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Reunião Comitê de Investimentos: 13/11/2025

Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos treze dias do mês de novembro de dois mil e vinte e cinco, às dez horas, de forma virtual por meio da plataforma Microsoft Teams, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Registrou-se também a presença do Gestor de Recursos Wellington Diniz. A reunião contou ainda com a participação do Sr. Matheus Crisóstomo, representante da LEMA Consultoria, que acompanhou a apresentação técnica e as discussões sobre o cenário de investimentos e a Política de Investimentos. Dando início à reunião, os membros do Comitê de Investimentos e a Consultoria Financeira passaram à análise da minuta da Política de Investimentos para o exercício de 2026, conforme documentos acostados no processo IPMU/132/2025. A Política de Investimentos 2026 do IPMU é o documento que estabelece as diretrizes para a gestão dos recursos previdenciários do Regime Próprio de Previdência Social dos servidores de Ubatuba, São Paulo. Dados abordados na Política de Investimentos 2026: Apresentação e Fundamentos. O IPMU, atuando como o órgão responsável por gerir o RPPS, elaborou esta Política Anual de Investimentos para 2026. Política de Investimentos: É o instrumento que estabelece as diretrizes e norteia o processo de tomada de decisão, observando os princípios de segurança, rentabilidade, solvência, liquidez, motivação, adequação e transparência. Ela busca o equilíbrio financeiro e atuarial do RPPS. O principal objetivo é a maximização da rentabilidade, compatível com a meta atuarial, considerando os princípios de segurança, solvência e liquidez. O RPPS possui uma condição saudável de solvência, permitindo adotar uma estratégia de longo prazo, embora deva atender a meta atuarial do exercício (curto prazo), que é cobrada pelos órgãos de Controle Externo. A política obedece à legislação vigente, em especial a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.963/2021 e a Portaria do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) nº 1.467/2022. A vigência compreende o ano de 2026. Correções e alterações podem ser feitas no curso da execução, mediante aprovação e ratificação dos Colegiados. O IPMU possui certificação no Nível III do Pró-Gestão RPPS, o que garante a implementação de processos formais de governança e permite o acesso a limites de aplicação ampliados para investidor qualificado. O Instituto utiliza o método de Gestão de Ativos e Passivos (Asset and Liability Management – ALM) para alinhar os investimentos com as futuras obrigações do regime, avaliando conjuntamente fatores macroeconômicos, atuariais e de mercado. Conteúdo e Estratégias. Modelo de Gestão e Governança. Modelo de Gestão: O IPMU adota o modelo de gestão própria. A Diretoria Executiva, o Comitê de Investimentos e o Conselho tomam as decisões sem interferências externas. Governança: Comitê de Investimentos: Responsável pela execução da Política de Investimentos e detentor do mandato para movimentações (aplicações e resgates). Conselho Deliberativo: Órgão máximo que deve aprovar a Política. Conselho Fiscal: Principal órgão de controle interno, atua no acompanhamento e fiscalização, e deve ratificar a Política de Investimentos. O IPMU conta com a consultoria de investimentos da empresa Matias e Leitão Consultores Associados LTDA (LEMA Economia & Finanças) para análise, avaliação e assessoramento dos investimentos. Política de Alçadas: Define a responsabilidade de cada agente. O Gestor de Recursos/Diretoria Financeira supervisiona a carteira e elabora relatórios. As decisões são deliberadas no Comitê e submetidas ao Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal para aprovação e parecer, antes da publicação. Estratégia de Alocação. A estratégia busca o equilíbrio econômico-financeiro entre ativos e passivos, considerando o cenário econômico, o perfil atual da carteira, e os prazos das obrigações atuariais. Cenário Econômico: A economia brasileira demonstrou retração da atividade no início do terceiro trimestre de 2025. A taxa Selic foi mantida em 15,00% ao ano, refletindo um tom cauteloso da política monetária. Expectativas de Mercado: O Boletim Focus de outubro de 2025 projeta para 2026 uma inflação (IPCA) de 4,28% e uma queda significativa da Selic para 12,25% ao ano. Carteira Atual e Liquidez: O patrimônio atual é de R$ 605.005.935,13, com 90,43% alocados em Renda Fixa. A carteira tem condição favorável de liquidez, com recursos resgatáveis em até 12 dias no máximo. Estratégia de Alocação para 2026: A estratégia busca um retorno compatível com a meta de rentabilidade. A certificação Pró-Gestão Nível III permite que o limite de Renda Variável seja ampliado para 40%. Estratégia Alvo: Renda Fixa (82,00%), Renda Variável (8,00%), Investimentos no Exterior (9,00%), Investimentos Estruturados (1,00%). Credenciamento de Instituições e Seleção de Ativos. O credenciamento de instituições é feito através de um manual específico, seguindo critérios rigorosos da Portaria 1.467/2022, como boa qualidade de gestão, solidez patrimonial, histórico de atuação e experiência dos profissionais diretamente envolvidos na gestão de ativos de terceiros. A seleção de ativos deve ser compatível com a estratégia de alocação e deve ser vinculada a instituições previamente credenciadas. Parâmetros de Rentabilidade Perseguidos. A meta de rentabilidade atuarial é definida com base na taxa de juros parâmetro da Estrutura a Termo de Taxa de Juros Média mais próxima à duração do passivo do RPPS. Considerando a duração do passivo de 14,73 anos, a meta atuarial real para 2026 é de 5,76% a.a.. Com a projeção de inflação para 2026 de 4,28%, a meta atuarial nominal projetada é de 10,29%. A metodologia de projeção de rentabilidade futura utiliza índices de referência (ANBIMA, CDI projetado pelo vértice de 12 meses da curva de juros) e médias históricas (Ibovespa, S&P 500, MSCI World). Limites para Investimentos. Os limites são definidos nos regulamentos dos fundos. Ativos mobiliários devem ser de baixo risco de crédito, com base em classificação de agência registrada na CVM. A aplicação direta em ativos bancários (Art. 7º, IV) deve ser feita em instituições classificadas nos segmentos prudenciais S1, S2 e S3 pelo Banco Central e presentes na Lista Exaustiva do Ministério de Previdência Social. É obrigatória a comparação de produtos financeiros com cotações simultâneas para garantir transparência. Precificação dos Ativos. Os ativos são classificados em: Disponíveis para negociação ou venda: Devem ser marcados a mercado, no mínimo mensalmente. Mantidos até o vencimento: Contabilizados pelos custos de aquisição acrescidos dos rendimentos auferidos, exigindo demonstração de intenção e capacidade financeira de mantê-los. A precificação deve seguir os princípios e normas de contabilidade aplicáveis ao setor público, as normas da CVM e do Banco Central, e os parâmetros reconhecidos pelo mercado. Avaliação e Monitoramento dos Riscos. O IPMU monitora e avalia riscos, e os órgãos de controle devem receber relatórios periódicos sobre as conclusões dos exames e recomendações. Risco de Mercado: Oscilação no valor dos ativos. Indicadores utilizados incluem VaR – Value-at-Risk, Volatilidade, Treynor, Sharpe e Drawdown. Risco de Crédito: Perdas por não cumprimento de obrigações do emissor. Exige que os ativos de fundos sejam classificados como de baixo risco de crédito por agência registrada na CVM. Risco de Liquidez: Dificuldade em liquidar ativos em tempo razoável sem perda de valor. As aplicações devem ser compatíveis com as necessidades de liquidez do plano de benefícios. Aplicações com prazos de desinvestimento (carência, vencimento) devem ser precedidas de atestado de compatibilidade. Risco de Solvência: Decorre das obrigações para com os segurados. Monitorado através de avaliações atuariais. Risco Sistêmico: Risco de crise de confiança que impacte o sistema financeiro. É mitigado por acompanhamentos periódicos das condições de mercado e adoção de estratégias defensivas. Risco Reputacional: Eventos que possam danificar a percepção da unidade gestora. Controlado pela vigilância constante das operações internas. Avaliação e Acompanhamento do Retorno dos Investimentos. O retorno é acompanhado mensalmente. A avaliação da carteira pelo Comitê de Investimentos busca otimizar a relação risco/retorno, ponderando o perfil do investidor e os objetivos traçados. São monitorados indicadores de risco da carteira consolidada e dos ativos individuais para atestar a compatibilidade com o mercado, benchmarks, Resolução e a Política. Vedações. É vedado ao IPMU: Aplicar em criptoativos ou ativos não regulados pelo Banco Central ou CVM. Realizar operações de empréstimo ou concessão de garantias a segurados, patrocinadores ou terceiros. Utilizar derivativos para fins especulativos (permitido apenas para hedge). Manter concentração de recursos acima dos limites regulamentares. Aplicar em ativos em inadimplência, default, ou com rating inferior ao mínimo exigido. Plano de Contingência. Em caso de descumprimento dos limites da Resolução ou da Política, ou em caso de excessiva exposição a riscos, o Comitê de Investimentos deve ser imediatamente informado e convocar uma reunião extraordinária para correção. Se o resgate imediato for inviável (por carência, por exemplo), o Comitê deve elaborar um relatório trimestral detalhando a situação e as medidas tomadas, a ser apresentado aos órgãos de controle interno e externo. Contabilização das Variações Patrimoniais e Provisão de Perdas. A Provisão para Perdas em investimentos deve ser adotada para estimar e registrar as perdas esperadas. O Value at Risk (VaR) será adotado como índice para a provisão de perdas, estimando a perda máxima potencial da carteira em um ano. Considerando o patrimônio de fechamento de setembro de 2025, o prejuízo máximo estimado com 95% de confiança é de R$ 1.113.815,93 (0,1841%). Resgate de Fundos de Investimentos com Cota Negativa. Decisões de resgate de cotas com prejuízo devem ser fundamentadas em estudos técnicos robustos que avaliem a viabilidade de manter os recursos aplicados. Os estudos devem considerar a estratégia de alocação de ativos, o horizonte temporal do investimento, a perspectiva de recuperação do mercado e os objetivos de curto e longo prazo do RPPS. A decisão deve ser documentada e aprovada pelo Comitê de Investimentos. Acompanhamento e Revisão da Política de Investimentos. Revisões extraordinárias podem ocorrer para ajustes devido ao comportamento do mercado ou alteração da legislação, devendo ser justificadas, aprovadas pelos Conselhos e publicadas. Transparência. O IPMU deve disponibilizar aos segurados e beneficiários, em seu site eletrônico, no prazo de até 30 dias após a aprovação, a política de investimentos, suas revisões, as informações dos Formulários APR, a composição da carteira, os procedimentos de credenciamento e as atas das reuniões dos colegiados, conforme determina a Portaria 1.467/2022. Disposições Finais. A Política de Investimentos deverá nortear as aplicações do Instituto ao longo do exercício de 2026, considerando um horizonte de projeção de 12 meses. Para assegurar a adequada diversificação da carteira, estabelece-se que o número de gestores será de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 12 (doze), enquanto os Fundos de Investimento selecionados deverão totalizar, no mínimo, 5 (cinco) e, no máximo, 20 (vinte). Os gestores e administradores dos fundos elegíveis deverão, preferencialmente, constar entre os 10 (dez) primeiros colocados no Ranking ANBIMA, garantindo maior qualidade técnica, solidez e aderência às melhores práticas do mercado. Deliberações. Após debate técnico, apresentação de observações e análise dos pontos de atenção, deliberou-se que, na reunião agendada para o dia 17 de novembro de 2025, os membros do Comitê de Investimentos procederão à aprovação da versão final da minuta da Política de Investimentos para o exercício de 2026. Na sequência, o documento será encaminhado aos membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, para apreciação, aprovação e posterior ratificação, em conformidade com os trâmites legais e regimentais exigidos. Ato contínuo,  os membros do Comitê de Investimentos passaram a análise do Relatório Financeiro – outubro/2025, conforme documentos acostados nos processos IPMU/007/2025 (Balancete da Receita_10), IPMU/007/2025 (Balancete da Despesas_10), IPMU/007/2025 (Boletim de Caixa_10), IPMU/015/2025 (DAIR Demonstrativo Financeiro_10), IPMU/019/2025 (Audesp Financeiro_09), IPMU/020/2025 (APR_10), IPMU/131/2025 (Fluxo de Caixa_10), IPMU/131/2025 (Relatório de Investimentos_10), IPMU/131/2025 (Relatório de Carteira de Investimentos_10), IPMU/131/2025 (Relatório da Execução da Política de Investimentos_10), IPMU/131/2025 (Relatórios de Riscos e Controles: análise de dispersão, Benchmarks – Janela Móvel de Volatilidade, Benchmarks – Risco x Retorno no mês e ano, Benchmarks – Volatilidade mensal e anual, Correlação, Drawdown Ativos e Segmento, Evolução do Patrimônio, Histograma Ativos e Segmento, Janela Móvel de Retorno ativo e segmento, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Retorno, Lâmina – Por Ativos – Janela Móvel de Volatilidade, Lâmina – Por Segmento, Ranking AUM e Captação, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (mês e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento, SHARPE, VaR e Volatilidade no período ativos e segmento). Análise conjuntural de mercado econômico, mercado financeiro e monitoramento das variáveis macroeconômicas. Avaliação mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. Análise de relatório gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Política Anual de Investimentos. Informações dos acontecimentos políticos e econômicos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Visão de curto, médio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que contém os dados atualizados da previsão e da execução orçamentária. Relatório de Execução Orçamentária com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avaliação da situação financeira e orçamentária dos próximos meses. Análise Macroeconômica e de Mercado. Nos Estados Unidos, em outubro, o Federal Reserve reduziu novamente a taxa básica de juros em 0,25 p.p., para o intervalo de 3,75% a 4,00% ao ano, no segundo corte consecutivo de 2025. A decisão refletiu o arrefecimento gradual do mercado de trabalho norte-americano, ainda que a inflação permaneça acima da meta de 2%. Em comunicado, o FOMC destacou que o processo desinflacionário segue incompleto e requer prudência na condução da política monetária. O movimento reforçou o viés de flexibilização gradual da política monetária, contribuindo para o fechamento das taxas dos Treasuries de longo prazo e pode favorecer ativos de risco em um ambiente global de elevada incerteza. Entre os indicadores de atividade, o PMI Industrial dos Estados Unidos subiu de 52,0 para 52,5 pontos em outubro, sinalizando expansão do setor manufatureiro e o crescimento mais rápido da demanda por bens em 20 meses, segundo a S&P Global. Apesar das pressões de custos e da moderação nas expectativas empresariais, a resiliência dos setores financeiro e tecnológico continua sustentando o dinamismo da atividade. Na Zona do Euro, os indicadores mostraram aceleração no início do quarto trimestre. O avanço foi impulsionado pelo setor de serviços, refletindo aumento expressivo de novos pedidos e melhora das condições de demanda. Em contrapartida, o setor industrial manteve desempenho enfraquecido, com estabilidade na produção e continuidade na redução de empregos. A retomada do setor de serviços, aliada à moderação dos custos de insumos, reforça o cenário de recuperação gradual da economia europeia, ainda desafiada pelas incertezas externas e pela lenta normalização do comércio global. Na China, a atividade industrial voltou a recuar em outubro, refletindo a fraqueza da demanda doméstica e o impacto das tarifas comerciais. No campo geopolítico, o mês de outubro foi marcado por avanços diplomáticos e alívio parcial nas tensões comerciais globais. Destacaram-se os acordos firmados entre os EUA e a China e entre os EUA e o Japão, que preveem redução gradual de tarifas e cooperação em setores estratégicos, como tecnologia e energia. O entendimento com a China incluiu a diminuição de tarifas sobre produtos industriais e agrícolas, enquanto o acordo com o Japão estabeleceu condições preferenciais para bens de alta tecnologia e novos programas de investimento bilateral. Paralelamente, Brasil e Estados Unidos avançaram nas tratativas voltadas à ampliação do comércio e à atração de investimentos, fortalecendo o diálogo entre os dois países. Esses movimentos indicam uma reconfiguração gradual das relações comerciais internacionais, com diversificação de parcerias e possível redução de barreiras em meio a um ambiente de incerteza global. Brasil. A economia brasileira apresentou sinais mistos em outubro. Os indicadores de atividade mostraram leve melhora, embora os principais setores ainda operem abaixo do nível de expansão. O resultado indica uma retração de menor intensidade da atividade, em um contexto de demanda enfraquecida, crédito caro e custos elevados. Apesar disso, observou-se um leve aumento na geração de empregos e um otimismo cauteloso das empresas para os próximos meses. O mercado de trabalho manteve desempenho robusto e segue sendo um dos principais pilares de sustentação da economia. A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, repetindo a mínima histórica da série iniciada em 2012. O contingente de desocupados recuou para 6,0 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada atingiu 102,4 milhões. O emprego formal registrou alta de 2,7% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 39,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A confiança do consumidor também mostrou melhora, refletindo a resiliência do mercado de trabalho e o alívio inflacionário recente. O avanço foi sustentado pela percepção mais favorável sobre a situação econômica atual e pelas expectativas para os próximos meses, sobretudo entre as famílias de menor renda. No campo fiscal, o quadro segue pressionado, com leve deterioração dos indicadores. Em relação à inflação, o IPCA avançou 0,09% em outubro, desacelerando após 0,48% em setembro, acumulando 4,68% em 12 meses. O resultado foi influenciado pela queda na energia elétrica residencial, em razão da troca da bandeira vermelha patamar 2 pela patamar 1, o que levou o grupo Habitação a recuar, impactando o índice geral. Em contrapartida, Saúde e cuidados pessoais apresentou alta, impulsionado por artigos de higiene e planos de saúde, enquanto Despesas pessoais subiu. Diante desse contexto, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano, decisão unânime e alinhada às expectativas do mercado. Na ata da reunião, o colegiado reforçou o tom cauteloso da política monetária, destacando as incertezas fiscais, o ambiente internacional ainda adverso e as pressões inflacionárias persistentes. Mesmo com o cenário global de cautela, o ingresso de investimento direto no país registrou forte avanço. O desempenho reflete o interesse contínuo de investidores estrangeiros no Brasil, sustentado por fatores como o diferencial de juros elevado e as oportunidades em setores estratégicos da economia. Carteira de Investimentos. A Carteira de Investimentos do IPMU obedece aos limites de aplicações estabelecidos na Política de Investimentos, com composição diversificada. Os investimentos buscam o melhor equilíbrio entre o risco x retorno, diante das grandes variáveis que interferem no retorno dos investimentos, face às mudanças na economia nacional e internacional. Visão de curto, médio e longo prazo para garantir os rendimentos necessários frente aos benefícios concedidos e a conceder. O relatório de outubro de 2025 detalha a composição e a performance da carteira de investimentos do IPMU, apresentando uma visão completa do patrimônio, da distribuição por classe de ativo e da rentabilidade individual de cada fundo. Evolução e Dados Gerais da Carteira. O patrimônio do IPMU no final de outubro de 2025 atingiu R$ 613.168.618,76. A performance da carteira consolidada superou a meta atuarial (Meta) tanto no mês quanto no acumulado de 2025. A meta atuarial utilizada como benchmark para 2025 é o INPC + 5,17% a.a..

Indicador Rentabilidade (R$) Rentabilidade (%) Meta (%) Pontos Percentuais
Mês (outubro) R$ 8.447.872,07 1,39% 0,45% +0,94 p.p.
Acumulado (2025) R$ 62.098.245,12 11,20% 8,10% +3,10 p.p.

Distribuição por Classe de Ativo. No encerramento do período, aplicação em 14 fundos ativos. Distribuição por Classe de Ativo e Enquadramento Legal. A maior parte dos recursos está concentrada em Renda Fixa, em conformidade com a Resolução 4.963. A carteira manteve um perfil conservador, com forte concentração em Renda Fixa. Não há aplicação em Fundos Estruturados, Fundos Imobiliários ou Empréstimos Consignados. As proporções demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cenário econômico de volatilidade e as obrigações do Instituto.

Classe Valor (R$) Percentual (%)
Renda Fixa R$ 553.536.079,74 90,28%
Exterior R$ 36.882.981,34 6,02%
Renda Variável R$ 22.745.746,12 3,71%
Total Investimentos R$ 613.164.807,20 100,00%
Disponibilidade R$ 3.811,56
Total Patrimônio R$ 613.168.618,76

Enquadramento e Liquidez. A maior parte dos recursos está alocada sob as regras dos Títulos Públicos e Renda Fixa referenciada (7, I “b” e 7, III “a”). Em termos de liquidez, 93,15% do total (R$ 571.171.464,77) tem prazo de resgate entre 0 e 30 dias. Detalhamento dos Fundos de Investimento. A maior aplicação em fundo de investimentos do IPMU no mês está concentrada no BB Títulos Públicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP.

Fundo Saldo (R$) % Carteira Retorno Mês (%) Retorno Ano (%) Leg. CMN 4.963
BB TP FI RF REF DI R$ 127.793.939,40 20,84% 1,27% 11,74% 7, I “b”
CAIXA BRASIL TP FI RF LP R$ 107.596.081,71 17,55% 1,27% 11,33% 7, I “b”
ITAÚ INSTITUCIONAL FI RF REF DI R$ 81.082.139,29 13,22% 1,26% 11,84% 7, III “a”
BRADESCO PREMIUM DI R$ 64.631.289,34 10,54% 1,27% 11,87% 7, III “a”
SANTANDER RF REF DI R$ 55.113.693,82 8,99% 1,22% 11,23% 7, I “b”
BRADESCO 2026 R$ 52.088.724,34 8,50% 0,99% 9,35% 7, I “b”
CAIXA BRASIL 2026 R$ 41.993.342,43 6,85% 0,99% 9,29% 7, I “b”
CAIXA BRASIL ESPECIAL 2027 R$ 11.823.446,42 1,93% 1,11% 9,85% 7, I “b”
BTG PACTUAL TESOURO R$ 11.413.422,99 1,86% 1,26% 11,63% 7, I “b”
CAIXA SMALL CAPS ATIVO R$ 14.225.972,10 2,32% 0,51% 27,02% 8, I
BB AÇÕES IBOVESPA ATIVO R$ 8.519.774,02 1,39% -1,41% 16,04% 8, I
CAIXA INSTITUCIONAL BDR NÍVEL I FI AÇ… R$ 21.762.096,98 3,55% 5,69% 6,73% 9, III
BB AÇÕES GLOBAIS FIC AÇÕES BDR NÍVEL I R$ 11.601.425,79 1,89% 5,07% 0,74% 9, III
CAIXA MULTIGESTOR GLOBAL EQUITIES I… R$ 3.519.458,57 0,57% 2,43% -0,21% 9, II

Destaques por Segmento. Renda Fixa. Os fundos de Renda Fixa (que somam 90,28% da carteira) apresentaram rentabilidade mensal entre 0,99% e 1,27%. A maioria dos fundos de Renda Fixa Referenciados DI renderam 1,27% ou próximo a isso no mês, refletindo provavelmente o nível da taxa Selic/CDI. O fundo com o maior saldo é o BB TP FI RF REF DI, representando 20,84% da carteira, com rentabilidade acumulada de 11,74% no ano. Renda Variável e Exterior. Embora representem uma parcela menor do patrimônio (9,73% combinados), estes segmentos mostraram as maiores oscilações: Maior Rentabilidade Mensal (Caixa Institucional BDR Nível I FI Ações – fundo de Investimento no Exterior, 9, III – rendeu 5,69% em outubro). Maior Rentabilidade Acumulada no Ano (O fundo Caixa Small Caps Ativo FI Ações – Renda Variável, 8, I – acumulou 27,02% em 2025). Menor Retorno Mensal (O BB Ações Ibovespa Ativo FIC Fi – Renda Variável, 8, I – registrou rentabilidade negativa de -1,41% no mês de outubro). Rentabilidade Acumulada Negativa (O fundo Caixa Multigestor Global Equities – Investimento no Exterior, 9, II – está com retorno acumulado negativo de -0,21% no ano. Distribuição por Administrador e Gestor. A carteira do IPMU está concentrada em seis grandes instituições financeiras. A concentração é maior na Caixa Econômica e no BB Gestão.

Gestor/Administrador Valor (R$) Percentual (%)
Caixa Distribuidora / Caixa Econômica R$ 200.920.398,21 32,77%
BB Gestão R$ 147.915.139,21 24,12%
Banco Bradesco R$ 116.720.013,68 19,04%
Itau Unibanco R$ 81.082.139,29 13,22%
Santander Brasil / Santander Distribuidora R$ 55.113.693,82 8,99%
Btg Pactual R$ 11.413.422,99 1,86%
Total R$ 613.164.807,20 100,00%

Meta Atuarial. No mês, a carteira do IPMU apresentou rentabilidade de 1,39%, superando a meta atuarial do mês de 0,45%, com um desempenho mensal positivo de 0,94 ponto percentual. No acumulado do ano o desempenho também foi positivo, com 11,20% de rentabilidade frente 8,10% da meta no período. Esse resultado foi favorecido pela boa performance dos fundos de renda fixa mais conservadores, que se beneficiaram do patamar elevado da taxa Selic, refletindo uma gestão eficiente no curto prazo. O desempenho está em linha com os objetivos de solvência e equilíbrio atuarial.

Mês Saldo Final (R$) Meta (%) Rent. (%) Gap (p.p.)
Janeiro 560.199.418,97 0,42 0,98 +0,56
Fevereiro 562.805.565,16 1,90 0,53 -1,37
Março 565.070.916,11 0,93 0,33 -0,60
Abril 571.884.404,17 0,90 1,22 +0,31
Maio 578.282.402,42 0,77 1,51 +0,74
Junho 583.550.416,79 0,65 0,96 +0,31
Julho 590.345.442,72 0,63 1,21 +0,58
Agosto 597.284.834,93 0,21 1,19 +0,98
Setembro 605.011.474,77 0,94 1,36 +0,42
Outubro 613.168.618,76 0,45 1,39 +0,94

Enquadramento Da Carteira. A carteira do IPMU encontra-se devidamente enquadrada tanto nos limites da Resolução CMN nº 4.963/2021 quanto nos parâmetros estabelecidos na Política de Investimentos. A carteira segue concentrada em ativos de Renda Fixa, alocação em Investimentos no Exterior e Renda Variável. A carteira segue as diretrizes da Resolução CMN 4.963/21 para aplicações de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Art. 18: Aplicações em cotas de um mesmo fundo não podem exceder 20% das aplicações do RPPS, exceto em fundos de títulos públicos. O fundo BB TP FI RF REF DI representa 20,84% do saldo da carteira. Embora ligeiramente acima de 20%, sua conformidade está por ser “composto exclusivamente por títulos públicos”. Os demais fundos estão dentro dos limites. Art. 19: Total das aplicações dos RPPS em um mesmo fundo deve representar, no máximo, 15% do patrimônio líquido (PL) do fundo (5% para FIDCs, FI Renda Fixa “Crédito Privado” e FI “Debêntures”), exceto para fundos de títulos públicos. Todos os fundos listados na carteira estão dentro dos limites de percentual do patrimônio líquido do fundo. Art. 20: Total das aplicações dos recursos do RPPS em fundos e carteiras administradas não pode exceder 5% do volume total de recursos de terceiros gerido por um mesmo gestor ou grupo econômico. Os percentuais de participação dos gestores indicam que os fundos estão dentro dos limites estabelecidos. Art. 21: Condições cumulativas para aplicação em cotas de fundos de investimento, incluindo autorização do Banco Central, limite de 50% dos recursos de RPPS sob administração do fundo, e credenciamento prévio do gestor e administrador. O relatório lista os administradores na coluna “ADMIN. ART. 21”, indicando que a conformidade está sendo acompanhada para cada fundo. Aderência à Política de Investimentos. A carteira adere rigorosamente à política de alocação de investimentos, com todos os tipos de ativo alocados dentro dos limites inferior, alvo e superior estabelecidos. Todas as alocações da carteira estão em conformidade com a política de investimentos. Resultado dos Investimentos. Durante o período em análise (janeiro – outubro), o IPMU manteve sua carteira de investimentos dentro dos parâmetros de risco definidos na Política de Investimentos (PAI 2025), com monitoramento contínuo dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os riscos observados estiveram adequados às classes de ativos nas quais os fundos estavam alocados, respeitando os limites de crédito, liquidez, concentração e volatilidade. No mês em análise, o retorno do patrimônio do IPMU foi positivo em R$ 8.44.872,07. No acumulado do ano (período de janeiro até outubro) o retorno consolidado da carteira foi de R$ 62.098.243,13. Relatório de Risco. VaR (Value at Risk – 252 d.u.): o VaR da carteira no mês foi de 0,80% e nos 12 meses, 2,79%. A volatilidade da carteira no mês foi de 0,21% e nos 12 meses, 1,21%. Treynor: no mês, o indicador Treynor foi de 0,27 e nos 12 meses, -0,02. DrawDown: A Carteira teve um DrawDown de 0,02% no mês e 0,26% em 12 meses. Sharpe: no mês, o índice Sharpe da carteira foi de 1,97 e nos 12 meses, -0,01. Esses resultados reforçam a necessidade de monitoramento constante dos riscos de mercado em um cenário de volatilidade. Fundos com cota negativa no ano. O fundo de investimento Caixa Multigestor Equiteis permanece com cota negativa no ano de 2025, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desses fundos, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundos com cota negativa – acumulado. O fundo de investimento Caixa FI Ações Small Cap Ativos permanece com cota negativa, ou seja, o valor atual da cota encontra-se abaixo do valor registrado no momento da aquisição pelo IPMU. Diante dessa condição, os membros do Comitê de Investimentos presentes deliberaram pela manutenção do acompanhamento sistemático desse fundo, considerando a possibilidade de recuperação futura e o comportamento dos mercados acionários. Destacou-se a importância de monitoramento contínuo, com avaliação periódica da performance, do cenário macroeconômico e das perspectivas setoriais que possam influenciar a valorização das cotas. Fundo/Aplicações encerradas. No mês não ocorreu encerramento de fundo de investimento ou aplicação em novo fundo de investimentos. Movimentações: os membros do Comitê de Investimentos são informados das movimentações realizada no mês. Conclusão. A carteira de investimentos do IPMU encerrou o mês com desempenho resiliente, superando a meta atuarial tanto no período quanto no acumulado do ano. A alocação atual permanece compatível com o cenário econômico vigente, priorizando ativos conservadores, de baixa volatilidade e com retornos aderentes à meta atuarial (INPC + 5,17% a.a.). Destaca-se a elevada participação de fundos DI e fundos de vértice com vencimentos em 2026 e 2027, que vêm oferecendo taxas superiores à meta atuarial, contribuindo positivamente para o resultado consolidado. A baixa exposição em renda variável e investimentos no exterior reflete uma estratégia de proteção, reduzindo o risco de mercado e reforçando a preservação de capital. A carteira se mantém enquadrada de acordo com a Política de Investimentos e com a Resolução CMN nº 4.963/2021, evidenciando disciplina na gestão e aderência às diretrizes regulatórias. O controle rigoroso de risco, aliado à predominância de ativos conservadores, tem sido fundamental para mitigar os efeitos da reprecificação da curva de juros e do aumento da aversão ao risco global. Nesse contexto, recomenda-se a manutenção de uma postura conservadora, reforçando a alocação em ativos previsíveis, líquidos e de elevada qualidade creditícia. A continuidade da estratégia atual, aliada ao monitoramento constante do cenário macroeconômico, permanece essencial para garantir os pilares de segurança, rentabilidade e liquidez, preservando os resultados positivos frente à meta atuarial. A estratégia adotada pelo IPMU continua demonstrando eficiência, equilíbrio e foco na sustentabilidade de longo prazo, mantendo a carteira protegida, líquida, alinhada à regulamentação e com desempenho superior à meta atuarial — mesmo em ambiente desafiador. Deliberações – Estratégia de Investimentos de Curto Prazo. Considerando a composição atual da carteira e o ambiente de juros ainda atrativos, o Comitê de Investimentos deliberou, por unanimidade, pela adoção das seguintes medidas: 1-) Banco Santander 150-8: Fundo Santander Renda Fixa Títulos Públicos, utilizar para cobertura da folha de pagamento dos aposentados e pensionistas. 2-) Renda variável: acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos. 3-) Renda Variável Exterior: acompanhamento do mercado e da carteira de investimentos. 4-) Manutenção das demais aplicações até a reunião que será realizada no dia 17/11/2025. Definida a continuidade do acompanhamento mensal, com destaque ao cumprimento da meta atuarial no acumulado de 2025.