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Reunião Comitê de Investimentos: 10/04/2025

Reunião do Comitê de Investimentos do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU, realizada aos dez dias do mês de abril  de dois mil e vinte e cinco, às quinze horas e trinta minutos, através do Zoom https://us06web.zoom.us/j/88533452597?pwd=CL6M4nLdmK0ybZQyuf79AMe12x8bA6.1 com a participação dos membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Participaram também Luiz Alexandre de Oliveira (Controlador Interno) e Wellington Diniz (Gestor de Investimentos). Dando início a pauta, os membros do Comitê de Investimentos passaram à análise do Relatório Técnico e Financeiro que tem como objetivo apresentar a exposição atual do IPMU a fundos com ativos no exterior e simular os impactos cambiais potenciais sobre o patrimônio líquido da carteira, com base em três cenários de variação do dólar americano frente ao real. Analisar a performance de fundos com exposição internacional atualmente na carteira do IPMU, que obtiveram rentabilidades expressivas em 2024, e avaliar a possibilidade de realização de ganhos mediante resgates imediatos, com reinvestimento simultâneo em ativos de renda fixa, especialmente títulos públicos federais indexados ao IPCA (fundos de vértice), conforme processo IPMU/059/2025. Avaliação de Resgate Parcial ou Total diante da Volatilidade Global. Para subsidiar uma análise robusta e uma tomada de decisão informada pelo Comitê de Investimentos do IPMU em relação aos fundos de investimentos no exterior, foi importante contar com um conjunto de documentos que forneceu informações detalhadas e relevantes. Este conjunto de documentos permitiu uma avaliação abrangente do desempenho, dos riscos e das perspectivas desses investimentos, assegurando que a decisão esteja alinhada com os objetivos e a política de investimentos do Instituto. Os membros do Comitê de Investimentos, juntamente com o Controlador Interno e o Gestor de Investimentos, procederam à análise detalhada do Relatório Técnico e Financeiro apresentado. O relatório abordou os seguintes pontos: Exposição Atual a Fundos no Exterior (31/03/2025): 1-) BB AÇÕES ESG GLOBAIS FIC FIA – BDR NÍVEL I (CNPJ: 22.632.237/0001-28): Aplicação de R$ 11.516.157,98 (2,07% do PL), Valorização em 2024 de R$ 4.170.833,72 e Desvalorização em 2025 de R$ 1.062.563,00. 2-) CAIXA MULTIMERCADO MULTIGESTOR GLOBAL EQUITIES IE (CNPJ: 39.528.038/0001-77): Aplicação de R$ 3.526.933,44 (0,63% do PL), Valorização em 2024 de R$ 441.933,44 e Desvalorização em 2025 de R$ 239.432,06. 3-) CAIXA INSTITUCIONAL BDR NÍVEL I (CNPJ: 17.502.937/0001-68): Aplicação de R$ 17.164.763,13 (3,04% do PL), Valorização em 2024 de R$ 8.400.528,00 e Desvalorização em 2025 de R$ 1.826.838,94. Cenário Macroeconômico Global: Foi discutida a forte volatilidade nos mercados internacionais em abril de 2025, impulsionada pelas medidas de tarifação anunciadas pelos Estados Unidos, especialmente contra produtos chineses, e suas consequências negativas nos mercados de ações e renda variável internacional. Impacto Econômico Imediato e Projeções da Guerra Tarifária Global: • Queda nas Bolsas Globais: As tarifas americanas e retaliações subsequentes provocaram quedas expressivas nas bolsas de valores ao redor do mundo, elevando a aversão ao risco e penalizando ativos de renda variável. • Aumento da Inflação: As tarifas aumentam os custos de produtos importados, pressionando os índices de preços nos EUA e em países retaliadores, como a China. • Desaceleração do Crescimento Global: A OMC alerta para uma potencial queda de até 80% no volume do comércio global em cenários extremos, impactando cadeias produtivas, investimentos e a confiança empresarial. • Setores Mais Impactados: Tecnologia, agronegócio, automotivo e siderúrgico enfrentam elevação de custos e necessidade de reestruturação. Reações de Outros Países: • China: Retaliação com tarifas de até 84%, controle de exportação de minerais raros e medidas antitruste contra empresas dos EUA. • União Europeia: Recuo estratégico com suspensão temporária das tarifas por 90 dias, mantendo abertura para negociação. • América do Norte: Canadá e México adiaram tarifas via USMCA, mas enfrentam restrições sobre produtos específicos. Brasil avalia impacto e possíveis medidas. Desempenho dos Fundos: O Comitê analisou o desempenho positivo dos fundos com exposição internacional em 2024 e a reversão para perdas em 2025 (até 09/04/2025), impactada pela valorização pontual do real frente ao dólar em um cenário de aversão a risco. Riscos Identificados: Foram detalhados os riscos cambial, de mercado e geopolítico que afetam os investimentos internacionais. Implicações para o IPMU: • Volatilidade Cambial: Flutuações do dólar frente ao real impactam os fundos internacionais do Instituto, inclusive aqueles com hedge parcial. • Aumento do Risco de Mercado: A conjuntura exige cautela na alocação e revisão da exposição externa. Posicionamento do Comitê de Investimentos: O Comitê debateu as opções de resgate parcial ou total dos fundos, considerando a necessidade de proteger o capital, preservar os ganhos de 2024 e manter a diversificação da carteira dentro dos limites legais, visando o cumprimento da meta atuarial do IPMU (INPC + 5,17%). Deliberação e Aprovação: Após a análise e aprofundada discussão sobre o cenário e as opções apresentadas, o Comitê de Investimentos deliberou e aprovou o seguinte posicionamento: que o Gestor de Investimentos deverá acompanhar o fechamento do mercado nos dias 10/04/2025 e 11/04/2025 e consolidar os dados para apresentação e discussão em reunião agendada para o dia 14/04/2025, para monitorar os impactos das decisões tomadas e avaliar a necessidade de ajustes futuros na estratégia para: 1-) Resgate Parcial dos Fundos de Investimento no Exterior: Realizar o resgate parcial dos fundos com exposição internacional como estratégia de proteção de capital frente à continuidade da volatilidade. Os recursos resgatados serão destinados à realocação parcial em fundos de renda fixa atrelados ao CDI ou Tesouro Selic, buscando menor risco e liquidez diária, e visando preservar a rentabilidade positiva acumulada em 2024 através da realização parcial dos ganhos. 2-) Manutenção Parcial da Posição no Exterior: Manter uma parcela da posição nos fundos de investimento no exterior, com o objetivo de evitar a realização integral do prejuízo em 2025, permitir o reaproveitamento de eventual recuperação dos mercados nos próximos meses e atender à diversificação de portfólio dentro do limite legal de 10% para exposição internacional permitido para RPPS.