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Reunião Comitê de Investimentos: 15/04/2026

Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos quinze dias do mês de abril de dois mil e vinte e seis, às nove horas, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Presente os membros da Diretoria Executiva: Registrou-se também a presença do Gestor de Recursos Wellington Diniz, do Diretor Administrativo Antonio Marques de Oliveira e da Diretoria de Seguridade e Benefícios Karen Sonoyo Yamamoto. Dando início à pauta, foi apresentada ao Comitê de Investimentos análise técnica detalhada acerca da viabilidade de movimentação parcial de recursos atualmente alocados em fundos referenciados ao CDI (fundos DI) para fundos de vértice, considerando o cenário macroeconômico vigente, a Política de Investimentos do exercício de 2026, as diretrizes do estudo de Asset Liability Management (ALM), bem como os parâmetros estabelecidos pela Resolução CMN nº 5.272/2025, conforme processo IPMU/019/2026. No que se refere ao cenário macroeconômico, foi destacado que o ambiente permanece caracterizado por elevada taxa de juros real, com a taxa Selic posicionada em patamar restritivo, associada a incertezas fiscais no âmbito doméstico e riscos no cenário internacional. Nesse contexto, a renda fixa segue apresentando relação risco-retorno favorável, especialmente nos ativos atrelados ao CDI, ao passo que estratégias de maior duration, como IRF-M e fundos de vértice, podem capturar ganhos adicionais em eventual movimento de fechamento da curva de juros. Na análise da carteira atual do Instituto, observou-se que aproximadamente 80% dos recursos encontram-se alocados em fundos DI, evidenciando forte concentração em ativos pós-fixados, compatível com o perfil conservador/moderado do RPPS. Verificou-se que cerca de 16,6% do patrimônio já se encontra investido em fundos de vértice, com vencimentos previstos para os exercícios de 2026 e 2027, o que demonstra experiência prévia com a estratégia e previsibilidade de liquidez no curto e médio prazo. No comparativo entre as estratégias, consignou-se que os fundos DI permanecem como instrumentos de elevada estabilidade e baixa volatilidade, com expectativa de retorno ainda superior à meta atuarial no cenário atual. As estratégias indexadas ao IRF-M foram identificadas como alternativas com maior potencial de valorização em cenários de flexibilização monetária, embora com maior exposição à marcação a mercado. Já os fundos de vértice apresentam como principal diferencial a possibilidade de contratação de taxa real acima da meta atuarial, desde que mantidos até o vencimento, ainda que sujeitos à volatilidade ao longo do período. No tocante à aderência ao estudo de ALM, foi destacado que o Instituto possui capacidade financeira e atuarial para suportar aplicações com prazos definidos, sendo a estratégia compatível com o fluxo de passivos previdenciários. Ressaltou-se que, sob o ponto de vista técnico, a aquisição direta de títulos públicos federais, especialmente NTN-B, representa alternativa mais eficiente em termos de previsibilidade, em razão da possibilidade de marcação na curva, conforme diretrizes da Portaria MTP nº 1.467/2022, não afastando a viabilidade da utilização de fundos de vértice como instrumento complementar de alocação. Foi apresentado comparativo entre produtos ofertados por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, constatando-se que ambos possuem estrutura semelhante, com alocação em títulos públicos federais, sendo a principal diferença observada nas taxas indicativas. Verificou-se leve vantagem do Banco do Brasil na maioria dos vencimentos analisados, ressalvando-se que a decisão deverá considerar as condições efetivamente praticadas no momento da aplicação. Quanto à definição do prazo mais aderente, a análise técnica indicou como mais adequado o vértice com vencimento em 2030, por apresentar equilíbrio entre rentabilidade, prazo e risco, além de compatibilidade com a estrutura atual da carteira e com as projeções do ALM, evitando alongamento excessivo da duration. No que se refere aos riscos, o Comitê registrou expressamente a existência de risco de mercado, decorrente da marcação a mercado dos ativos; risco de liquidez, em razão da carência até o vencimento; e risco de concentração, recomendando-se que a exposição a fundos de vértice seja mantida em patamar prudencial, não superior a aproximadamente 20% dos recursos totais, em consonância com as melhores práticas de gestão previdenciária. Diante de todo o exposto, e com base na análise técnica apresentada, o Comitê de Investimentos deliberou, por unanimidade dos membros presentes, pela viabilidade da realização de movimentação parcial de recursos atualmente alocados em fundos DI para fundos de vértice, de forma gradual, seletiva e controlada, preservando-se o núcleo defensivo da carteira. Ficou deliberado que: I– deverão ser solicitadas cotações atualizadas junto às instituições financeiras, visando a identificação das melhores condições de mercado no momento da aplicação e atualização do Parecer do Gestor de Recursos; II– a eventual alocação deverá observar rigorosamente os limites estabelecidos na Política de Investimentos vigente e na legislação aplicável e IV– o acompanhamento da operação e seus impactos na carteira deverá ser realizado de forma contínua, com reporte nas reuniões subsequentes do Comitê. Ato contínuo, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Financeiro referente – março/2026, conforme documentos acostados nos processos IPMU/003/2026 (Relatório de Investimentos_ 03), IPMU/003/2026 (Relatório de Carteira de Investimentos_03), IPMU/003/2026 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_03), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Mercado_03), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Desenquadramento_03), IPMU/003/2026 (Relatório de Aderência aos Benchmarks_03), IPMU/003/2026 (Informativos do Mercado Financeiro_03), IPMU/007/2026 (Balancete da Receita_03), IPMU/007/2026 (Balancete da Despesas_03), IPMU/007/2026 (Boletim de Caixa_03), IPMU/007/2026 (Controle Interno Contabilidade_1º trimestre), IPMU/014/2026 (Cadprev Demonstrativo Financeiro_02), IPMU/014/2026 (Cadprev Demonstrativo Financeiro_03), IPMU/016/2026 (Audesp Financeiro_01), IPMU/016/2026 (Audesp Contábil_01), IPMU/016/2026 (Audesp Financeiro_02), IPMU/016/2026 (Audesp Financeiro_03), IPMU/018/2026 (APR – Autorização de Aplicação e Resgate_03) e Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (mês e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento. Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses. Análise Macroeconômica e de Mercado. Cenário Global. Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho apresentou sinais de recuperação em março, com a criação de 178 mil vagas — resultado acima das expectativas — e leve redução da taxa de desemprego para 4,3%. Ainda assim, o quadro geral aponta para uma desaceleração gradual da economia, refletida em um ritmo mais moderado de geração de empregos. Os indicadores de atividade econômica exibiram desempenho heterogêneo: enquanto o setor industrial apresentou expansão, o segmento de serviços registrou contração. Esse movimento resultou na queda do PMI Composto, sinalizando perda de dinamismo econômico. Diante desse cenário, o Federal Reserve optou por manter a taxa de juros inalterada, adotando postura cautelosa em função da persistência inflacionária e das incertezas no ambiente geopolítico. Na Zona do Euro, a inflação voltou a acelerar em março, atingindo 2,5% e permanecendo acima da meta do Banco Central Europeu (BCE), em um contexto marcado por pressões externas, sobretudo relacionadas ao setor de energia. Em contrapartida, o núcleo inflacionário apresentou desaceleração no acumulado de 12 meses. A atividade econômica também demonstrou enfraquecimento, com o PMI Composto recuando para o menor nível em nove meses, refletindo principalmente a perda de fôlego do setor de serviços, apesar de sinais pontuais de recuperação na indústria. Nesse ambiente, o BCE manteve a taxa de juros estável, reforçando uma postura prudente e dependente de dados, diante dos riscos inflacionários e do crescimento econômico mais fraco. Na China, os indicadores apontaram um início de ano relativamente mais robusto, com crescimento consistente da produção industrial e expressivo avanço dos lucros corporativos, especialmente em setores ligados à tecnologia e bens de capital. Esses resultados evidenciam a resiliência do setor industrial, sustentada por estímulos governamentais e pela demanda externa. No campo inflacionário, observou-se aceleração em fevereiro, influenciada por fatores sazonais, como o Ano Novo Lunar, enquanto a deflação ao produtor persistiu, indicando pressões ainda presentes no setor produtivo. A política monetária permaneceu inalterada, com manutenção das taxas de empréstimo, refletindo cautela das autoridades diante das incertezas quanto à sustentabilidade do crescimento, especialmente frente ao cenário geopolítico e às limitações fiscais. Cenário Nacional. A atividade econômica brasileira iniciou o ano de 2026 com sinais moderados de recuperação, impulsionado principalmente pelos setores de serviços e indústria, enquanto a agropecuária apresentou retração no período. Apesar do desempenho positivo, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas de mercado. No decorrer de março, indicadores de maior frequência passaram a sinalizar perda de dinamismo da atividade econômica. O setor de serviços apresentou desaceleração, ainda que permanecendo em território expansionista, enquanto a indústria demonstrou melhora marginal, porém ainda em nível contracionista. Como reflexo desse ambiente, o PMI Composto recuou para 49,9 pontos, indicando leve contração da atividade ao final do primeiro trimestre. O mercado de trabalho manteve-se resiliente, com geração líquida de 255,3 mil empregos formais em fevereiro, segundo dados do Novo Caged, com destaque para o setor de serviços. A taxa de desocupação, medida pela PNAD Contínua, situou-se em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, apresentando leve elevação em relação ao trimestre anterior, mas ainda em patamar historicamente baixo para o período. No campo da confiança, observou-se recuperação do indicador do consumidor em março, após sequência de quedas, impulsionada pela melhora das expectativas futuras. Em contrapartida, a avaliação da situação atual apresentou recuo, indicando que, embora persista cautela no curto prazo, há redução do pessimismo das famílias, sustentada pela manutenção do nível de emprego, da renda e pelo início do ciclo de flexibilização monetária. No âmbito inflacionário, o IPCA avançou 0,88% em março, acelerando em relação ao mês anterior, com a inflação acumulada em 12 meses atingindo 4,14%, permanecendo dentro do intervalo da meta. As principais pressões inflacionárias decorreram dos grupos de Transportes e Alimentação, com sinais de disseminação entre demais componentes, sugerindo maior difusão inflacionária. Diante desse cenário, o Banco Central promoveu redução da taxa básica de juros (Selic) de 15,00% para 14,75% ao ano, mantendo uma condução cautelosa e dependente de dados, em função das incertezas externas e da inflação ainda acima do centro da meta. No campo fiscal, o setor público consolidado apresentou déficit primário em fevereiro, acompanhado de elevação da dívida pública, evidenciando pressões sobre a trajetória fiscal. Ainda assim, o país segue registrando fluxos relevantes de investimento estrangeiro, os quais contribuem para o financiamento da economia e mitigam, parcialmente, os riscos associados ao cenário doméstico. Carteira de Investimentos. A Carteira de Investimentos do IPMU encontra-se estruturada em estrita observância aos limites e diretrizes estabelecidos na Política Anual de Investimentos, apresentando composição diversificada e alinhada ao perfil conservador/moderado da entidade. A estratégia de alocação tem como premissa a busca pelo equilíbrio ótimo entre risco e retorno, considerando as variáveis macroeconômicas que impactam o desempenho dos ativos, tanto no cenário nacional quanto internacional. Nesse contexto, a gestão adota abordagem técnica e dinâmica, com monitoramento contínuo dos mercados e avaliação permanente das condições econômicas. A condução da carteira é orientada por uma visão integrada de curto, médio e longo prazo, com foco na preservação do capital, na geração consistente de resultados e na aderência à meta atuarial. Tal estratégia visa assegurar a sustentabilidade do regime, garantindo os recursos necessários para o cumprimento das obrigações previdenciárias atuais e futuras, relativas aos benefícios concedidos e a conceder No mês de referência, a carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU totalizou R$ 650.646.364,71, distribuída entre seis instituições financeiras, evidenciando adequada diversificação de contraparte: Caixa Econômica Federal (32,46% do patrimônio líquido), Banco do Brasil (24,09%), Banco Bradesco (19,01%), Itaú Unibanco (13,17%), Santander (9,40%) e BTG Pactual (1,85%). Ao final do período, os recursos encontravam-se alocados em 11 fundos de investimento (8 com liquidez e 3 com carência), com predominância significativa de ativos de renda fixa, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Conselho Monetário Nacional na Resolução nº 5.272/2025, refletindo o perfil conservador/moderado adotado pela gestão. Destaca-se a ausência de exposição a fundos estruturados, fundos imobiliários e operações de empréstimos consignados, reforçando a estratégia de mitigação de riscos e preservação de capital. Em termos de liquidez, observa-se que 82,20% da carteira (R$ 541.361.872,88) encontra-se alocada em ativos com prazo de resgate de até 30 dias, conferindo elevada capacidade de cumprimento das obrigações previdenciárias no curto prazo e flexibilidade para eventuais realocações táticas. No que se refere ao desempenho, a carteira apresentou comportamento resiliente no período, superando a meta atuarial estabelecida, resultado consistente com a estratégia de alocação adotada e com o cenário de mercado observado. Estratégia de Alocação e Posicionamento da Carteira. O IPMU mantém uma alocação de ativos compatível com o cenário macroeconômico vigente, priorizando instrumentos de perfil conservador, baixa volatilidade e retornos consistentes, alinhados à meta atuarial estabelecida. Destaca-se a elevada concentração em fundos referenciados ao CDI, que representam 80,38% da carteira (R$ 522.987.630,48), além da relevante participação em fundos de vértice com vencimentos em 2026 e 2027, correspondentes a 16,80% (R$ 109.284.491,83). Essa estrutura reforça a previsibilidade dos fluxos e a aderência à estratégia de carregamento, reduzindo a exposição a oscilações de mercado. Nos demais segmentos, observa-se exposição residual a ativos de maior risco, com alocação de 0,49% (R$ 3.190.569,90) em investimentos no exterior e 2,33% (R$ 15.183.672,50) em renda variável, evidenciando o caráter predominantemente defensivo da carteira, voltado à preservação de capital e à mitigação de volatilidade. Tal posicionamento tem se mostrado eficiente na geração de resultados consistentes e aderentes à meta atuarial, mesmo em um ambiente caracterizado por maior incerteza e volatilidade nos mercados doméstico e internacional. Diante desse contexto, o entendimento do Comitê de Investimentos é pela manutenção da postura conservadora na alocação dos recursos, com ênfase em ativos de maior previsibilidade e menor risco, de modo a assegurar a estabilidade da carteira e a adequada gestão dos passivos previdenciários frente às incertezas econômicas. Meta Atuarial e Desempenho. No mês de referência, a carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU apresentou rentabilidade de 1,11%, ficando abaixo da meta atuarial mensal de 1,38%. No acumulado do exercício, entretanto, o desempenho permanece superior ao objetivo atuarial, com a carteira registrando 3,53%, frente a uma meta de 3,31%, evidenciando aderência à estratégia de longo prazo e recuperação da performance no período. O resultado observado foi favorecido pela consistente performance dos ativos de renda fixa de perfil conservador, que se beneficiaram do patamar ainda elevado da taxa Selic, contribuindo positivamente para o retorno da carteira. Esse comportamento reforça a efetividade da estratégia adotada, especialmente no curto prazo, ao priorizar ativos com maior previsibilidade e menor volatilidade. Dessa forma, conclui-se que o desempenho da carteira permanece alinhado aos objetivos de solvência, equilíbrio atuarial e sustentabilidade do regime, mesmo diante de oscilações pontuais no atingimento da meta mensal. Enquadramento da Carteira. A carteira do IPMU encontra-se devidamente enquadrada tanto nos limites da Resolução CMN nº 5.272/2025 quanto nos parâmetros estabelecidos na Política de Investimentos. A carteira segue concentrada em ativos de Renda Fixa, alocação em Investimentos no Exterior e Renda Variável. Art. 18: Aplicações em cotas de um mesmo fundo não podem exceder 20% das aplicações do RPPS, exceto em fundos de títulos públicos. O fundo BB Renda Fixa Ref DI Títulos Públicos FIF – CNPJ 11.046.645/0001-81, representa 24,03% (R$ 156.760.010,84) do saldo da carteira. Embora ligeiramente acima de 20%, sua conformidade está por ser “composto exclusivamente por títulos públicos”. Os demais fundos estão dentro dos limites. Art. 19: Total das aplicações dos RPPS em um mesmo fundo deve representar, no máximo, 15% do patrimônio líquido (PL) do fundo (5% para FIDCs, FI Renda Fixa “Crédito Privado” e FI “Debêntures”), exceto para fundos de títulos públicos. Todos os fundos listados na carteira estão dentro dos limites de percentual do patrimônio líquido do fundo. Art. 20: Total das aplicações dos recursos do RPPS em fundos e carteiras administradas não pode exceder 5% do volume total de recursos de terceiros gerido por um mesmo gestor ou grupo econômico. Os percentuais de participação dos gestores como CAIXA ASSET (0,01843%) ou BB ASSET (0,00674%) indicam que os fundos estão dentro dos limites estabelecidos. Art. 21: Condições cumulativas para aplicação em cotas de fundos de investimento, incluindo autorização do Banco Central, limite de 50% dos recursos de RPPS sob administração do fundo, e credenciamento prévio do gestor e administrador. Os relatórios demonstram que a conformidade está sendo acompanhada para cada fundo. Composição. A carteira de investimentos está segregada entre os segmentos de renda fixa (R$ 632.272.122,31 – 97,18% do PL), renda variável (R$ 15.183.672,50 – 2,33% do PL) e alocação no investimento no exterior (R$ 3.190.569,90 – 0,49% do PL). As proporções demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cenário econômico de volatilidade e as obrigações do IPMU. Aderência à Política de Investimentos. A carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU apresenta plena aderência à Política Anual de Investimentos, com todas as classes de ativos enquadradas dentro dos limites mínimo, alvo e máximo estabelecidos, em conformidade com as diretrizes normativas vigentes. No segmento de Renda Fixa, observa-se concentração em fundos referenciados em títulos do Tesouro Nacional, que representam 73,25% da carteira (R$ 476.611.378,02), além de 23,92% (R$ 155.660.744,29) alocados em demais estratégias de renda fixa. Ambas as exposições encontram-se dentro dos limites-alvo definidos, refletindo o alinhamento com o perfil conservador/moderado do RPPS. No segmento de Renda Variável, a alocação em fundos de ações corresponde a 2,33% (R$ 15.183.672,50), posicionando-se dentro da faixa alvo, com exposição controlada e compatível com a estratégia de diversificação e mitigação de riscos. Em relação aos investimentos no Exterior, a carteira apresenta alocação de 0,49% (R$ 3.190.569,90), igualmente enquadrada nos limites estabelecidos, evidenciando postura cautelosa diante da volatilidade dos mercados internacionais e do risco cambial. Destaca-se, ainda, a ausência de alocação nos segmentos de fundos estruturados, fundos imobiliários, empréstimos consignados e ativos imobiliários, todos com 0,00% de participação, em estrita conformidade com os parâmetros definidos na política vigente. Dessa forma, conclui-se que todas as alocações da carteira encontram-se devidamente enquadradas, não sendo identificadas situações de desenquadramento ou necessidade de reenquadramento, o que reforça a disciplina na gestão dos recursos e a aderência às boas práticas de governança e conformidade. Resultado dos Investimentos. No período em análise, o IPMU manteve sua carteira de investimentos integralmente enquadrada nos parâmetros de risco estabelecidos na Política Anual de Investimentos, com monitoramento contínuo e sistemático dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os níveis de risco observados mostraram-se compatíveis com as classes de ativos alocadas, respeitando rigorosamente os limites definidos para crédito, liquidez, concentração e volatilidade, o que evidencia a consistência da estratégia adotada e a aderência às melhores práticas de gestão previdenciária. No mês de referência, a carteira gerou um retorno financeiro de R$ 7.147.795,90, refletindo o desempenho dos ativos em um ambiente de mercado ainda desafiador. No acumulado do exercício, o resultado consolidado atingiu R$ 22.292.400,03, demonstrando a capacidade de geração de valor da carteira, alinhada aos objetivos de rentabilidade e sustentabilidade do regime. Dessa forma, conclui-se que a gestão dos investimentos tem se mostrado eficiente, prudente e orientada ao controle de riscos, assegurando resultados consistentes e compatíveis com a estratégia definida pelo Comitê de Investimentos.  Composição das Aplicações. A maior aplicação em fundo de investimentos do IPMU no mês está concentrada no fundo BB Títulos Públicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP (R$ 156.760.010,84 – 24,09% do PL do IPMU). Em contrapartida, a menor aplicação está alocada no fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos Referenciado Premium – Taxa de Administração (R$ 3.190.569,90 – 0,48% do PL do IPMU). Relatório de Risco. O Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU adota metodologia quantitativa para monitoramento e controle dos riscos de mercado, com destaque para o Value at Risk (VaR) como principal métrica de avaliação. O acompanhamento é realizado de forma contínua, com base em parâmetros previamente definidos na Política de Investimentos, sendo efetuadas reavaliações sempre que tais limites são atingidos ou ultrapassados. No período em análise, o VaR da carteira (252 dias úteis, nível de confiança de 95%) registrou 0,75% no mês e 2,61% em 12 meses, indicando nível de risco compatível com o perfil conservador/moderado adotado. Com base no comportamento recente da carteira, estima-se que a perda máxima potencial diária seja limitada, dentro do intervalo de confiança estabelecido. A volatilidade da carteira permaneceu em patamar reduzido, atingindo 0,25% no mês e 1,04% no acumulado de 12 meses, refletindo baixa dispersão dos retornos e elevada estabilidade, coerente com a predominância de ativos de renda fixa pós-fixados. O índice de Treynor apresentou resultado de -0,43 no mês e 0,16 em 12 meses, indicando que, no curto prazo, a rentabilidade da carteira foi inferior à do mercado ajustado ao risco sistêmico (beta), enquanto, no horizonte mais longo, observa-se recuperação parcial da eficiência na relação risco-retorno. O Drawdown da carteira foi de 0,06% no mês e 0,26% em 12 meses, evidenciando baixa amplitude de perdas máximas e elevada resiliência da carteira frente a oscilações adversas de mercado. O índice de Sharpe, por sua vez, registrou -1,57 no mês e 0,61 em 12 meses, demonstrando que, no curto prazo, a carteira apresentou desempenho inferior ao ativo livre de risco ajustado à volatilidade, enquanto, no acumulado anual, mantém relação risco-retorno positiva, ainda que moderada. De forma consolidada, os indicadores de risco evidenciam que a carteira mantém baixo nível de volatilidade, controle adequado das perdas e estabilidade estrutural, ainda que, no curto prazo, haja impacto pontual decorrente das oscilações de mercado. Diante desse cenário, reforça-se a necessidade de monitoramento contínuo dos riscos de mercado, especialmente em um ambiente macroeconômico caracterizado por maior volatilidade, assegurando a manutenção da aderência aos limites estabelecidos e a preservação do equilíbrio entre risco e retorno. Fundos com Cota Negativa no Exercício. No período em análise, verificou-se que o fundo Caixa Multigestor Global Equities Investimentos no Exterior FIC de Classe FIF – CNPJ 39.528.038/0001-77, com saldo de R$ 3.190.569,90 (0,49% do patrimônio líquido da carteira), permanece com rentabilidade negativa no exercício de 2026, ou seja, o valor da cota atual encontra-se inferior ao valor registrado na data de aquisição pelo IPMU. A performance negativa observada está associada, principalmente, à volatilidade dos mercados internacionais, às condições macroeconômicas globais e à variação cambial. Considerando o caráter estrutural e de diversificação desse tipo de ativo, bem como a baixa representatividade na carteira, os membros do Comitê de Investimentos deliberaram pela manutenção da posição, com acompanhamento sistemático e contínuo, avaliando a possibilidade de recuperação no médio e longo prazo. Destacou-se a necessidade de monitoramento periódico, com análise da performance relativa, do cenário macroeconômico internacional, da política monetária das principais economias e das perspectivas dos mercados acionários globais, fatores que influenciam diretamente o comportamento do fundo. Fundos com Cota Negativa no Acumulado (Histórico). Adicionalmente, constatou-se que o fundo Caixa FI Ações Small Caps Ativos – CNPJ 15.154.220/0001-47, com saldo de R$ 15.183.672,50 (2,33% do patrimônio líquido da carteira), permanece com cota inferior ao valor de aquisição, caracterizando desempenho negativo no acumulado histórico da aplicação. O resultado reflete a elevada volatilidade característica do segmento de small caps, altamente sensível às condições macroeconômicas, ao ciclo de juros e à liquidez do mercado acionário. Apesar disso, observa-se que o fundo apresentou desempenho positivo no acumulado recente do exercício, indicando potencial de recuperação parcial. Diante desse contexto, o Comitê de Investimentos deliberou pela manutenção da aplicação, considerando sua função estratégica de diversificação e o potencial de valorização no horizonte de médio e longo prazo, mantendo, contudo, monitoramento contínuo e criterioso. Ressaltou-se a importância de acompanhamento técnico periódico, com avaliação da performance absoluta e relativa, análise dos fundamentos das empresas investidas, bem como das condições macroeconômicas e de mercado que impactam o segmento de renda variável. Fundos/ Aplicações Encerradas. No período em análise, não foram registradas movimentações de encerramento integral de fundos de investimento, permanecendo a carteira estável em sua composição, em linha com a estratégia definida pelo Comitê de Investimentos. Na sequência, passou-se à análise do desempenho dos fundos de investimento da carteira do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU no período de referência. Verificou-se que a carteira apresentou resultado positivo no mês, com retorno financeiro de R$ 7.147.795,90, e desempenho acumulado no exercício de R$ 22.292.400,03, conforme demonstrativos de controle da carteira. No segmento de renda fixa, que representa a maior parcela da carteira, os fundos classificados como vértice, atrelados a títulos públicos federais com vencimentos definidos, apresentaram desempenho superior à média dos fundos pós-fixados. Destacou-se o fundo Bradesco FIF Renda Fixa Títulos Públicos 2026, com rentabilidade de 2,06% no mês e 4,47% no acumulado do ano, seguido pelo Caixa Brasil Títulos Públicos 2026, com 2,05% no mês e 4,39% no ano, e pelo Caixa Brasil Títulos Públicos 2027, com rentabilidade de 1,74% no mês e 4,14% no acumulado. Tais resultados refletem o ganho de marcação a mercado e a estratégia de carregamento até o vencimento, contribuindo significativamente para o desempenho global da carteira. No grupo dos fundos referenciados ao CDI, observou-se comportamento consistente e alinhado à taxa básica de juros. O fundo BB Previdenciário Referenciado DI, maior posição da carteira, apresentou rentabilidade de 1,225% no mês e 3,419% no ano, com contribuição relevante para o resultado consolidado. Na mesma linha, os fundos Caixa Brasil Referenciado DI, Bradesco FI Referenciado DI, Itaú Institucional Referenciado DI e BTG Pactual Tesouro Selic mantiveram desempenho estável, com retornos próximos ao CDI, reforçando o papel de proteção, liquidez e previsibilidade da carteira. Os fundos Santander Renda Fixa Títulos Públicos Referenciado Premium (150 e 350) também apresentaram desempenho consistente, com rentabilidade de 1,20% no mês, em linha com a estratégia conservadora adotada. No segmento de renda variável, o fundo Caixa Small Caps registrou desempenho negativo no mês, com rentabilidade de -6,235%, resultando em perda de R$ 1.009.708,46, refletindo a maior volatilidade desse segmento. Entretanto, no acumulado do ano, o fundo ainda apresenta resultado positivo de 5,215%, indicando recuperação parcial frente às oscilações recentes do mercado acionário. Em relação aos investimentos no exterior, o fundo Caixa Multigestor Equities apresentou rentabilidade negativa de -5,762% no mês e -10,482% no acumulado do ano, impactado pela volatilidade dos mercados internacionais e pela variação cambial. Ressalta-se, contudo, que a exposição a esse segmento permanece reduzida, limitando impactos relevantes sobre o desempenho global da carteira. De forma consolidada, a análise evidencia que o resultado positivo da carteira foi integralmente sustentado pelo desempenho dos ativos de renda fixa, especialmente os fundos de vértice e os referenciados ao CDI, enquanto os segmentos de maior risco apresentaram desempenho adverso no período, porém com impacto mitigado em função da baixa representatividade na alocação total. Diante do exposto, o Comitê de Investimentos concluiu que a carteira se mantém adequadamente posicionada, com estratégia alinhada ao perfil conservador/moderado do Instituto, demonstrando resiliência frente ao ambiente de volatilidade e assegurando estabilidade, liquidez e aderência aos objetivos atuariais estabelecidos. Movimentações: os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês. Conclusão Estratégica e Deliberações do Comitê de Investimentos. A carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU mantém-se adequadamente posicionada, apresentando desempenho superior à meta atuarial no acumulado do exercício, em plena aderência ao perfil conservador/moderado estabelecido na Política de Investimentos. A atual configuração da carteira evidencia consistência na estratégia adotada, com destaque para a predominância de ativos de renda fixa, elevada liquidez e controle rigoroso de riscos, fatores que têm contribuído para a resiliência dos resultados, mesmo em um ambiente caracterizado por maior volatilidade e reprecificação da curva de juros. A nova regulamentação reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos enquadramentos, gestão ativa dos limites de concentração e planejamento gradual das realocações, práticas que vêm sendo devidamente observadas pela gestão e acompanhadas pelo Comitê de Investimentos. Destaca-se a relevante alocação em fundos referenciados ao CDI e em fundos de vértice com vencimentos em 2026 e 2027, cujas taxas contratadas permanecem superiores à meta atuarial vigente, contribuindo para a previsibilidade dos fluxos financeiros e a preservação do capital previdenciário. A reduzida exposição a ativos de maior volatilidade, tais como renda variável e investimentos no exterior, reforça o caráter defensivo da carteira, alinhado à estratégia de mitigação de riscos e à busca pela estabilidade dos resultados no médio e longo prazo. Estratégia de Curto Prazo. Diante do cenário econômico vigente e da análise técnica realizada, o Comitê de Investimentos do IPMU deliberou, por unanimidade, pela adoção das seguintes medidas: 1. Gestão de Liquidez – Banco Santander. Deliberou-se pela utilização dos recursos alocados no Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos para cobertura da folha de pagamento de aposentados e pensionistas, assegurando liquidez imediata, segurança e previsibilidade dos fluxos financeiros. 2. Adequação ao Art. 19, §2º – Resolução CMN nº 5.272/2025. Deliberou-se pela implementação do Plano de Ação destinado à adequação aos limites de concentração, com base em medidas técnicas, operacionais e de governança, voltadas à adequação progressiva e controlada da carteira, em conformidade com a regulamentação vigente. Ressalta-se que o desenquadramento identificado possui natureza passiva, transitória e administrável, encontrando-se amparado pela regra de transição, desde que observados os prazos e procedimentos de adequação estabelecidos. 3. Investimentos no Exterior. Deliberou-se pela manutenção do acompanhamento sistemático do comportamento dos mercados internacionais e da performance dos ativos, sem a realização de novas alocações no curto prazo, em razão do cenário de elevada volatilidade e das incertezas no ambiente global. 4. Aquisição de Títulos Públicos Federais. Deliberou-se pela continuidade da implementação do Plano de Ação para aquisição de títulos públicos federais, conforme disposto no Processo IPMU/123/2025, observando-se critérios de prazo, taxa, marcação na curva e aderência à Política de Investimentos. 5. Demais Aplicações Financeiras. Deliberou-se pela manutenção das demais posições da carteira, sem alterações no curto prazo, até nova avaliação a ser realizada na próxima reunião do Comitê de Investimentos.