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Reunião Comitê de Investimentos: 15/10/2026

IPMU fortalece governança dos investimentos em reunião do Comitê realizada em outubro. A reunião destacou a análise da rentabilidade dos investimentos, a gestão de riscos, o acompanhamento dos mercados financeiros e a avaliação de medidas para garantir segurança e sustentabilidade aos recursos previdenciários.

O Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba (IPMU) realizou, no dia 15 de outubro de 2026, reunião do Comitê de Investimentos, com o objetivo de acompanhar o desempenho da carteira de aplicações financeiras, avaliar os riscos associados aos investimentos e examinar as estratégias de alocação dos recursos destinados ao pagamento dos benefícios previdenciários.

O encontro integrou o calendário de governança institucional e contemplou a análise de relatórios técnicos, indicadores de rentabilidade, enquadramento regulamentar, perspectivas econômicas e procedimentos relacionados à gestão dos investimentos.

A reunião também teve como destaque a avaliação da situação do fundo CAIXA SMALL CAPS ATIVO FI AÇÕES, o acompanhamento dos estudos de gestão de ativos e passivos (ALM), a modernização dos procedimentos de negociação de títulos públicos e as providências preparatórias para a Política Anual de Investimentos de 2027.

As análises foram orientadas pelos princípios da segurança, rentabilidade, solvência, liquidez, transparência e responsabilidade na administração dos recursos previdenciários, observadas as diretrizes da Política de Investimentos do IPMU e as normas aplicáveis aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).

Desempenho da carteira de investimentos – setembro de 2026. Um dos principais assuntos foi o acompanhamento dos resultados financeiros da carteira de investimentos referentes ao fechamento de setembro de 2026. O patrimônio previdenciário é acompanhado por meio de relatórios gerenciais e informações das instituições financeiras, permitindo avaliar a evolução dos recursos, a rentabilidade dos fundos e a adequação da estratégia adotada. No mês de setembro, a carteira apresentou rentabilidade de 1,08%, enquanto a meta atuarial do período foi de 1,29%, representando uma diferença negativa de 0,21 ponto percentual. Apesar do resultado mensal inferior ao objetivo, o desempenho acumulado no exercício permaneceu acima da meta atuarial. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, a carteira alcançou rentabilidade de 10,23%, diante de uma meta atuarial acumulada de 8,47%, superando o objetivo em 1,76 ponto percentual. Esse resultado evidencia a importância de analisar os investimentos não apenas pelo desempenho de um único mês, mas também pela trajetória acumulada, pelos riscos assumidos e pela capacidade de preservação do patrimônio previdenciário. O Comitê acompanhou a composição dos investimentos e a contribuição das diferentes classes de ativos para os resultados, considerando o perfil conservador da carteira e a predominância de aplicações em renda fixa.

Cenário econômico nacional e internacional. A reunião contemplou o acompanhamento das condições macroeconômicas que influenciam os investimentos previdenciários. Estados Unidos. Foram analisados indicadores relacionados ao mercado de trabalho, inflação, atividade econômica e expectativas para a política monetária norte-americana. O comportamento desses indicadores influencia as taxas de juros internacionais, os preços dos títulos públicos, os mercados acionários e os fluxos de investimentos entre diferentes economias. Zona do Euro e China. A avaliação internacional também considerou a evolução da inflação europeia, os indicadores de atividade industrial e de serviços e os sinais de recuperação da economia chinesa. Esses fatores são relevantes para compreender as perspectivas de crescimento global e seus possíveis reflexos sobre os mercados financeiros brasileiros. Brasil. No cenário doméstico, as análises concentraram-se no comportamento da inflação, nas perspectivas para a taxa Selic, na trajetória dos juros futuros, nas condições fiscais e nas oportunidades oferecidas pelo mercado de renda fixa. O acompanhamento desses indicadores é especialmente importante para uma carteira previdenciária com predominância de aplicações em fundos DI, títulos públicos e ativos vinculados à inflação. A avaliação do ambiente econômico permite identificar riscos, antecipar tendências e subsidiar decisões de investimento fundamentadas em critérios técnicos.

Gestão de riscos e enquadramento regulamentar. Outro tema central foi a avaliação dos riscos associados à carteira de investimentos. O Comitê acompanhou os relatórios de risco e enquadramento, considerando indicadores de volatilidade, exposição às oscilações de mercado, concentração de recursos, liquidez e aderência aos limites regulamentares. A análise envolve a identificação de eventuais desenquadramentos e a avaliação das medidas necessárias à regularização dos investimentos. Esses procedimentos são fundamentais para assegurar a observância da Resolução CMN nº 5.272/2025, da Portaria MTP nº 1.467/2022 e das diretrizes estabelecidas na Política Anual de Investimentos. A gestão preventiva dos riscos permite reduzir vulnerabilidades, preservar a capacidade de pagamento dos benefícios e fortalecer a segurança dos recursos administrados pelo Instituto.

Fundo CAIXA SMALL CAPS: avaliação técnica do resgate total. Um dos assuntos de maior relevância foi a situação do fundo CAIXA SMALL CAPS ATIVO FI AÇÕES, CNPJ nº 15.154.220/0001-47, objeto do Processo Administrativo IPMU/030/2020. A aplicação inicial, realizada em julho de 2021, foi de R$ 16.531.000,00. A análise considerou o desempenho histórico do investimento, as oscilações do mercado acionário, a recuperação parcial de seu valor patrimonial e, principalmente, a situação de enquadramento regulamentar. Foi identificada restrição decorrente da participação conjunta de recursos de RPPS em percentual superior a 50% do patrimônio líquido do fundo, situação relacionada ao limite previsto no artigo 19, § 2º, da Resolução CMN nº 5.272/2025. O estudo técnico examinou os riscos de mercado, concentração, liquidez, conformidade regulamentar e reputação institucional. Também foram avaliadas alternativas de manutenção da aplicação, resgate parcial ou resgate integral. Diante do conjunto de fatores analisados, o Comitê manifestou-se favoravelmente ao resgate total dos recursos aplicados no fundo, considerando a necessidade de regularização da carteira, a incompatibilidade da manutenção prolongada da exposição com o perfil conservador do Instituto e a oportunidade de reduzir riscos após a recuperação parcial do investimento. A medida integra o compromisso com a conformidade regulamentar, a prudência e a proteção dos recursos previdenciários.

Estudos de ALM e planejamento de longo prazo. O Comitê também acompanhou os estudos de gestão de ativos e passivos, conhecidos como ALM (Asset Liability Management). Essa metodologia permite relacionar os recursos investidos com as obrigações previdenciárias presentes e futuras, considerando os fluxos de pagamento de aposentadorias e pensões. O objetivo é identificar estratégias que conciliem rentabilidade, segurança e disponibilidade financeira ao longo do tempo. Os estudos contribuem para orientar a distribuição dos investimentos entre diferentes prazos, indexadores e classes de ativos, observadas as necessidades de liquidez e o perfil de risco do Instituto. A utilização dessas informações fortalece o planejamento previdenciário e proporciona maior consistência às decisões de alocação dos recursos.

Títulos públicos e modernização dos procedimentos de investimento. A reunião contemplou o acompanhamento das providências relacionadas à contratação de solução tecnológica para negociação e registro de operações com títulos públicos, no âmbito do Processo IPMU/123/2025. A iniciativa busca aprimorar os mecanismos de consulta de preços, comparação de propostas, rastreabilidade das operações e registro das decisões de investimento. A adoção de ferramentas especializadas contribui para maior transparência, padronização dos procedimentos e fortalecimento dos controles internos. O acompanhamento também considera as oportunidades de aplicação em títulos públicos federais, especialmente aqueles vinculados à inflação, em consonância com os estudos de ALM e as necessidades de longo prazo do regime previdenciário.

Relatórios técnicos, diligência e verificação de lastro. O Comitê incluiu em suas atividades o acompanhamento dos relatórios elaborados pelo gestor de recursos e pela consultoria especializada LEMA. Esses documentos oferecem subsídios para a avaliação da rentabilidade, da composição dos investimentos, dos riscos e do cumprimento dos limites regulamentares. Também foi contemplado o acompanhamento do Processo IPMU/019/2026, relacionado à diligência e à verificação de lastro dos investimentos referentes ao primeiro semestre de 2026. A verificação documental constitui importante instrumento de controle, permitindo examinar informações relacionadas aos ativos que compõem os fundos e à consistência dos registros e documentos apresentados pelas instituições financeiras. Essas atividades fortalecem a governança, a transparência e a qualidade do monitoramento dos recursos previdenciários.

Política Anual de Investimentos 2027. A preparação da Política Anual de Investimentos para o exercício de 2027 também integrou os assuntos estratégicos. O documento estabelece as diretrizes que orientarão a aplicação dos recursos previdenciários, considerando o cenário econômico, a meta atuarial, a capacidade de assumir riscos, as necessidades de liquidez e os limites legais. No âmbito do Processo IPMU/131/2026, o planejamento contempla a elaboração dos estudos técnicos e o encaminhamento da proposta às instâncias competentes, com previsão de apreciação em novembro de 2026. A política deverá considerar os resultados dos estudos atuariais e de ALM, além das perspectivas econômicas e das exigências regulamentares. Sua elaboração representa uma etapa essencial do planejamento financeiro e previdenciário, permitindo que as decisões de investimento sejam orientadas por objetivos institucionais previamente definidos.

Regularidade previdenciária e controle externo. A pauta também contemplou o acompanhamento de assuntos relacionados à regularidade previdenciária e às obrigações perante os órgãos de fiscalização. Entre os temas estiveram o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), as demandas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e os procedimentos de prestação de contas relacionados à gestão dos investimentos. O acompanhamento permanente dessas obrigações contribui para a prevenção de inconsistências, a organização das evidências documentais e o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis ao IPMU.

Compromisso com a transparência e a sustentabilidade previdenciária. A reunião do Comitê de Investimentos reforçou a importância de uma gestão técnica, prudente e transparente dos recursos previdenciários. A análise dos resultados financeiros, o acompanhamento dos riscos, a avaliação dos investimentos e o planejamento das estratégias futuras demonstram a necessidade de atuação permanente e integrada entre os responsáveis pela administração do patrimônio previdenciário. A manutenção de uma carteira predominantemente conservadora, associada ao monitoramento contínuo do mercado e à observância das exigências regulamentares, integra a estratégia institucional de proteção dos recursos destinados ao pagamento das aposentadorias e pensões.

O IPMU reafirma, assim, seu compromisso com a responsabilidade na gestão dos investimentos, o fortalecimento da governança e a sustentabilidade do Regime Próprio de Previdência Social de Ubatuba.

Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU. Governança, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos previdenciários.