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Reunião Comitê de Investimentos: 19/05/2025

Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos dezenove dias do mês de maio de dois mil e vinte e cinco, às catorze horas e trinta minutos, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Participaram também Luiz Alexandre de Oliveira (Controlador Interno) e Wellington Diniz (Gestor de Investimentos). Dando início à reunião, foi apresentado e submetido à análise dos membros o Relatório de Due Diligence Institucional, referente ao processo IPMU/025/2025. O relatório tem como objetivo avaliar e monitorar as instituições financeiras gestoras e administradoras dos fundos que compõem a carteira de investimentos do IPMU, em conformidade com a Resolução CMN nº 4.963/2021, o Manual do Pró-Gestão RPPS e as boas práticas de governança e diligência exigidas dos Regimes Próprios de Previdência Social. Foi informado que o questionário de Due Diligence foi encaminhado a cinco instituições financeiras, sendo elas: BB Gestão de Recursos DTVM S.A. – CNPJ 30.822.936/0001-69, Banco Bradesco S.A. – CNPJ 60.746.948/0001-12, BTG Pactual Asset Management S.A. DTVM – CNPJ 29.650.082/0001-00, Caixa DTVM S.A. – CNPJ 42.040.639/0001-40 e Santander Brasil Gestão de Recursos Ltda. – CNPJ 10.231.177/0001-52. O questionário contemplou aspectos como estrutura de compliance, governança, controles internos, gestão de riscos, qualificação técnica da equipe, conflitos de interesse, precificação de ativos complexos, políticas institucionais e histórico de desempenho. Durante a apresentação, destacou-se que: a-) As instituições demonstraram, em sua maioria, aderência satisfatória às boas práticas exigidas, com ênfase na existência de estruturas formais de compliance e segregação de funções; b-) Foi constatada boa qualificação técnica das equipes responsáveis pelos fundos e manutenção de canais abertos de comunicação com os entes investidores; c-) Foram observados pontos de atenção quanto ao nível de detalhamento das respostas, os quais serão acompanhados com maior rigor em diligências futuras e d-) A manutenção da periodicidade anual do processo de Due Diligence foi ratificada, com a possibilidade de ampliação para visitas técnicas ou reuniões remotas complementares com os gestores. Em continuidade à pauta, foi registrado o relato da visita técnica e diligência presencial realizada à sede do BTG Pactual, em São Paulo, no dia 24 de fevereiro de 2025, como parte do Plano de Ação anual do IPMU. Os objetivos da visita foram: a-) Avaliação da performance dos fundos sob gestão do BTG que integram a carteira do Instituto; b-) Verificação in loco da estrutura organizacional, práticas de compliance, controles internos e governança; c-) Discussão de estratégias de alocação e perspectivas econômicas com os gestores e Reforço da política de transparência e alinhamento institucional. Foi reforçado que a realização de diligências presenciais está prevista no planejamento estratégico de investimentos do Instituto e constitui evidência concreta de cumprimento dos requisitos do eixo de investimentos do Pró-Gestão RPPS, contribuindo para a manutenção e evolução da certificação institucional. Ao final das deliberações, os membros do Comitê aprovaram por unanimidade o conteúdo do relatório e recomendaram a continuidade e o aprimoramento das práticas de diligência institucional, incluindo a elaboração de novo cronograma de visitas técnicas e rodadas de questionários para os demais gestores credenciados junto ao IPMU. Ato contínuo, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Financeiro – abri/2025, conforme documentos acostados nos processos IPMU/007/2025 (Balancetes das Receitas e Despesas_ 04), IPMU/015/2025 (DAIR Demonstrativo Financeiro_ 03), IPMU/019/2025 (Audesp Financeiro_ 03), IPMU/020/2025 (APR_ 04), IPMU/058/2025 (Fluxo de Caixa_ 03), IPMU/058/2025 (Relatório de Investimentos_ 03), IPMU/069/2025 (Relatório de Carteira de Investimentos_ 04), IPMU/069/2025 (Fluxo de Caixa_ 04)  e IPMU/069/2025 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_ 04). Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (mês e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento. Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses. Cenário Internacional. As tensões comerciais impulsionadas pelo governo dos Estados Unidos dominaram o cenário global ao longo de abril, gerando impactos significativos sobre os mercados financeiros e as expectativas econômicas. A nova rodada de tarifas implementadas pela administração Trump surpreendeu pela intensidade e abrangência, afetando praticamente todos os principais parceiros comerciais dos EUA. Destaque para as tarifas impostas à China, com alíquota total de 84% (soma das rodadas de fevereiro, março e abril), que foram seguidas por medidas retaliatórias de Pequim. O aumento da incerteza resultou em forte volatilidade nos mercados. As taxas dos Treasuries de 2 anos continuaram recuando, indicando que o mercado precifica maior probabilidade de estagnação econômica. A percepção de que o mundo passou por uma sobrealocação em ativos norte-americanos desde a pandemia reforça o movimento de diversificação de capitais para outros mercados, enquanto a permanência ou reversão desse fluxo dependerá da condução política nos EUA — em especial, da abordagem futura em relação à China. No dia 9 de abril, o governo americano adiou a implementação das tarifas para diversos países em 90 dias, com exceção da China, que sofreu novos aumentos após retaliar. Para analistas, tarifas em patamares entre 34% e 50% representam, na prática, o colapso do comércio bilateral e instauram um choque de oferta negativo com efeitos potencialmente recessivos. Estados Unidos. Os dados do 1º trimestre de 2025 indicaram resiliência parcial da economia norte-americana. O PIB contraiu 0,3%, reflexo de antecipações de importações em função da entrada em vigor das tarifas. Em contrapartida, o consumo cresceu 1,8%, e o mercado de trabalho permaneceu robusto, com a criação de 177 mil vagas em abril e pedidos de seguro-desemprego em níveis baixos. Entretanto, os impactos das tarifas tendem a se intensificar no segundo semestre. A expectativa é que a combinação de perda de poder de compra, aperto das condições financeiras e queda da confiança comprometam investimentos e consumo. Ainda que o cenário base não seja recessivo, analistas não descartam uma contração mais severa da atividade. O Federal Reserve, em sua última reunião, manteve a taxa básica entre 4,25% e 4,50%, adotando postura cautelosa diante da piora nas expectativas de inflação e da incerteza quanto à magnitude dos efeitos das tarifas. A autoridade monetária deve postergar novos cortes de juros até maior clareza sobre a trajetória da economia. China. A economia chinesa apresentou desempenho positivo no 1º trimestre, com crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado pela expansão das exportações, estímulos fiscais e avanço da produção industrial. Contudo, o setor imobiliário segue em retração, e os desdobramentos da guerra comercial com os EUA devem impactar o desempenho ao longo do ano. Em resposta ao agravamento das tensões, o governo chinês vem implementando políticas de estímulo para mitigar os efeitos adversos, mas os desafios são crescentes. Com isso, projeta-se um crescimento do PIB de 4,2% para 2025, refletindo os riscos associados ao prolongamento do conflito tarifário. Zona do Euro. O Banco Central Europeu (BCE) iniciou o ciclo de flexibilização monetária, com corte de 25 pontos-base na taxa de depósito, agora em 2,25%. A decisão reflete a percepção de desaceleração da atividade econômica e recuo da inflação, especialmente no setor de serviços. A presidente Christine Lagarde indicou que os próximos passos serão guiados pela evolução dos dados e pela avaliação dos impactos das tensões comerciais globais. Em um cenário de incerteza elevada, novos cortes de juros poderão ocorrer, podendo levar a taxa para níveis abaixo de 2%. Cenário Doméstico (Brasil). No cenário local, os ativos domésticos tiveram desempenho relativamente positivo em abril, impulsionados por uma percepção de moderação na condução da política monetária. As sinalizações do Banco Central durante as reuniões do FMI reforçaram a expectativa de maior flexibilidade, em um contexto de elevação do risco global. O ciclo de cortes da taxa Selic aproxima-se do fim, com o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizando cautela adicional diante da volatilidade externa. A valorização da bolsa brasileira, a redução das taxas futuras de juros e a estabilidade do câmbio (com dólar em torno de R$ 5,70) refletem a atratividade relativa dos ativos domésticos em meio ao processo de realocação internacional. Entretanto, os desdobramentos da guerra comercial, o comportamento da inflação e o cenário fiscal seguirão determinando o espaço para estímulos adicionais e a sustentabilidade do ciclo benigno dos mercados locais. Boletim Focus: Data de referência: 25/04/2025 e divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (28/04/2025). Projeções de inflação continuam a ceder. Trata-se do segundo recuo consecutivo da mediana das projeções de inflação deste ano, após três semanas de estabilidade, cedendo de 5,57% para 5,55%. A queda para este ano provavelmente reflete o cenário de commodities e dólar americano mais fracos na esteira das novas tarifas do governo de Donald Trump. Para 2026, a inflação avançou levemente de 4,50% para 4,51%, enquanto se manteve estável em 4,00% para 2027. Apesar do alívio no curto prazo, a inflação projetada segue consideravelmente acima da meta de 3,00% para todos os horizontes. Sem alterações nas projeções de PIB. A mediana das projeções para o crescimento do PIB não apresentou alterações nessa leitura, permanecendo em 2,00% para 2025, em 1,70% para 2026 e em 2,00% para 2027. No entanto, os analistas acreditam que as projeções para este ano deverão subir nas próximas semanas, na esteira das medidas de estímulo anunciadas pelo governo recentemente. Dentre elas, destacamos: (i) a liberação de saldos do FGTS para trabalhadores demitidos entre jan/2020 e fev/2025 que haviam optado pelo “saque-aniversário”; (ii) a injeção adicional de recursos ao programa “Minha Casa Minha Vida”; e (iii) a criação do “Crédito do Trabalhador”, o novo modelo de empréstimo consignado para trabalhadores do setor privado, inclusive rurais e domésticos. Taxa Selic também sem mudanças. O consenso de mercado para a taxa Selic permanece em 15,00% para o final deste ano, 12,50% para o final de 2026 e 10,50% para o final de 2027. A taxa Selic terminal (juro esperado para o final do atual ciclo de alta) também segue em 15,00% – nível que deverá ser atingido na 4ª reunião do Copom, em junho. Taxa de câmbio mais apreciada nos próximos anos. A expectativa para a taxa de câmbio ao final de 2025 permaneceu em R$/US$ 5,90. Para 2026 e 2027, a taxa de câmbio cedeu ligeiramente de R$/US$ 5,96 para R$/US$ 5,95 e de R$/US$ 5,89 para R$/US$ 5,86, respectivamente. Inflação. Apesar da desaceleração nos dois últimos meses, o índice segue elevado, com cinco meses consecutivos acima do teto da meta, o que aciona a regra de descumprimento da política de metas do Banco Central, estabelecida para 2025. Esse cenário pressiona o Comitê de Política Monetária (Copom) a reavaliar o ritmo de cortes na taxa Selic, atualmente em trajetória descendente. Caso a inflação siga persistentemente acima da meta, o espaço para flexibilização monetária se reduz. O IPCA de abril subiu 0,43% em relação ao mês anterior, em linha com as expectativas. A inflação anual avançou de 5,48% em março para 5,53% em abril, o maior patamar desde meados de 2023. Os preços dos bens industrializados aumentaram significativamente, explicados por reajuste nos preços de vestuário e itens de higiene pessoal, além da reversão dos descontos da semana do consumidor. A inflação de serviços mais sensíveis ao ciclo econômico continua a em patamar desafiador, atingindo 6,73% em 12 meses. Em geral, o cenário de curto prazo mostra uma inflação persistente, sem sinais de moderação nos componentes cíclicos (serviços, por exemplo), o que deve impor pressão sobre as próximas reuniões do Copom. Mercado Financeiro. O mês de abril manteve um ambiente volátil, marcado pelos desdobramentos do chamado “tarifaço do Trump”. Apesar de um início desafiador, o mês terminou de forma mais amena, com ajustes nas expectativas econômicas tanto no Brasil quanto no exterior. No cenário doméstico, houve alívio nos mercados em função da melhora do câmbio e de indicadores de inflação, mesmo com a projeção da inflação acima do teto da meta. A expectativa de manutenção da Selic em patamar elevado persiste, mas a pressão é menor diante da combinação de expectativas inflacionárias mais benignas e ritmo mais fraco da atividade econômica. No ambiente internacional, as tarifas impostas pelos EUA geraram forte volatilidade nos mercados globais. No entanto, o início de negociações entre os EUA e diversos países contribuiu para a recuperação parcial dos ativos no final do mês. Juros e Inflação. O cenário externo impactou diretamente a curva de juros local, que passou a precificar uma taxa Selic terminal de 14,75%, contra 15,50% no fechamento de março — uma redução de 75 pontos-base, indicando apenas mais 50 pontos-base de alta até o fim do ciclo. Além disso, o mercado já começa a precificar cortes na Selic na última reunião do ano. A curva de juros reais também recuou, ainda que de forma mais modesta. Esse movimento reflete a contínua queda da inflação implícita desde o início do ano. A reprecificação da curva de juros decorre da perspectiva de desaceleração global frente à política tarifária dos EUA, com potencial impacto sobre a economia brasileira. Ainda assim, as expectativas de inflação seguem desancoradas, ainda que estáveis nas últimas semanas. No cenário fiscal, há especulações sobre possíveis estímulos por parte do governo federal — ainda que com espaço fiscal reduzido — o que pode elevar o risco-país e afetar a percepção de sustentabilidade das contas públicas. Foi um mês muito positivo para as curvas de juros, com forte fechamento, especialmente na parte prefixada. Isso abriu espaço para que o Banco Central possa conduzir uma política monetária menos restritiva, diante da desaceleração provocada pela guerra tarifária global. Renda Fixa. No mercado de renda fixa, o alívio no câmbio e nas expectativas inflacionárias favoreceu o fechamento das curvas, beneficiando estratégias atreladas ao pré-fixado e ao IMA-B, ambos com performance superior ao CDI. Apesar disso, o cenário fiscal doméstico continua frágil, mantendo os juros em patamares elevados, ainda que com sinalizações de que o ciclo de alta da Selic esteja se encerrando. Espera-se uma acomodação da atividade econômica, mesmo diante de eventuais medidas de estímulo. O contexto internacional adverso deve gerar perda de dinamismo global, conforme refletido na queda dos preços do petróleo. Renda Variável – Brasil. A valorização da bolsa brasileira foi impulsionada pelo fechamento da curva de juros e pelo fluxo externo positivo. A perspectiva de médio e longo prazo continua positiva, sustentada por valuations atrativos, bons resultados corporativos e potencial migração de capital estrangeiro. Para os analistas, a persistência de juros reais elevados limita a recuperação mais robusta e aumenta a volatilidade. A valorização foi especialmente concentrada em ativos alavancados e de longa duração, devido à queda nos juros. Por outro lado, empresas exportadoras e ligadas às commodities sofreram com a apreciação do real e a queda nos preços globais. O índice Small Caps teve desempenho destacado, com alta de 8,47%, favorecido pelo fechamento expressivo da curva longa de juros. Conclusão. Abril foi um mês de transição e reprecificação de expectativas. Apesar da escalada da guerra comercial, os mercados passaram a incorporar maior probabilidade de desaceleração global e de políticas monetárias menos restritivas. O fechamento das curvas de juros favoreceu os ativos de renda fixa prefixados e IPCA+, e impulsionou a bolsa brasileira, especialmente ativos sensíveis à Selic. O cenário externo segue incerto, e o risco de reviravoltas nas políticas comerciais dos EUA permanece elevado. A recomendação dos analistas continua sendo de alocação gradual, com foco no médio/longo prazo e atenção aos riscos fiscais domésticos e ao comportamento da inflação implícita na curva de juros. Carteira de Investimentos. A Carteira de Investimentos do IPMU obedece aos limites de aplicações estabelecidos na Política de Investimentos, com composição diversificada. Os investimentos estão diversificados buscando o melhor equilíbrio entre o risco x retorno, diante das grandes variáveis que interferem no retorno dos investimentos, face às mudanças na economia nacional e internacional. Visão de curto, médio e longo prazo para garantir os rendimentos necessários frente aos benefícios concedidos e a conceder. A composição da carteira de investimentos atende aos requisitos previstos em Lei e cumpre a Política Anual de Investimentos – PAI 2025. A carteira de investimentos está segregada entre os segmentos de renda fixa (R$ 520.983.863,49 – 91,10% do PL), renda variável (R$ 20.808.943,14 – 3,64% do PL) e alocação no investimento no exterior (R$ 30.081.687,05 – 5,26% do PL). As proporções demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cenário econômico de volatilidade e as obrigações do Instituto. Carteira Consolidada: O mês foi positivo para a carteira do IPMU. Os ativos de renda fixa presentes na carteira fecharam em alta, especialmente devido à relevante posição em títulos públicos, beneficiados pela inflação elevada em fevereiro. Os ativos ligados à renda variável apresentaram uma alta expressiva no mês. A exceção ficou por conta do fundo no exterior, que sofreu com a valorização do real frente ao dólar e com o desempenho fraco dos ativos relacionados a investimentos internacionais, refletindo a guerra comercial global. Diante disso, a carteira de investimentos fechou o mês com um resultado positivo com a evolução do patrimônio de forma linear: R$ 571.874.493,68. Resultado dos Investimentos. Durante o período de janeiro a abril de 2025, o Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba (IPMU) manteve sua carteira de investimentos dentro dos parâmetros de risco definidos na Política de Investimentos (PAI 2025), com monitoramento contínuo dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os riscos observados estiveram adequados às classes de ativos nas quais os fundos estavam alocados, respeitando os limites de crédito, liquidez, concentração e volatilidade. No mês de abril de 2025, o retorno do patrimônio líquido do IPMU foi positivo em R$ 6.890.922,00, resultado da boa performance de parte dos fundos de ações e da estabilidade dos investimentos em renda fixa atrelados ao CDI. Este desempenho mensal reflete o acerto na estratégia de alocação diante de um cenário de volatilidade moderada nos mercados. No acumulado do ano, considerando o período de janeiro a abril de 2025, o retorno consolidado da carteira foi de R$ 17.232.938,69, evidenciando a eficiência da diversificação da carteira e a busca constante pelo equilíbrio entre rentabilidade, segurança e liquidez, em consonância com os objetivos atuariais do Instituto. Composição das Aplicações em Fundos de Investimento. A maior aplicação em fundo de investimentos do IPMU até o encerramento de abril de 2025 está concentrada no BB Títulos Públicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP, totalizando R$ 119.026.257,99, o que corresponde a 20,81% do patrimônio total do Instituto. Este fundo apresenta perfil conservador e está atrelado a títulos públicos federais, sendo uma alternativa eficiente para liquidez e preservação de capital, com rentabilidade próxima ao CDI. Em contrapartida, a menor aplicação está alocada no fundo Caixa Multigestor Global Equities Investimento no Exterior RL Multimercado, com valor de R$ 3.213.002,93, representando 0,56% do patrimônio do IPMU. Trata-se de um fundo com exposição a ativos internacionais de renda variável, cuja alocação visa diversificação e acesso a oportunidades no mercado global, ainda que com maior volatilidade e risco cambial. Destaques de Rentabilidade. No mês de abril de 2025, o fundo de investimentos com maior rentabilidade na carteira do IPMU foi o Caixa Small Caps Ativo Responsabilidade Limitada FIF Ações, que apresentou retorno de 7,56% no período. O IPMU possui R$ 13.025.573,63 alocados neste fundo, o que representa 2,28% do patrimônio total do Instituto. Por outro lado, o menor retorno mensal foi BB Ações Globais FIC Ações BDR Nível I, com rentabilidade negativa de -0,433% no mês. O IPMU detém R$ 9.622.550,68 aplicados nesse fundo, equivalente a 1,68% do patrimônio total. No ano de 2025, o fundo de investimentos com maior rentabilidade na carteira do IPMU foi o Caixa Small Caps Ativo RL FIF Ações, que apresentou retorno de 16,303% no período. Por outro lado, o menor retorno mensal foi BB Ações Globais FIC Ações BDR Nível I, com rentabilidade negativa de -16,433% no mês. Relatório de Risco. Os relatórios apresentados de riscos e correlações dos investimentos, apontam no mês: risco em renda fixa 0,120%; risco na renda variável 9,97% e risco na estratégia investimentos no exterior ficou em 15,61%. Totalizamos a carteira com risco total dos investimentos em 1,160%, permanecendo dentro dos limites impostos pela nossa Política de Investimentos em vigor no ano de 2025. Fundos com cota negativa. Os fundos de investimento BB Retorno Total FIC Ações e Caixa FI Ações Small Cap Ativos permanecem com cota negativa, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desses fundos, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundo/Aplicações encerradas. No mês não ocorreu encerramento de fundos de investimentos ou aplicação em novo fundo de investimentos. Dando sequencia a pauta, os membros do Comitê de Investimentos analisaram o relatório do fundo de Caixa Brasil 2025 X Títulos Públicos Responsabilidade Limitada FIF Renda Fixa – CNPJ CNPJ: 54.518.271/0001-62. Ato contínuo, os membros do Comitê de Investimentos foram informados sobre o resultado do Pregão Eletrônico nº 001/2025, referente ao Processo IPMU/039/2025, cujo objeto é a contratação de empresa especializada para disponibilização de licença de uso de software para análise, comparação e acompanhamento de ativos financeiros de fundos de investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba (IPMU), conforme especificações técnicas estabelecidas no respectivo Termo de Referência. O certame foi declarado fracassado, tendo em vista que nenhuma das propostas apresentou valor compatível com o sistema ou atendeu integralmente aos requisitos do edital, resultando na não contratação. Dando andamento a pauta, os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês e passam para as Deliberações de Investimentos no curto prazo. Com percentuais significativos em ativos alocados em renda fixa, os RPPSs continuam a acompanhar outros mercados mais de perto (crédito privado, fundos de investimento imobiliário, ações, investimentos no exterior). Acompanham os diversos tipos de ativos, para ouvir o mercado e fazer um melhor balanceamento da carteira com outras classes, mesmo com movimento contido em 2025. O momento ainda é de cautela com juros ainda atrativos. Com base nos dados técnicos, análises financeiras, dados atualizados dos fluxos de caixas e dos investimentos com visão de curto, médio e longo prazo, foram aprovadas por unanimidade as estratégias de investimentos na busca de reduzir a volatilidade da Carteira de Investimento. Considerando o Relatório Mensal de Investimentos, acompanhamento das rentabilidades e dos riscos das diversas modalidades de operações realizadas, aderência das alocações dos recursos e processos decisórios de investimentos à Política de Investimentos, o Comitê de Investimentos do IPMU opina favoravelmente aos ajustes pontuais para diversificação dos investimentos e a manutenção da estratégia de investimentos, em alocação em fundos de baixa volatilidade, tendo em vista a adequabilidade das rentabilidades e dos riscos à Política de Investimentos. 1-) Banco Santander 150-8: Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos, utilizar para cobertura da folha de pagamento dos aposentados e pensionistas. 2-) Renda variável: acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos. 3-) Renda Variável Exterior: análise das aplicações no segmento considerando os fatos relevantes relativos aos últimos desdobramentos do mercado global com possíveis resgates o quanto possível. 4-) Fundos de Vértices: análise de alocação. 5-) Manutenção das demais aplicações. Para finalizar a reunião os membros do Comitê de Investimentos analisam e deliberam sobre o processo IPMU/078/2025 referente a consultoria financeira.