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Reunião Comitê de Investimentos: 17/11/2025

Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos dezessete dias do mês de novembro de dois mil e vinte e cinco, às catorze horas e trinta minutos, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: de forma virtual por meio da plataforma Microsoft Teams, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Registrou-se também a presença do Gestor de Recursos Wellington Diniz. A reunião contou ainda com a participação virtual do Sr. Felipe Mafuz, representante da LEMA Consultoria, que acompanhou a apresentação técnica e as discussões sobre o cenário de investimentos e a Política de Investimentos. Dando início à reunião, os membros do Comitê de Investimentos e a Consultoria Financeira passaram à análise da minuta da Política de Investimentos para o exercício de 2026, conforme documentos acostados no processo IPMU/132/2025. A Política de Investimentos 2026 do IPMU é o documento que estabelece as diretrizes para a gestão dos recursos previdenciários do Regime Próprio de Previdência Social dos servidores de Ubatuba, São Paulo. O IPMU, atuando como o órgão responsável por gerir o RPPS, elaborou esta Política Anual de Investimentos para 2026. A Política de Investimentos é o instrumento que estabelece as diretrizes e norteia o processo de tomada de decisão, observando os princípios de segurança, rentabilidade, solvência, liquidez, motivação, adequação e transparência. Ela busca o equilíbrio financeiro e atuarial do RPPS. O principal objetivo é a maximização da rentabilidade, compatível com a meta atuarial, considerando os princípios de segurança, solvência e liquidez. O RPPS possui uma condição saudável de solvência, permitindo adotar uma estratégia de longo prazo, embora deva atender a meta atuarial do exercício (curto prazo), que é cobrada pelos órgãos de Controle Externo. A política obedece à legislação vigente, em especial a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.963/2021 e a Portaria do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) nº 1.467/2022. A vigência compreende o ano de 2026. Correções e alterações podem ser feitas no curso da execução, mediante aprovação e ratificação dos Colegiados. O IPMU possui certificação no Nível III do Pró-Gestão RPPS, o que garante a implementação de processos formais de governança e permite o acesso a limites de aplicação ampliados para investidor qualificado. O Instituto utiliza o método de Gestão de Ativos e Passivos (Asset and Liability Management – ALM) para alinhar os investimentos com as futuras obrigações do regime, avaliando conjuntamente fatores macroeconômicos, atuariais e de mercado. O IPMU adota o modelo de gestão própria. A Diretoria Executiva, o Comitê de Investimentos e o Conselho tomam as decisões sem interferências externas. Governança: Comitê de Investimentos: Responsável pela execução da Política de Investimentos e detentor do mandato para movimentações (aplicações e resgates). Conselho Deliberativo: Órgão máximo que deve aprovar a Política. Conselho Fiscal: Principal órgão de controle interno, atua no acompanhamento e fiscalização, e deve ratificar a Política de Investimentos. O IPMU conta com a consultoria de investimentos da empresa Matias e Leitão Consultores Associados LTDA (LEMA Economia & Finanças) para análise, avaliação e assessoramento dos investimentos. Política de Alçadas: Define a responsabilidade de cada agente. O Gestor de Recursos/Diretoria Financeira supervisiona a carteira e elabora relatórios. As decisões são deliberadas no Comitê e submetidas ao Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal para aprovação e parecer, antes da publicação. A estratégia busca o equilíbrio econômico-financeiro entre ativos e passivos, considerando o cenário econômico, o perfil atual da carteira, e os prazos das obrigações atuariais. A estratégia de alocação busca um retorno compatível com a meta de rentabilidade. A certificação Pró-Gestão Nível III permite que o limite de Renda Variável seja ampliado para 40%. A Estratégia Alvo dos investimentos para 2026 será de aplicação no segmento de Renda Fixa (82,00%), Renda Variável (8,00%), Investimentos no Exterior (9,00%), Investimentos Estruturados (1,00%). A meta de rentabilidade atuarial é definida com base na taxa de juros parâmetro da Estrutura a Termo de Taxa de Juros Média mais próxima à duração do passivo do RPPS. Considerando a duração do passivo de 14,73 anos, a meta atuarial real para 2026 é de 5,76% a.a.. Com a projeção de inflação para 2026 de 4,28%, a meta atuarial nominal projetada é de 10,29%. O IPMU monitora e avalia riscos, e os órgãos de controle devem receber relatórios periódicos sobre as conclusões dos exames e recomendações. Risco de Mercado: Oscilação no valor dos ativos. Indicadores utilizados incluem VaR – Value-at-Risk, Volatilidade, Treynor, Sharpe e Drawdown. Risco de Crédito: Perdas por não cumprimento de obrigações do emissor. Exige que os ativos de fundos sejam classificados como de baixo risco de crédito por agência registrada na CVM. Risco de Liquidez: Dificuldade em liquidar ativos em tempo razoável sem perda de valor. As aplicações devem ser compatíveis com as necessidades de liquidez do plano de benefícios. Aplicações com prazos de desinvestimento (carência, vencimento) devem ser precedidas de atestado de compatibilidade. É vedado ao IPMU: Aplicar em criptoativos ou ativos não regulados pelo Banco Central ou CVM. Realizar operações de empréstimo ou concessão de garantias a segurados, patrocinadores ou terceiros. Utilizar derivativos para fins especulativos (permitido apenas para hedge). Manter concentração de recursos acima dos limites regulamentares. Aplicar em ativos em inadimplência, default, ou com rating inferior ao mínimo exigido. Em caso de descumprimento dos limites da Resolução ou da Política, ou em caso de excessiva exposição a riscos, o Comitê de Investimentos deve ser imediatamente informado e convocar uma reunião extraordinária para correção. Se o resgate imediato for inviável (por carência, por exemplo), o Comitê deve elaborar um relatório trimestral detalhando a situação e as medidas tomadas, a ser apresentado aos órgãos de controle interno e externo. A Provisão para Perdas em investimentos deve ser adotada para estimar e registrar as perdas esperadas. O Value at Risk (VaR) será adotado como índice para a provisão de perdas, estimando a perda máxima potencial da carteira em um ano. Decisões de resgate de cotas com prejuízo devem ser fundamentadas em estudos técnicos robustos que avaliem a viabilidade de manter os recursos aplicados. Os estudos devem considerar a estratégia de alocação de ativos, o horizonte temporal do investimento, a perspectiva de recuperação do mercado e os objetivos de curto e longo prazo do RPPS. A decisão deve ser documentada e aprovada pelo Comitê de Investimentos. Revisões extraordinárias da Política de Investimentos podem ocorrer para ajustes devido ao comportamento do mercado ou alteração da legislação, devendo ser justificadas, aprovadas pelos Conselhos e publicadas. O IPMU deve disponibilizar aos segurados e beneficiários, em seu site eletrônico, no prazo de até 30 dias após a aprovação, a política de investimentos, suas revisões, as informações dos Formulários APR, a composição da carteira, os procedimentos de credenciamento e as atas das reuniões dos colegiados, conforme determina a Portaria 1.467/2022. A Política de Investimentos deverá nortear as aplicações do Instituto ao longo do exercício de 2026, considerando um horizonte de projeção de 12 meses. Para assegurar a adequada diversificação da carteira, estabelece-se que o número de gestores será de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 12 (doze), enquanto os Fundos de Investimento selecionados deverão totalizar, no mínimo, 5 (cinco) e, no máximo, 20 (vinte). Os gestores e administradores dos fundos elegíveis deverão, preferencialmente, constar entre os 10 (dez) primeiros colocados no Ranking ANBIMA, garantindo maior qualidade técnica, solidez e aderência às melhores práticas do mercado. Deliberações. Após a exposição técnica, apresentação de observações e análise dos principais pontos de atenção, os membros do Comitê de Investimentos deliberaram e aprovaram por unanimidade a Política de Investimentos para o exercício de 2026. Ficou definido que o documento será encaminhado, na forma regimental, aos membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, para apreciação, aprovação e posterior ratificação, durante a reunião ordinária agendada para o dia 19 de novembro de 2025. A tramitação atende integralmente às disposições legais, normativas e regimentais aplicáveis ao Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU. Alocação Percentual (Estratégia Alvo) para 2026. Percentuais da Estratégia Alvo (%) para a aplicação de ativos. I. Renda Fixa. A alocação estratégica para Renda Fixa totaliza 82,00%. Os percentuais alvo por tipo de ativo são:

Tipo de Ativo Estratégia Alvo (%)
Títulos Tesouro Nacional – SELIC – Art. 7º, I, “a” 10,00%
FI Renda Fixa Referenciado 100% títulos TN – Art. 7º, I, “b” 40,00%
FI Renda Fixa – Art. 7º, III, “a” 30,00%
FI Renda Fixa “Crédito Privado”- Art. 7º, V, “b” 2,00%
FI em Índices de Renda Fixa 100% títulos TN – Art. 7º, I, “c” 0,00%
Operações Compromissadas – Art. 7º, II 0,00%
FI de Índices Renda Fixa – Art. 7º, III, “b” 0,00%
Ativos Bancários – Art. 7º, IV 0,00%
FI Direitos Creditórios (FIDC) – sênior – Art. 7º, V, “a” 0,00%
FI “Debentures”- Art. 7º, V, “c” 0,00%
Subtotal Renda Fixa 82,00%
  1. Renda Variável. A alocação estratégica para Renda Variável é de 8,00%, concentrada em:
Tipo de Ativo Estratégia Alvo (%)
FI Ações – Art. 8º, I 8,00%
FI de Índices Ações – Art. 8º, II 0,00%
Subtotal Renda Variável 8,00%
  • Investimentos no Exterior. A alocação estratégica para Investimentos no Exterior totaliza 9,00%.
Tipo de Ativo Estratégia Alvo (%)
FI Ações – BDR Nível I – Art. 9º, III 6,00%
FI Investimento no Exterior – Art. 9º, II 3,00%
FI Renda Fixa – Dívida Externa – Art. 9º, I 0,00%
Subtotal Investimentos no Exterior 9,00%
  1. Investimentos Estruturados. A alocação estratégica para Investimentos Estruturados é de 1,00%:
Tipo de Ativo Estratégia Alvo (%)
FI Multimercado – aberto – Art. 10, I 1,00%
FI em Participações – Art. 10, II 0,00%
FI “Ações – Mercado de Acesso”- Art. 10, III 0,00%
Subtotal Investimentos Estruturados 1,00%
  1. Outras Categorias (0,00%). As seguintes categorias de ativos têm uma Estratégia Alvo de 0,00%:
Segmento/Tipo de Ativo Estratégia Alvo (%)
Fundos Imobiliários (FI Imobiliário – Art. 11) 0,00%
Empréstimos Consignados (Art. 12) 0,00%
Total Geral 100,00%

Ato contínuo, os membros do Comitê de Investimentos deram início à análise dos Relatórios Técnicos de Fundos de Investimento, constantes no processo IPMU/059/2025. Tais relatórios têm por finalidade consolidar a avaliação dos fundos atualmente em estudo pelo IPMU, abrangendo diferentes classes de ativos, incluindo fundos de Private Equity, fundos de ações e fundos de renda fixa simples. A análise foi conduzida com base nos critérios de enquadramento da Resolução CMN nº 4.963/2021, considerando o atual cenário de taxas de juros elevadas, com a Taxa SELIC permanecendo em patamares de dois dígitos, bem como a necessidade de avaliar possíveis realocações estratégicas da carteira, especialmente no que se refere ao equilíbrio entre Renda Variável e Renda Fixa, de forma a preservar segurança, liquidez e aderência à meta atuarial. Fundos de Private Equity e Estruturados.  Spectra VII Institucional Fundo de Investimento em Cotas De Fundos de Investimento Em Participações (CNPJ: 62.393.338/0001-08). Tipo/Categoria: Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIC FIP). Administrador: Banco Daycoval S.A. (CNPJ: 62.232.889/0001-90). Data de Constituição: 25/08/2025. Situação cadastral: ATIVA. O fundo encontra-se na fase pré-operacional. Trata-se de veículo com perfil de longo prazo, alinhado à classe de ativos de Private Equity. XP SELECTION FEEDER INSTITUCIONAL (CNPJ: 61.811.959/0001-00). Tipo/Categoria: Fundo de Investimento em Participações (FIP) Multiestratégia. Condomínio Fechado. Enquadramento Res. CMN nº 4.963/2021: Artigo 10, Inciso II. Administrador: XP Investimentos CCTVM S.A. Taxa de Administração (Subclasse A): 0,09% a.a. Gestor: XP Vista Asset Management Ltda. Custodiante: Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Características Gerais: Tipo de condomínio: Fechado/ Prazo: 6 anos, prorrogável por até 2 períodos de 1 ano cada/ Volume da Oferta: R$ 400 milhões/ Público-alvo: Investidores institucionais / Estágio: Pré-operacional. Fundo em estágio pré-operacional. Retorno esperado pela Gestora: IPCA + 20% a.a. Observações: O objetivo do fundo é valorizar as cotas no médio e longo prazo, por meio de investimentos secundários (compra secundária de posições em outros fundos/ativos), com foco em Private Equity (PE), Venture Capital (VC) e co-investimentos, atuando como veículo feeder para o XP Selection Alternativo (XPSA). O foco em secundários busca mitigar a “curva J” e adquirir portfólios maduros com desconto. Trata-se de fundo de alto risco e baixa liquidez, com horizonte de investimento de longo prazo, típico de FIPs em condomínio fechado. Fundos de Renda Variável – Ações. CAIXA EXPERT VINCI VALOR DIVIDENDOS RPPS (CNPJ: 15.154.441/0001-15). Tipo/Categoria: Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Financeiro em Ações (FIC FIF em Ações). Condomínio Aberto. Enquadramento Res. CMN nº 4.963/21: Art. 8º, inciso I. Administrador: Caixa Econômica Federal (CNPJ: 00.360.305/0001-04). Taxa de Administração máxima: 0,96% a.a. Gestor: CAIXA Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (CNPJ: 42.040.639/0001-40). CAIXA Asset na 4ª posição do ranking ANBIMA de gestores (Set/2025), com R$ 565,7 bilhões sob gestão. Custodiante: Caixa Econômica Federal. Taxa de Custódia e Liquidação: 0,005% a.a. Características Gerais (31/10/2025): Patrimônio Líquido: R$ 1.197.235.439,65/ Número de cotistas: 128/ Investimento: 99,31% do PL alocado no fundo master CAIXA VINCI VALOR DIVIDENDOS F.I.F. em Ações / Carteira master: 76,27% em ações. Rentabilidade (até 31/10/2025): ITD desde 23/08/2012: 308,2%/ vs. Ibovespa: 155,6%/ vs. IDIV: 225,4%/ 12 meses: 16,61%/ IDIV 14,91% e > Ibovespa 14,58%/ 36 meses: 39,49%/ < IDIV 47,16% e < CDI 42,95%/ 60 meses: 82,31%/ < IDIV 93,64% e > CDI 64,83%. Política de Desempenho: Benchmark: IDIV/ Taxa de performance: Não há/ Objetivo: valorização por meio de ações, bônus de subscrição e debêntures de companhias abertas com elevado potencial de distribuição de dividendos. Observações: Fundo de Renda Variável (ações), com volatilidade alta e liquidez de D+32 dias úteis para pagamento de resgate (conversão em D+30). O Índice de Sharpe em 12 meses foi de 0,43 (melhor Sharpe no curto prazo), porém em 60 meses foi de 0,26, abaixo do IDIV (0,33), indicando menor relação risco/retorno no horizonte mais longo. CAIXA EXPERT VINCI VALOR RPPS FIC DE CLASSE DE FIF EM AÇÕES (CNPJ: 14.507.699/0001-95). Tipo/Categoria: FIC FIF em Ações. Condomínio Aberto. Enquadramento Res. CMN nº 4.963/21: Art. 8º, inciso I. Administrador: Caixa Econômica Federal. Taxa de Administração máxima: 1,72% a.a. Gestor: CAIXA DTVM S.A. Custodiante: Caixa Econômica Federal. Taxa de Custódia e Liquidação: 0,005% a.a. Características Gerais (31/10/2025): Patrimônio Líquido: R$ 1.704.386.322,52/ Número de cotistas: 97. Investimento: 99,30% do PL no fundo master CAIXA VINCI VALOR F.I. em Ações/ Carteira master: 68,82% em ações e 20,85% em ações/TVM cedidos em empréstimo. Rentabilidade (até 31/10/2025): ITD desde 12/12/2011: 326,5% (vs. Ibovespa 160,8%)/ 12 meses: 15,84% (levemente acima de Ibovespa 15,29% e IDIV 15,63%)/ 36 meses: 21,72% (abaixo de Ibovespa 28,87%, CDI 43,10% e IDIV 48,99%)/ 60 meses: 47,68% (abaixo de Ibovespa 55,80%, CDI 64,83% e IDIV 93,64%). Política de Desempenho: Benchmark: Ibovespa/ Taxa de performance: Não há/ Objetivo: valorização de cotas por administração concentrada em ações, buscando maximização de ganhos de capital. Observações: Fundo de Renda Variável com elevada volatilidade. Liquidez de condomínio aberto com resgate em 23 dias úteis (conversão em D+21). O Índice de Sharpe (Sharpe x CDI) em 60 meses foi negativo (-0,07), indicando que, no longo prazo, o fundo não compensou o risco assumido em relação ao CDI. No médio e longo prazo, a performance tem ficado consideravelmente abaixo do benchmark (Ibovespa). Fundo de Renda Fixa Simples. 4.1. TREND PÓS-FIXADO FIC RENDA FIXA SIMPLES (CNPJ: 26.559.284/0001-44. Tipo/Categoria: Fundo de Investimento em Cotas de Renda Fixa Simples (FIC RF Simples). Categoria de Risco: 1 (menor risco). Condomínio Aberto. Enquadramento Res. CMN nº 4.963/21: Art. 7º, inciso I, alínea “B”. Administrador: XP Serviços Financeiros DTVM Ltda. Nota: administrador alterado para MODAL DTVM LTDA em 11/03/2025. Taxa de Administração máxima (Taxa Global): 0,20% a.a. Gestor: XP Allocation Asset Management Ltda. Ocupa a 9ª posição no ranking de maiores gestores da ANBIMA. Custodiante: BNY Mellon Banco S.A. (documento de out/2025). Regulamento de 11/03/2025 indica, Modal DTVM, como novo custodiante. Taxa de Custódia e Liquidação: 0,005% a.a. Características Gerais (30/09/2025): Patrimônio Líquido: R$ 12.187.415.552,17/ Número de cotistas: 95.217/ Alocação: 99,95% no fundo master TREND PÓS-FIXADO MASTER F.I. Renda Fixa Simples. Carteira: 86,20% em títulos públicos federais e 11,20% em operações compromissadas. Rentabilidade: 12 meses: 13,26% (vs. CDI 13,41%)/ 36 meses: 42,62% (vs. CDI 42,87%)/ 60 meses: 63,67% (vs. CDI 63,97%)/ Acumulado 5 anos: 58,75603% (vs. CDI 58,975172%). Política de Desempenho: Benchmark: CDI/ Objetivo: acompanhar o CDI, gerando ganhos alinhados ao índice. Observações: Fundo de baixo risco e baixa volatilidade, com liquidez D+0 (conversão e pagamento no mesmo dia). Por ser um fundo passivo de títulos públicos atrelado ao CDI, sua rentabilidade é muito próxima do benchmark. O Índice de Sharpe é negativo em 12, 36 e 60 meses, o que é esperado para fundos que replicam o CDI, dado que o retorno tende a ser ligeiramente inferior ao próprio benchmark. Fundos de Investimento em Bolsa de Valores. Motivações para Análise. A análise dos fundos de ações tem como motivação central a verificação da viabilidade de resgates totais nos veículos de Renda Variável, considerando: Projeções de Taxa SELIC em patamares elevados no curto e médio prazo; A atratividade crescente da Renda Fixa pós-fixada (CDI e Títulos Públicos de curto prazo); A necessidade de reduzir a volatilidade da carteira e preservar ganhos recentes em Bolsa. CAIXA FI AÇÕES SMALL CAPS ATIVO (CNPJ: 15.154.220/0001-47). Fundo/classe de investimento em ações – Art. 8º, I. Características do Investimento: Cotas Investidas: 9.466.342,449294/ Valor Investido: R$ 16.531.000,00. Rentabilidade: Tempo total de investimento: -17,22%/ Projeção de rendimento negativo total (20/10/2025): R$ 2.847.051,73/ Acumulado 2025: 22,18%/ Últimos 12 meses (10/2024 – 09/2025): 9,72%/ 2024: -25,56%/ 2023: 16,46%/ 2022: -15,33%/ 2021: -9,55%. Política de Desempenho: Fundo passivo, benchmark do ao Índice Small Caps (SMALLCAPS)/ Rentabilidade do índice: 24,14%. Observações: Fundo de ações enquadrado no Art. 8º, I, com bom desempenho em 2025 (22,18%), porém com rentabilidade total projetada negativa em -17,22% desde o início do investimento até o resgate em 20/10/2025. A valorização recente reflete a forte performance do índice SMALL CAPS em 2025, mas não compensa integralmente as perdas acumuladas anteriores. BB AÇÕES ESG GLOBAIS FI COTAS DE FI EM AÇÕES (CNPJ: 00.822.059/0001-65). Tipo/Categoria: Fundo/classe de ações – Art. 8º, I. Fundo de investimento em cotas de FI (FIC). Incorporou o fundo de investimentos BB AÇÕES GLOBAIS FIC FIF EM AÇÕES (CNPJ 22.632.237/0001-28) em 24/10/2024. Características do Investimento: Cotas Investidas: 870.945,566019/ Valor Investido Inicial: R$ 8.480.395,71/ Projeção de Resgate Total (20/10/2025): R$ 8.501.513,31. Rentabilidade: Tempo total de investimento: +0,25%/ Projeção de rendimento total: R$ 21.120,60/ Acumulado 2025: 15,79%/ 12 meses: 11,27%/ 2024: -11,48%/ 2023: 17,09%/ 2022: -10,15%/ 2021: -7,04%. Política de Desempenho: Fundo passivo/ Benchmark: Ibovespa, com rentabilidade de 20,30%. Observações: O rendimento total projetado é positivo, porém marginal (0,25%), com boa performance em 2025 (15,79%), mas ainda aquém do Ibovespa. A alta expressiva da Bolsa em 2025 foi impulsionada por fluxos de capital global e perspectiva de alívio no cenário de juros, mas o ganho efetivo para o IPMU é relativamente pequeno em relação ao risco incorrido e à volatilidade do ativo. Cenário de Investimento – Observações Gerais. Em 23 de outubro de 2025, os ativos alocados em “Bolsa Brasileira” registraram forte valorização, com excelente performance de Ibovespa e Small Caps no ano. Contudo, o Comitê de Investimentos acompanha com cautela o momento de realizar (resgatar) esses investimentos, em função das projeções de juros: Boletim Focus (20/10/2025): SELIC projetada em 12,25% a.a. para 2026/ SELIC projetada em 10,50% a.a. para 2027. Esse cenário de juros elevados por período prolongado torna bastante atrativas as aplicações em: Fundos e títulos atrelados ao CDI/ Títulos públicos de curto prazo. O impulso da Bolsa em 2025 decorre de fatores como: Mudança nos fluxos de capital global; Expectativa de alívio gradual na política monetária interna; Porém, persistem incertezas domésticas: Trajetória da dívida pública, Ritmo de queda da taxa de juros e Eleições no ano seguinte. As projeções do Boletim Focus, com SELIC estimada em 12,25% a.a. (2026) e 10,50% a.a. (2027), reforçam a atratividade da Renda Fixa pós-fixada (CDI e Títulos Públicos). Nesse contexto, a relação risco/retorno tende a favorecer posicionamentos mais conservadores, principalmente para regimes previdenciários com foco em preservação de capital e estabilidade atuarial. Recomendação de Investimentos: 1-) A análise da realização dos investimentos em Renda Variável e Investimentos no Exterior. Os recursos obtidos com os resgates podem ser realocados taticamente em Renda Fixa de alta liquidez, em especial nos fundos DI. 2-) Análise mais detalhada do fundo de investimentos TREND PÓS-FIXADO FIC Renda Fixa Simples, no que se refere a alteração do administrador, em atendimento a Política de Investimentos.  As recomendações fundamentam-se em: Retorno positivo fundos de Renda Variável e Investimento no Exterior; Atratividade da renda fixa pós-fixada; Necessidade de reduzir volatilidade e preservar resultados. 3-) Acompanhamento de fundos FIP, com monitoramento contínuo. Acompanhar a evolução das chamadas de capital, estrutura de governança, pipeline de investimentos e condições de liquidez; Reavaliar, em momento oportuno, a conveniência de alocação para o IPMU, considerando limites legais, Política de Investimentos e apetite de risco do Regime.