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Reunião Comitê de Investimentos: 17/10/2025

Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos dezessete dias do mês de outubro de dois mil e vinte e cinco, às catorze horas e trinta minutos, na sala de reuniões da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Presença do Gestor de Recursos Wellington Diniz. Dando início à reunião, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Financeiro – setembro/2025, conforme documentos acostados nos processos IPMU/005/2025 (Relatório de Controle Interno_3º Trimestre), IPMU/007/2025 (Balancete da Receita_09), IPMU/007/2025 (Balancete da Despesas_09), IPMU/007/2025 (Boletim de Caixa_09), IPMU/015/2025 (DAIR Demonstrativo Financeiro_09), IPMU/019/2025 (Audesp Financeiro_08), IPMU/020/2025 (APR_09), IPMU/025/2025 (Relatório de Diligência e Verificação de Lastro_1º semestre), IPMU/121/2025 (Fluxo de Caixa_09), IPMU/121/2025 (Relatório de Investimentos_09), IPMU/121/2025 (Relatório de Carteira de Investimentos_09) e IPMU/121/2025 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_09). Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (mês e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento. Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses. Análise Macroeconômica e de Mercado. O mês de setembro foi marcado por estabilidade nas taxas de juros futuras, com destaque para os títulos prefixados e indexados ao IPCA, que continuam oferecendo prêmios atrativos. Diante de um ambiente econômico mais moderado e de uma inflação em acomodação, o Comitê de Política Monetária (Copom) tem sinalizado que o ciclo de alta atingiu seu limite. A taxa Selic permanece em 15% ao ano, com expectativa de início de cortes apenas em 2026, refletindo o cenário ainda desafiador no campo fiscal. Renda Variável – Brasil. O Ibovespa encerrou setembro com alta de 3,40%, impulsionado pelo fluxo de capital estrangeiro e pela expectativa de cortes de juros no exterior, especialmente nos Estados Unidos. Os setores financeiro, de consumo e de commodities lideraram os ganhos. Investimentos no Exterior. Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou, impulsionado pelas expectativas de flexibilização monetária e pelos bons resultados corporativos, especialmente das empresas de tecnologia. Estados Unidos. O Fed reconheceu sinais de desaceleração da atividade e do emprego, com inflação ainda acima da meta. O comunicado e as projeções reforçaram uma postura de cautela, prevendo três cortes em 2025 e um adicional em 2026, com retorno à taxa neutra em 2027. Em coletiva, Jerome Powell adotou tom equilibrado, reconhecendo a perda de força no mercado de trabalho e o impacto temporário das tarifas sobre a inflação, reafirmando, contudo, o compromisso com a meta de 2%. O discurso reforça a perspectiva de dois novos cortes de juros ainda em 2025 (outubro e dezembro). China. A economia chinesa apresentou desaceleração no terceiro trimestre, com desempenho abaixo do esperado em agosto. A produção industrial cresceu, enquanto os investimentos em ativos fixos subiram timidamente, evidenciando perda de fôlego nos setores de infraestrutura e indústria. As vendas no varejo aumentaram, sinalizando demanda interna moderada. Não são esperados estímulos econômicos expressivos, e a projeção de crescimento do PIB foi ajustada para 4,5% em 2025. Zona do Euro. O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros inalteradas em setembro, avaliando que o atual nível de política monetária é adequado. As projeções de crescimento do PIB foram ligeiramente revisadas para cima, apoiadas no bom desempenho do mercado de trabalho, manufatura e serviços. A inflação ao consumidor ficou em 2,1%, com expectativas ancoradas, reforçando a confiança no processo de desinflação. O BCE reafirmou que seguirá uma abordagem dependente dos dados, sem compromisso com uma trajetória específica, indicando estabilidade das taxas em torno de 2,0% nos próximos meses. Brasil. O Copom manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano, conforme esperado. O Banco Central reafirmou o compromisso com a convergência da inflação à meta, adotando tom mais cauteloso ao indicar que poderá retomar ajustes caso necessário. A Ata da reunião destacou a resiliência do mercado de trabalho e a persistência das expectativas de inflação acima da meta, embora com sinais iniciais de acomodação. Os núcleos de inflação seguem em níveis elevados, justificando uma política monetária contracionista por período prolongado. Reforçamos a projeção de que o início do ciclo de cortes da Selic ocorrerá apenas no início de 2026. Carteira de Investimentos. A Carteira de Investimentos do IPMU obedece aos limites de aplicações estabelecidos na Política de Investimentos, com composição diversificada. Os investimentos buscam o melhor equilíbrio entre o risco x retorno, diante das grandes variáveis que interferem no retorno dos investimentos, face às mudanças na economia nacional e internacional. Visão de curto, médio e longo prazo para garantir os rendimentos necessários frente aos benefícios concedidos e a conceder. O carteira em setembro fechou em R$ 605.005.935,13, distribuída entre seis instituições principais. A concentração é maior na Caixa Econômica e no BB Gestão.

Gestor Administrador Valor (R$) Percentual
Caixa Distribuidora Caixa Econômica R$ 197.697.979,57 32,68%
Bb Gestão Bb Gestão R$ 145.872.672,26 24,11%
Banco Bradesco Banco Bradesco R$ 115.398.197,48 19,07%
Itau Unibanco Itau Unibanco R$ 80.075.616,57 13,24%
Santander Brasil Santander Distribuidora R$ 54.689.841,80 9,04%
BTG Pactual BTG Pactual R$ 11.271.627,45 1,86%
Total R$ 605.005.935,13 100,00%

Detalhamento dos Fundos de Investimento (Ativos). No encerramento do período, aplicação em 14 fundos ativos. Distribuição por Classe de Ativo e Enquadramento Legal. A maior parte dos recursos está concentrada em Renda Fixa, em conformidade com a Resolução 4.963.

Classe de Ativo Valor (R$) Percentual
Renda Fixa R$ 547.141.878,41 90,44%
Investimentos no Exterior R$ 35.068.659,13 5,80%
Renda Variável R$ 22.795.397,59 3,77%
Total R$ 605.005.935,13 100,00%
Disponibilidade R$ 5.539,64
Total Patrimônio R$ 605.011.474,77
  • Por Enquadramento Legal (Resolução 4.963). A carteira não possui alocação em Fundos Estruturados, Fundos Imobiliários ou Empréstimos Consignados (0,00%).
Enquadramento (Res. 4.963) Descrição da Classe Valor (R$) Percentual na Carteira
7, I “b” FI Renda Fixa Referenciado 100% títulos TN R$ 403.243.793,65 66,65%
7, III “a” FI Renda Fixa R$ 143.898.084,76 23,78%
9, III FI Ações – BDR Nível I (Exterior) R$ 31.632.594,18 5,23%
8, I FI Ações (Renda Variável) R$ 22.795.397,59 3,77%
9, II FI Investimento no Exterior R$ 3.436.064,95 0,57%
Total R$ 605.005.935,13 100,00%

A maior parte dos investimentos (93,13%), totalizando R$ 563.425.292,87, possui liquidez de 0 a 30 dias. A Carteira do IPMU encerrou o mês de forma resiliente, superando a meta atuarial. O IPMU mantém alocação compatível com o cenário econômico atual, priorizando ativos conservadores, de baixa volatilidade e com retornos aderentes à meta atuarial. Nesse contexto, destaca-se a concentração em fundos DI (73,11%) e em fundos de vértice (17,33%), com prazos em 2026 e 2027. Nos demais segmentos, a exposição reduzida a investimentos no exterior (5,80%) e em renda variável (3,77%) evidencia a predominância de uma estrutura de portfólio defensiva, voltada para a preservação de capital e a mitigação de volatilidade. Essa estratégia tem se mostrado eficiente para sustentar resultados consistentes e alinhados à meta. Considerando o ambiente econômico mais volátil, recomendamos que o IPMU mantenha uma postura conservadora na alocação dos recursos, priorizando alternativas previsíveis e de menor risco, de modo a preservar a estabilidade da carteira frente às incertezas domésticas e globais. Meta Atuarial. No mês, a carteira do IPMU apresentou rentabilidade de 1,36%, superando a meta atuarial do mês de 0,94%, com um desempenho mensal positivo de 0,42 ponto percentual. No acumulado do ano o desempenho também foi positivo, com 9,68% de rentabilidade frente 7,61% da meta no período. Esse resultado foi favorecido pela boa performance dos fundos de renda fixa mais conservadores, que se beneficiaram do patamar elevado da taxa Selic, refletindo uma gestão eficiente no curto prazo. O desempenho está em linha com os objetivos de solvência e equilíbrio atuarial.

Mês Saldo Final (R$) Meta (%) Rent. (%) Gap (p.p.)
Janeiro 560.199.418,97 0,42 0,98 +0,56
Fevereiro 562.805.565,16 1,90 0,53 -1,37
Março 565.070.916,11 0,93 0,33 -0,60
Abril 571.884.404,17 0,90 1,22 +0,31
Maio 578.282.402,42 0,77 1,51 +0,74
Junho 583.550.416,79 0,65 0,96 +0,31
Julho 590.345.442,72 0,63 1,21 +0,58
Agosto 597.284.834,93 0,21 1,19 +0,98
Setembro 605.011.474,77 0,94 1,36 +0,42

Enquadramento Da Carteira. A carteira do IPMU encontra-se devidamente enquadrada tanto nos limites da Resolução CMN nº 4.963/2021 quanto nos parâmetros estabelecidos na Política de Investimentos. A carteira segue concentrada em ativos de Renda Fixa, alocação em Investimentos no Exterior e Renda Variável. A carteira segue as diretrizes da Resolução CMN 4.963/21 para aplicações de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Art. 18: Aplicações em cotas de um mesmo fundo não podem exceder 20% das aplicações do RPPS, exceto em fundos de títulos públicos. O fundo BB TP FI RF REF DI representa 20,86% do saldo da carteira. Embora ligeiramente acima de 20%, sua conformidade está por ser “composto exclusivamente por títulos públicos”. Os demais fundos estão dentro dos limites. Art. 19: Total das aplicações dos RPPS em um mesmo fundo deve representar, no máximo, 15% do patrimônio líquido (PL) do fundo (5% para FIDCs, FI Renda Fixa “Crédito Privado” e FI “Debêntures”), exceto para fundos de títulos públicos. Todos os fundos listados na carteira estão dentro dos limites de percentual do patrimônio líquido do fundo. Art. 20: Total das aplicações dos recursos do RPPS em fundos e carteiras administradas não pode exceder 5% do volume total de recursos de terceiros gerido por um mesmo gestor ou grupo econômico. Os percentuais de participação dos gestores como CAIXA ASSET (0,01843%) ou BB ASSET (0,00674%) indicam que os fundos estão dentro dos limites estabelecidos. Art. 21: Condições cumulativas para aplicação em cotas de fundos de investimento, incluindo autorização do Banco Central, limite de 50% dos recursos de RPPS sob administração do fundo, e credenciamento prévio do gestor e administrador. O relatório lista os administradores na coluna “ADMIN. ART. 21”, indicando que a conformidade está sendo acompanhada para cada fundo. Composição. A carteira de investimentos está segregada entre os segmentos de renda fixa (R$ 547.141.878,41 – 90,44% do PL), renda variável (R$ 22.795.397,59 – 3,77% do PL) e alocação no investimento no exterior (R$ 35.068.659,13 – 5,13% do PL). As proporções demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cenário econômico de volatilidade e as obrigações do Instituto. Aderência à Política de Investimentos. A carteira adere rigorosamente à política de alocação de investimentos, com todos os tipos de ativo alocados dentro dos limites inferior, alvo e superior estabelecidos. Renda Fixa: Fundos Referenciados a títulos TN (65,65%) e Renda Fixa (23,78%) estão dentro de seus limites alvo. Renda Variável: FI Ações (3,77%) está dentro do limite alvo. Exterior: FI Investimento no Exterior (0,57%) e FI Ações – BDR Nível I (5,23%) estão dentro de seus limites alvo. Fundos Estruturados, Imobiliários, Empréstimos Consignados e Imóveis: Atualmente com 0,00% de alocação, mas em conformidade com os limites estabelecidos. Todas as alocações da carteira estão em conformidade com a política de investimentos. Resultado dos Investimentos. Durante o período em análise, o IPMU manteve sua carteira de investimentos dentro dos parâmetros de risco definidos na Política de Investimentos (PAI 2025), com monitoramento contínuo dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os riscos observados estiveram adequados às classes de ativos nas quais os fundos estavam alocados, respeitando os limites de crédito, liquidez, concentração e volatilidade. No mês em análise, o retorno do patrimônio líquido do IPMU foi positivo em R$ 8.130.200,20. No acumulado do ano (período de janeiro até setembro) o retorno consolidado da carteira foi de R$ 53.650.373,05. Composição das Aplicações. A maior aplicação em fundo de investimentos do IPMU no mês está concentrada no BB Títulos Públicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP (R$ 126.189.690,89 – 20,86% do PL do IPMU). Em contrapartida, a menor aplicação está alocada no fundo Santander Renda Fixa TP Ref. Premium (R$ 3.330.925,89 – 0,55% do PL do IPMU). Destaques de Rentabilidade.

Fundo / Ativo Saldo (R$) % Carteira Rentabilidade Mês (%) Rentabilidade Ano (%) Enquadramento (Res. 4.963)
BB TP FI RF REF DI R$ 126.189.690,89 20,86% 1,22% 10,34% 7, I “b”
CAIXA BRASIL TP FI RF LP R$ 106.242.588,11 17,56% 1,21% 9,93% 7, I “b”
ITAÚ INSTITUCIONAL FI RF REF DI R$ 80.075.616,57 13,24% 1,24% 10,45% 7, III “a”
BRADESCO PREMIUM FI RF REF DI R$ 63.822.468,19 10,55% 1,22% 10,47% 7, III “a”
SANTANDER RF REF DI R$ 54.689.841,80 9,04% 1,15% 9,89% 7, I “b”
BRADESCO FI RF ESTRATÉGI… R$ 51.575.729,29 8,52% 1,06% 8,27% 7, I “b”
CAIXA BRASIL 2026 X TP R$ 41.580.642,26 6,87% 1,06% 8,21% 7, I “b”
CAIXA INSTITUCIONAL BDR NÍVEL I R$ 20.591.275,95 3,40% 3,92% 0,98% 9, III
CAIXA SMALL CAPS ATIVO R$ 14.153.734,45 2,34% 2,38% 26,38% 8, I
CAIXA BRASIL ESPECIAL 2027 TP R$ 11.693.673,85 1,93% 0,72% 8,65% 7, I “b”
BTG PACTUAL TESOURO SELIC R$ 11.271.627,45 1,86% 1,21% 10,25% 7, I “b”
BB AÇÕES GLOBAIS BDR NÍVEL I R$ 11.041.318,23 1,82% 3,03% -4,12% 9, III
BB AÇÕES IBOVESPA ATIVO FIC FI R$ 8.641.663,14 1,43% 3,68% 17,70% 8, I
CAIXA MULTIGESTOR GLOBAL R$ 3.436.064,95 0,57% -0,26% -2,58% 9, II
TOTAL INVESTIMENTOS R$ 605.005.935,13 100,00%

Relatório de Risco. VaR (Value at Risk – 252 d.u.): o VaR da carteira no mês foi de 0,82% e nos 12 meses, 2,84%. A volatilidade da carteira no mês foi de 0,82% e nos 12 meses, 1,26%. Treynor: no mês, o indicador Treynor foi de 0,87. DrawDown: A Carteira teve um DrawDown de 0,00% no mês e 0,26% em 12 meses. Sharpe: no mês, o índice Sharpe da carteira foi de 3,69 e nos 12 meses, 0,27. Esses resultados reforçam a necessidade de monitoramento constante dos riscos de mercado em um cenário de volatilidade. Fundos com cota negativa no ano. Os fundos de investimento BB Ações ESG Globais, Caixa ações BDR Nível I e Caixa Multigestor Equiteis permanecem com cota negativa no ano de 2025, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desses fundos, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundos com cota negativa – acumulado. O fundo de investimento Caixa FI Ações Small Cap Ativos permanece com cota negativa, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desse fundo, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundo/Aplicações encerradas. No mês não ocorreu encerramento de fundo de investimento ou aplicação em novo fundo de investimentos. Movimentações: os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês. Conclusão. A carteira do IPMU encerrou o mês de forma resiliente, superando a meta atuarial no mês e no ano. O IPMU mantém uma alocação compatível com o cenário econômico atual, priorizando ativos conservadores, de baixa volatilidade e com retornos aderentes à meta atuarial. Destaca-se a concentração em fundos DI e em fundos de vértice com prazos em 2026 e 2027, cujas taxas atuais se encontram acima da meta atuarial do IPMU (INPC + 5,17% a.a.). A exposição reduzida a investimentos no exterior e em renda variável evidencia a predominância de uma estrutura de portfólio defensiva, voltada para a preservação de capital e a mitigação de volatilidade. Essa estratégia tem se mostrado eficiente para sustentar resultados consistentes e alinhados à meta. O Comitê registrou a manutenção da aderência à Política de Investimentos e Resolução CMN nº 4.963/2021. Destacou-se a boa performance da renda fixa frente ao CDI e o resultado positivo do mês. Foi ressaltada a volatilidade da renda variável e do exterior, com perdas em fundos de ações, compensadas por ganhos nos BDRs institucionais. Apesar da instabilidade no segmento de renda variável, a carteira do IPMU segue demonstrando robustez, com composição prudente, alta liquidez e resultados consistentes frente à meta atuarial no mês e no acumulado do ano. O controle rigoroso do risco, aliado à predominância de ativos conservadores, tem permitido estabilidade mesmo em um ambiente de reprecificação da curva de juros e aumento da aversão ao risco. A manutenção do enquadramento o regulatório e o foco em ativos de qualidade reforçam a resiliência da carteira. Considerando o ambiente econômico global e doméstico mais volátil, a recomendação é que o IPMU mantenha uma postura conservadora na alocação dos recursos, priorizando alternativas previsíveis e de menor risco, de modo a preservar a estabilidade da carteira frente às incertezas. Continuidade da estratégia atual, com acompanhamento contínuo do cenário macroeconômico e disciplina na gestão, preservando os pilares de segurança, rentabilidade e liquidez. Deliberações de Investimentos no curto prazo. Com percentuais significativos em ativos alocados em renda fixa, os RPPSs continuam a acompanhar outros mercados mais de perto (crédito privado, fundos de investimento imobiliário, ações, investimentos no exterior). Acompanham os diversos tipos de ativos, para ouvir o mercado e fazer um melhor balanceamento da carteira com outras classes, mesmo com movimento contido em 2025. O momento ainda é de cautela com juros ainda atrativos. Com base nos dados técnicos, análises financeiras, dados atualizados dos fluxos de caixas e dos investimentos com visão de curto, médio e longo prazo, foram aprovadas por unanimidade as estratégias de investimentos na busca de reduzir a volatilidade da Carteira de Investimento. 1-) Banco Santander 150-8: Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos, utilizar para cobertura da folha de pagamento dos aposentados e pensionistas. 2-) Renda variável: acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos. 3-) Renda Variável Exterior: acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos. 4-) Fundos de Vértices: análise de alocação. 5-) Títulos Públicos: acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos. 6-) Manutenção das demais aplicações. Definida a continuidade do acompanhamento mensal, com destaque ao cumprimento da meta atuarial no acumulado de 2025.  Na sequência da pauta da reunião, os membros do Comitê de Investimentos iniciaram a elaboração da Política de Investimentos para o exercício de 2026 em atendimento a legislação vigente, conforme processo IPMU/132/2025. Foram discutidos: objetivo, modelo de gestão, cenário econômico, expectativa de mercado, carteira de investimentos e condições de liquidez, objetivo dos investimentos, estratégias dos investimentos, credenciamento de instituições financeiras, seleção de ativos, parâmetro de rentabilidade perseguidos, limites para os investimentos, precificação dos ativos, avaliação dos riscos, monitoramento dos riscos, plano de contingência, provisão de perdas contábeis, resgate de fundos de investimentos com cota negativa, acompanhamento da Política de Investimentos, revisão da Política de Investimentos e transparência. Após vários apontamentos, ficou aprovado nova reunião para o dia 22/10/2025 – 10h com a participação da Consultoria Financeira. Para finalizar a reunião, os membros do Comitê de Investimentos retomam a análise do fundo de investimentos XP Selection Prime Feeder Institucional Fundo de Investimento em Participação – CNPJ nº 61.811.959/0001-00, conforme processo IPMU/059/2025. É um fundo de investimento em participações (FIP) fechado, direcionado a investidores institucionais e qualificados. Durante a reunião forma abordados: objetivo, liquidez, características principais, tipo, estrutura, funcionamento e estratégias. Após várias manifestações, foi aprovado por unanimidade o encaminhamento de análise do fundo de investimentos para a Consultoria Financeira do IPMU.