Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos vinte e três dias do mês de fevereiro de dois mil e vinte e seis, às nove horas, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Registrou-se também a presença do Gestor de Recursos Wellington Diniz. Dando início à reunião, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Financeiro referente – janeiro/2026, conforme documentos acostados nos processos IPMU/003/2026 (Relatório de Investimentos_ 01), IPMU/003/2026 (Relatório de Carteira de Investimentos_ 01), IPMU/154/2025 (Fluxo de Caixa_ 12), IPMU/003/2026 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_01), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Mercado_ 01), IPMU/003/2026 (Relatório de Risco de Desenquadramento_ 01), IPMU/003/2026 (Relatório de Aderência aos Benchmarks_ 01), IPMU/005/2025 (Relatório de Controle Interno Investimentos 2º semestre), IPMU/005/2025 (Relatório de Controle Interno Investimentos 2025), IPMU/007/2026 (Balancete da Receita_ 01), IPMU/007/2026 (Balancete da Despesas_ 01), IPMU/007/2026 (Boletim de Caixa_ 01), IPMU/019/2025 (Audesp Financeiro_12) e Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (mês e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento. Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses. Análise Macroeconômica e de Mercado. Cenário Global. Janeiro de 2026 começou com sinais positivos para os mercados globais e domésticos, sustentados por expectativas de flexibilização monetária, desaceleração da inflação e melhora gradual das condições financeiras. Apesar de riscos geopolíticos e volatilidade em commodities, o mês encerrou com firme apetite ao risco e forte fluxo para ativos de renda variável. A economia global segue resiliente em 2026, com projeção de crescimento em torno de 3,3%, impulsionada pelo avanço tecnológico e por condições financeiras mais acomodatícias. A inflação mundial continua em desaceleração, conforme dados recentes do FMI. A combinação de inflação controlada, juros estáveis e resultados corporativos sólidos sustentou o desempenho positivo, embora riscos geopolíticos (em especial no Oriente Médio e na América Latina) sigam no radar. O mês de janeiro foi marcado por um ambiente global mais volátil, no qual fatores geopolíticos voltaram a desempenhar papel central na dinâmica do dólar. Episódios envolvendo os Estados Unidos, como a interferência militar na Venezuela, as ameaças de imposição de tarifas sobre países europeus no contexto das negociações relacionadas à aquisição da Groenlândia e as declarações sobre a possibilidade de intervenção no Irã, reduziram a atratividade da moeda americana como ativo de proteção. Esse conjunto de ruídos contribuiu para o enfraquecimento do dólar ao longo do mês, abrindo espaço para um aumento do apetite por risco e estimulando a realocação de recursos internacionais em direção a ativos mais arriscados, especialmente em economias emergentes. Esse ambiente foi reforçado por um segundo vetor relevante: a transição na presidência do Federal Reserve. A indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para substituir Jerome Powell em junho introduziu incertezas adicionais sobre o futuro da política monetária americana. A diferenciação entre o curto e o médio prazo ficou evidente na precificação dos mercados: enquanto Powell permanecer no comando, o mercado não espera cortes adicionais; porém, após a transição, o mercado precifica dois cortes de juros como cenário base. Na última reunião, o FOMC optou por manter a taxa entre 3,5% e 3,75%, interrompendo o ciclo de afrouxamento e sinalizando que o patamar atual é consistente com o estágio do mercado de trabalho e com uma inflação ainda acima da meta. Mesmo com a pausa, permanece a expectativa de que o processo de normalização seja retomado após a mudança na liderança do Banco Central. Tal normalização seria justificada pelo enfraquecimento do mercado de trabalho observada desde meados do ano passado. Esse arrefecimento decorre da redução da oferta de trabalhadores, influenciada pela limitação da imigração, e da menor demanda por mão de obra, evidenciada pela queda no volume de contratações. O mercado de trabalho norte-americano voltou a mostrar perda de fôlego no início de 2026. O Payroll de dezembro indicou a criação de 50 mil empregos fora do setor agrícola, abaixo da expectativa de mercado e das 56 mil de novembro. Na mesma linha, o relatório da ADP mostrou que o setor privado criou 22 mil vagas em janeiro, número também abaixo do consenso. Apesar do enfraquecimento nas contratações, a taxa de desemprego recuou para 4,4%, sugerindo não haver, até o momento, sinais de deterioração abrupta do mercado de trabalho. Na Europa, o cenário inflacionário mostrou sinais de arrefecimento ao final de 2025. A inflação anual da zona do euro recuou para 1,9% em dezembro, após 2,1% em novembro, ficando ligeiramente abaixo da meta do Banco Central Europeu. O movimento foi influenciado principalmente pela contribuição negativa da energia, enquanto os serviços seguiram como principal vetor de pressão nos preços, reforçando um ambiente de inflação mais comportada. No que se refere à atividade econômica, os dados indicaram manutenção de um ritmo moderado de crescimento. O PIB preliminar da zona do euro avançou 0,3% no quarto trimestre de 2025, repetindo o desempenho do trimestre anterior, enquanto na comparação anual a economia cresceu 1,3%. Na China, os dados de 2025 reforçaram um quadro de crescimento sustentado por exportações, em meio a fragilidades domésticas persistentes. O PIB avançou 5% no ano, em linha com a meta oficial. A inflação anual ao consumidor acelerou para 0,8% em dezembro, maior nível em quase três anos, ao passo que a deflação dos preços ao produtor persistiu, refletindo excesso de capacidade e demanda interna fraca. A balança comercial registrou superávit recorde de aproximadamente US$ 1,2 trilhão em 2025, com exportações crescendo para mercados fora dos Estados Unidos. No campo geopolítico, o início de 2026 foi marcado pela elevação das tensões no eixo transatlântico, a partir da intensificação das declarações do presidente dos EUA sobre a Groenlândia. A pressão de Washington para anexar o território autônomo da Dinamarca, sob o argumento de segurança nacional e proteção do Ártico, gerou reação imediata da Europa e da Otan, com reforço da presença militar na região e articulação diplomática entre países do bloco. O episódio adicionou ruído ao ambiente internacional, reacendendo incertezas sobre a coesão da aliança e ampliando os riscos geopolíticos, em um contexto global já marcado por disputas entre Estados Unidos, China e Europa. Economia Brasileira. No cenário doméstico, o real segue se valorizando na esteira do ambiente externo mais favorável. Apesar de nossos modelos apontarem que a moeda brasileira teve desempenho inferior ao de outros pares latino-americanos no movimento de apreciação observado em janeiro, ainda assim o real acompanhou parcialmente essa tendência global. A economia brasileira iniciou 2026 em trajetória de estabilidade, com inflação em acomodação e atividade mostrando resiliência de curto prazo, de acordo com o Ministério da Fazenda. O ambiente favoreceu expectativas de continuidade do ciclo de cortes na Selic ao longo do semestre. Esse movimento reflete uma recomposição significativa da demanda por ativos brasileiros, especialmente em setores ligados ao consumo, commodities e empresas com elevada geração de caixa. As preocupações fiscais passaram a exercer influência crescente sobre os ativos domésticos, adicionando volatilidade especialmente na curva de juros e no câmbio. Copom manteve a taxa Selic em 15,00% na reunião de janeiro, mas sinalizou flexibilização em breve. No comunicado divulgado após a reunião foi destacada a necessidade de cautela: o Comitê avaliou que o ambiente externo segue incerto, especialmente diante da conjuntura econômica nos Estados Unidos, com reflexo nas condições financeiras globais, e frisou que está atento aos impactos inflacionários do cenário geopolítico. No ambiente doméstico, o Copom reconheceu a trajetória de moderação da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho permanece resiliente. A autoridade destacou que o ambiente atual segue marcado por expectativas desancoradas e medidas de inflação subjacente acima da meta, mas em trajetória de arrefecimento. Apesar da manutenção, o Copom indicou que, no atual ambiente, a estratégia de convergência da inflação à meta envolve recalibração do nível de juros e que deverá iniciar a flexibilização em sua próxima reunião, caso o cenário esperado se confirme. No entanto, o comitê frisou que será mantida a restrição adequada, com serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo total de ajuste. Dessa forma, os analistas esperam corte de 50 pb na reunião de março. Investimentos. Os ativos, em geral, apresentaram desempenhos positivos em janeiro, com exceção do Global BDRX, refletindo, entre outros fatores, uma desvalorização do dólar no período. Na renda fixa, os índices de títulos prefixados mais longos se destacaram, enquanto os atrelados à inflação registraram desempenho mais modesto, com destaque para os de menor duration. O comportamento dos índices refletiu o movimento de fechamento da curva de juros em janeiro. Observou-se uma dinâmica na precificação dos ativos que refletiu não apenas o movimento da curva, mas também as alterações nas projeções da inflação, o que causou um diferente impacto aos prefixados e atrelados à inflação, não seguindo o padrão de destaque a todos os ativos de maior duration em um momento de fechamento da curva. No que se refere aos ativos mais conservadores, o CDI e o IRF-M 1 avançaram 1,16% e 1,20%, respectivamente. No que se refere à renda variável doméstica, o Ibovespa apresentou forte valorização de 12,56% no mês, atingindo recordes históricos. Esse movimento foi impulsionado, sobretudo, pelo fluxo de capital estrangeiro, o que tem favorecido mercados emergentes. Quanto aos investimentos no exterior, o BDRX registrou seu pior desempenho mensal desde março de 2025, com recuo de 3,05%, impactado pela maior sensibilidade ao cenário geopolítico, além da desvalorização do dólar frente ao real. Após encerrar 2025 em alta, o S&P 500 apresentou valorização de 1,37% em janeiro de 2026, sustentada pelas expectativas em torno da divulgação dos resultados das empresas do setor de tecnologia. Em síntese, o mês de janeiro foi marcado por forte valorização da renda variável brasileira, enquanto os ativos de renda fixa mais conservadores continuaram a apresentar desempenho consistente e alinhado à meta atuarial. A curva de juros apresentou fechamento em todos os seus vértices, com maior intensidade nos prazos intermediários. Esse comportamento é sustentado, principalmente, pela expectativa de redução da taxa de juros nos próximos meses, o que reflete o movimento observado de convergência gradual da inflação à meta, ainda que persistam incertezas associadas ao cenário futuro, que abrange fatores de curto e longo prazo, como o cenário eleitoral de 2026 e a sustentabilidade das contas públicas. Embora a inflação acumulada tenha acelerado no último mês, as projeções seguem indicando certa convergência gradual à meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional. Ao mesmo tempo, desenvolvimentos recentes no ambiente político têm o potencial de ampliar a cautela dos agentes de mercado em relação à condução da política fiscal, especialmente durante o período eleitoral, elevando a percepção de risco. Os níveis atuais de juros ainda incorporam prêmios de risco elevados. Os próximos movimentos da curva de juros permanecerão condicionados à evolução da inflação e à condução das políticas fiscal e monetária. Além dos fatores domésticos, que ganham relevância adicional em um contexto pré-eleitoral, elementos externos também exercem influência significativa sobre os ativos, como as oscilações do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, que impactam a precificação dos ativos brasileiros. Renda Fixa. O início do ano reforça o cenário favorável para estratégias de maior duration, dado o avanço do ciclo de flexibilização monetária. Títulos indexados à inflação continuam atrativos, enquanto fundos Referenciados DI e Crédito Privado preservam boa relação risco‑retorno, respaldados por fundamentos sólidos das empresas. A valorização cambial continua sendo um dos principais fatores contribuindo para a desaceleração inflacionária, reforçando o alívio já observado em 2025, principalmente sobre bens industriais. Além do efeito câmbio, a desaceleração gradual da atividade econômica tende a reduzir a pressão sobre a inflação de serviços. Embora o mercado de trabalho permaneça firme, os analistas esperam um arrefecimento ao longo do ano, respondendo ao aperto monetário. A inflação deve manter a trajetória de moderação, em linha com nossa projeção de 3,9% para o final de 2026. A inflação corrente tem apresentado um comportamento benigno, com uma desaceleração do índice cheio, bem como dos núcleos subjacentes. Tanto o mercado quanto o próprio Banco Central tem sido surpreendido pelas leituras do IPCA mais baixas do que o projetado inicialmente, levando a uma queda das expectativas de inflação. Essa melhora dos dados correntes e o arrefecimento das expectativas de inflação permitiram ao Banco Central sinalizar com maior clareza sua intenção de iniciar o processo de normalização monetária Renda Variável. O Ibovespa encerrou janeiro com alta de 12,56%, seu melhor resultado para o mês desde 2006. O desempenho foi impulsionado pelo forte ingresso de capital estrangeiro, pela perspectiva de juros mais baixos e pela melhora no sentimento. Com o forte desempenho de janeiro e a perspectiva de queda mais consistente da Selic, o ambiente permanece construtivo para a renda variável. A combinação de valuations atrativos, fluxo estrangeiro positivo e fundamentos sólidos reforça a importância de alocação olhando o médio e longo prazo, mesmo diante da volatilidade esperada em ano eleitoral. Investimentos no Exterior. A melhora das condições financeiras globais e a maior previsibilidade da política monetária sustentam oportunidades equilibradas em renda fixa e variável nos mercados desenvolvidos. O S&P 500 fechou com alta de 1,37% no mês, refletindo expectativas de estabilidade da política monetária e otimismo com o setor de tecnologia, reforçando a relevância da diversificação internacional na estratégia das carteiras. Perspectivas futuras para 2026. Analistas continuam vendo um cenário macroeconômico mais benigno, com inflação global desacelerando, juros em processo de normalização e ambiente positivo para ativos de risco. Para os analistas, a disciplina na diversificação, gestão ativa e análise de fundamentos continuarão sendo essencial para captura das oportunidades. Carteira de Investimentos. A Carteira de Investimentos do IPMU obedece aos limites de aplicações estabelecidos na Política Anual de Investimentos, com composição diversificada. Os investimentos buscam o melhor equilíbrio entre o risco x retorno, diante das grandes variáveis que interferem no retorno dos investimentos, face às mudanças na economia nacional e internacional. Visão de curto, médio e longo prazo para garantir os rendimentos necessários frente aos benefícios concedidos e a conceder. A carteira no mês fechou em R$ 637.860.992,63, distribuída entre seis instituições: Caixa Econômica Federal (32,53% PL), Banco do Brasil (24,04% do PL), Banco Bradesco (18,89% do PL), Itaú Unibanco (13,15% do PL), Santander (9,53% do PL) e BTG Pactual (1,85% do PL). A concentração é maior na Detalhamento dos Fundos de Investimento (Ativos). No encerramento do período, aplicação em 11 fundos de investimentos. A maior parte dos recursos está concentrada em Renda Fixa, em conformidade com a Resolução 5.272/2025. A carteira não possui alocação em Fundos Estruturados, Fundos Imobiliários ou Empréstimos Consignados. A maior parte dos investimentos (93,22%), totalizando R$ 594.639.257,28, possui liquidez de 0 a 30 dias. A Carteira do IPMU encerrou o mês de forma resiliente, superando a meta atuarial. O IPMU mantém alocação compatível com o cenário econômico atual, priorizando ativos conservadores, de baixa volatilidade e com retornos aderentes à meta atuarial. Destaca-se a concentração em fundos DI (79,94%) e em fundos de vértice com prazos em 2026 e 2027 (17,04%). Nos demais segmentos, a exposição reduzida a investimentos no exterior (0,54%) e em renda variável (2,49%) evidencia a predominância de uma estrutura de portfólio defensiva, voltada para a preservação de capital e a mitigação de volatilidade. Essa estratégia tem se mostrado eficiente para sustentar resultados consistentes e alinhados à meta. Considerando o ambiente econômico mais volátil, entendimento do Comitê de Investimentos na manutenção da postura conservadora na alocação dos recursos, priorizando alternativas previsíveis e de menor risco, de modo a preservar a estabilidade da carteira frente às incertezas domésticas e globais. Meta Atuarial. No mês, a carteira do IPMU apresentou rentabilidade de 1,35%, superando a meta atuarial do mês de 0,80%. Esse resultado foi favorecido pela boa performance dos fundos de renda fixa mais conservadores, que se beneficiaram do patamar elevado da taxa Selic, refletindo uma gestão eficiente no curto prazo. O desempenho está em linha com os objetivos de solvência e equilíbrio atuarial. Enquadramento da Carteira. A carteira do IPMU encontra-se devidamente enquadrada tanto nos limites da Resolução CMN nº 5.272/2025 quanto nos parâmetros estabelecidos na Política de Investimentos. A carteira segue concentrada em ativos de Renda Fixa, alocação em Investimentos no Exterior e Renda Variável. Art. 18: Aplicações em cotas de um mesmo fundo não podem exceder 20% das aplicações do RPPS, exceto em fundos de títulos públicos. O fundo BB Renda Fixa Ref DI Títulos Públicos FIF – CNPJ 11.046.645/0001-81, representa 24,04% do saldo da carteira. Embora ligeiramente acima de 20%, sua conformidade está por ser “composto exclusivamente por títulos públicos”. Os demais fundos estão dentro dos limites. Art. 19: Total das aplicações dos RPPS em um mesmo fundo deve representar, no máximo, 15% do patrimônio líquido (PL) do fundo (5% para FIDCs, FI Renda Fixa “Crédito Privado” e FI “Debêntures”), exceto para fundos de títulos públicos. Todos os fundos listados na carteira estão dentro dos limites de percentual do patrimônio líquido do fundo. Art. 20: Total das aplicações dos recursos do RPPS em fundos e carteiras administradas não pode exceder 5% do volume total de recursos de terceiros gerido por um mesmo gestor ou grupo econômico. Os percentuais de participação dos gestores como CAIXA ASSET (0,01843%) ou BB ASSET (0,00674%) indicam que os fundos estão dentro dos limites estabelecidos. Art. 21: Condições cumulativas para aplicação em cotas de fundos de investimento, incluindo autorização do Banco Central, limite de 50% dos recursos de RPPS sob administração do fundo, e credenciamento prévio do gestor e administrador. Os relatórios demonstram que a conformidade está sendo acompanhada para cada fundo. Composição. A carteira de investimentos está segregada entre os segmentos de renda fixa (R$ 618.555.091,58 – 96,97% do PL), renda variável (R$ 15.891.044,92 – 2,49% do PL) e alocação no investimento no exterior (R$ 3.414.856,13 – 0,54% do PL). As proporções demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cenário econômico de volatilidade e as obrigações do IPMU. Aderência à Política de Investimentos. A carteira adere rigorosamente à política de alocação de investimentos, com todos os tipos de ativo alocados dentro dos limites inferior, alvo e superior estabelecidos. Renda Fixa: Fundos Referenciados a títulos TN (73,33%) e Renda Fixa (23,64%) estão dentro de seus limites alvo. Renda Variável: FI Ações (2,49%) está dentro do limite alvo. Exterior: FI Investimento no Exterior (0,54%) está dentro de seus limites alvo. Fundos Estruturados, Imobiliários, Empréstimos Consignados e Imóveis: Atualmente com 0,00% de alocação, em conformidade com os limites estabelecidos. Todas as alocações da carteira estão em conformidade com a política de investimentos. Resultado dos Investimentos. Durante o período em análise, o IPMU manteve sua carteira de investimentos dentro dos parâmetros de risco definidos na Política Anual de Investimentos, com monitoramento contínuo dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os riscos observados estiveram adequados às classes de ativos nas quais os fundos estavam alocados, respeitando os limites de crédito, liquidez, concentração e volatilidade. No mês, o retorno do patrimônio líquido do IPMU foi positivo em R$ 8.505.027,95. No acumulado do ano o retorno consolidado da carteira foi de R$ 8.505.027,95. Composição das Aplicações. A maior aplicação em fundo de investimentos do IPMU no mês está concentrada no fundo BB Títulos Públicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP (R$ 153.341.590,43 – 24,045% do PL do IPMU). Em contrapartida, a menor aplicação está alocada no fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos Referenciado Premium – Taxa de Administração (R$ 3.122.620,01 – 0,49% do PL do IPMU). Relatório de Risco. VaR (Value at Risk – 252 d.u.): o VaR da carteira no mês foi de 0,76% e nos 12 meses 2,65%. A volatilidade da carteira no mês foi de 0,14% e nos 12 meses de 1,11%. Treynor: no mês o indicador Treynor foi de 1,17 e nos 12 meses de -0,13. DrawDown: A Carteira teve um DrawDown de 0,00% no mês e 0,26% em 12 meses. Sharpe: no mês, o índice Sharpe da carteira foi de 5,05 e nos 12 meses, -0,48. Esses resultados reforçam a necessidade de monitoramento constante dos riscos de mercado em um cenário de volatilidade. Fundos com cota negativa no ano. O fundo de investimento Caixa Multigestor Global Equities Investimentos no Exterior FIC de Classe FIF – CNPJ 39.528.038/0001-77, permanece com cota negativa no ano de 2026, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático do fundo, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundos com cota negativa – acumulado. O fundo de investimento Caixa FI Ações Small Cap Ativos – CNPJ 15.154.220/0001-47, permanece com cota negativa, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desse fundo, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundo/Aplicações encerradas. Não ocorreram novas aplicações ou encerramento de fundos. Movimentações: os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês. Deliberações – Estratégia de Investimentos de Curto Prazo. A carteira de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU encerrou o período de forma resiliente, superando a meta atuarial. A atual alocação permanece compatível com o cenário econômico vigente, priorizando ativos conservadores, de baixa volatilidade e com retornos aderentes à meta atuarial. Destaca-se a concentração relevante em fundos referenciados ao CDI e em fundos de vértice com vencimentos em 2026 e 2027, cujas taxas contratadas encontram-se acima da meta atuarial do IPMU (INPC + 5,76% a.a.), contribuindo para a previsibilidade dos fluxos e a preservação do capital. A exposição reduzida à renda variável e aos investimentos no exterior reforça o caráter defensivo da carteira, orientado à mitigação de riscos e à estabilidade dos resultados. O Comitê registrou a manutenção da aderência integral à Política Anual de Investimentos e à Resolução CMN nº 5.272/2025, destacando-se o bom desempenho da renda fixa em relação ao CDI e o resultado positivo observado no período. A carteira do IPMU segue demonstrando robustez, com alta liquidez, controle rigoroso de risco e resultados consistentes frente à meta atuarial, mesmo em cenário de reprecificação da curva de juros e aumento da aversão ao risco. A manutenção do enquadramento regulatório, aliada ao foco em ativos de qualidade, reforça a resiliência da carteira. Considerando o ambiente econômico global e doméstico mais volátil, o Comitê recomenda a continuidade de uma postura conservadora, priorizando alternativas de menor risco e maior previsibilidade, de modo a preservar a estabilidade do patrimônio previdenciário diante das incertezas. Diante desse contexto e considerando a composição atual da carteira, o perfil atuarial do RPPS e o ambiente de juros ainda atrativo, o Comitê de Investimentos do IPMU, após análise técnica, deliberou, por unanimidade, pela adoção das seguintes medidas de curto prazo: 1-) Banco Santander. Deliberada a utilização dos recursos alocados no Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos para cobertura da folha de pagamento dos aposentados e pensionistas, assegurando liquidez, segurança e previsibilidade dos fluxos financeiros. 2-) Renda Variável e Investimentos no Exterior. Deliberada a manutenção do acompanhamento sistemático do comportamento dos mercados e da performance da carteira de investimentos, sem novas alocações no curto prazo, em razão do cenário de volatilidade e das incertezas externas. 3-) Aquisição de Títulos Públicos Federais. Deliberada a elaboração de Plano de Ação para aquisição de Títulos Públicos, conforme disposto no Processo IPMU/123/2025, observando-se critérios de prazo, taxa, marcação na curva e aderência à Política de Investimentos. 4-) Demais Aplicações Financeiras. Deliberada a manutenção das demais aplicações da carteira, sem alterações no curto prazo, até nova reavaliação na próxima reunião do Comitê de Investimentos, prevista para março de 2026.
Reunião Comitê de Investimentos: 23/02/2026
- Autor do post:Sirleide Silva
- Post publicado:24 de fevereiro de 2026
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