menor retorno mensal foi BB Ações Globais FIC Ações BDR Nível I, com rentabilidade negativa de -10,997% no mês. Relatório de Risco. Os relatórios apresentados de riscos e correlações dos investimentos: VAR (0,89%), Vol (0,24%), Treynor (-01,44), Drowdown (0,08%) e Sharp (-2,32). Fundos com cota negativa. Os fundos de investimento BB Ações ESG Globais e Caixa ações BDR Nível I permanecem com cota negativa no ano de 2025, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desses fundos, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundos com cota negativa – acumulado. O fundo de investimento Caixa FI Ações Small Cap Ativos permanece com cota negativa, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desse fundo, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundo/Aplicações encerradas. No mês não ocorreu encerramento de fundo de investimento ou aplicação em novo fundo de investimentos. Movimentações: os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês. Deliberações de Investimentos no curto prazo. Com percentuais significativos em ativos alocados em renda fixa, os RPPSs continuam a acompanhar outros mercados mais de perto (crédito privado, fundos de investimento imobiliário, ações, investimentos no exterior). Acompanham os diversos tipos de ativos, para ouvir o mercado e fazer um melhor balanceamento da carteira com outras classes, mesmo com movimento contido em 2025. O momento ainda é de cautela com juros ainda atrativos. Com base nos dados técnicos, análises financeiras, dados atualizados dos fluxos de caixas e dos investimentos com visão de curto, médio e longo prazo, foram aprovadas por unanimidade as estratégias de investimentos na busca de reduzir a volatilidade da Carteira de Investimento. 1-) Banco Santander 150-8: Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos, utilizar para cobertura da folha de pagamento dos aposentados e pensionistas. 2-) Renda variável: acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos. 3-) Renda Variável Exterior: análise das aplicações no segmento considerando os fatos relevantes relativos aos últimos desdobramentos do mercado global com possíveis resgates o quanto possível. 4-) Fundos de Vértices: análise de alocação. 5-) Títulos Públicos: elaboração de Plano de Ação no curto prazo para apreciação dos membros do Conselhos Deliberativo e Fiscal. 6-) Manutenção das demais aplicações.