{"id":191140,"date":"2026-04-27T10:24:42","date_gmt":"2026-04-27T13:24:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ipmu.com.br\/site\/?p=191140"},"modified":"2026-04-27T10:24:42","modified_gmt":"2026-04-27T13:24:42","slug":"reuniao-comite-de-investimentos-15-04-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipmu.com.br\/site\/reuniao-comite-de-investimentos-15-04-2026\/","title":{"rendered":"Reuni\u00e3o Comit\u00ea de Investimentos: 15\/04\/2026"},"content":{"rendered":"<p>Reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Investimentos do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU, realizada aos quinze dias do m\u00eas de abril de dois mil e vinte e seis, \u00e0s nove horas, na sala de reuni\u00f5es da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Presente os membros da Diretoria Executiva: Registrou-se tamb\u00e9m a presen\u00e7a do Gestor de Recursos Wellington Diniz, do Diretor Administrativo Antonio Marques de Oliveira e da Diretoria de Seguridade e Benef\u00edcios Karen Sonoyo Yamamoto. Dando in\u00edcio \u00e0 pauta, foi apresentada ao Comit\u00ea de Investimentos an\u00e1lise t\u00e9cnica detalhada acerca da viabilidade de movimenta\u00e7\u00e3o parcial de recursos atualmente alocados em fundos referenciados ao CDI (fundos DI) para fundos de v\u00e9rtice, considerando o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico vigente, a Pol\u00edtica de Investimentos do exerc\u00edcio de 2026, as diretrizes do estudo de Asset Liability Management (ALM), bem como os par\u00e2metros estabelecidos pela Resolu\u00e7\u00e3o CMN n\u00ba 5.272\/2025, conforme processo IPMU\/019\/2026. No que se refere ao cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico, foi destacado que o ambiente permanece caracterizado por elevada taxa de juros real, com a taxa Selic posicionada em patamar restritivo, associada a incertezas fiscais no \u00e2mbito dom\u00e9stico e riscos no cen\u00e1rio internacional. Nesse contexto, a renda fixa segue apresentando rela\u00e7\u00e3o risco-retorno favor\u00e1vel, especialmente nos ativos atrelados ao CDI, ao passo que estrat\u00e9gias de maior duration, como IRF-M e fundos de v\u00e9rtice, podem capturar ganhos adicionais em eventual movimento de fechamento da curva de juros. Na an\u00e1lise da carteira atual do Instituto, observou-se que aproximadamente 80% dos recursos encontram-se alocados em fundos DI, evidenciando forte concentra\u00e7\u00e3o em ativos p\u00f3s-fixados, compat\u00edvel com o perfil conservador\/moderado do RPPS. Verificou-se que cerca de 16,6% do patrim\u00f4nio j\u00e1 se encontra investido em fundos de v\u00e9rtice, com vencimentos previstos para os exerc\u00edcios de 2026 e 2027, o que demonstra experi\u00eancia pr\u00e9via com a estrat\u00e9gia e previsibilidade de liquidez no curto e m\u00e9dio prazo. No comparativo entre as estrat\u00e9gias, consignou-se que os fundos DI permanecem como instrumentos de elevada estabilidade e baixa volatilidade, com expectativa de retorno ainda superior \u00e0 meta atuarial no cen\u00e1rio atual. As estrat\u00e9gias indexadas ao IRF-M foram identificadas como alternativas com maior potencial de valoriza\u00e7\u00e3o em cen\u00e1rios de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, embora com maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 marca\u00e7\u00e3o a mercado. J\u00e1 os fundos de v\u00e9rtice apresentam como principal diferencial a possibilidade de contrata\u00e7\u00e3o de taxa real acima da meta atuarial, desde que mantidos at\u00e9 o vencimento, ainda que sujeitos \u00e0 volatilidade ao longo do per\u00edodo. No tocante \u00e0 ader\u00eancia ao estudo de ALM, foi destacado que o Instituto possui capacidade financeira e atuarial para suportar aplica\u00e7\u00f5es com prazos definidos, sendo a estrat\u00e9gia compat\u00edvel com o fluxo de passivos previdenci\u00e1rios. Ressaltou-se que, sob o ponto de vista t\u00e9cnico, a aquisi\u00e7\u00e3o direta de t\u00edtulos p\u00fablicos federais, especialmente NTN-B, representa alternativa mais eficiente em termos de previsibilidade, em raz\u00e3o da possibilidade de marca\u00e7\u00e3o na curva, conforme diretrizes da Portaria MTP n\u00ba 1.467\/2022, n\u00e3o afastando a viabilidade da utiliza\u00e7\u00e3o de fundos de v\u00e9rtice como instrumento complementar de aloca\u00e7\u00e3o. Foi apresentado comparativo entre produtos ofertados por Banco do Brasil e Caixa Econ\u00f4mica Federal, constatando-se que ambos possuem estrutura semelhante, com aloca\u00e7\u00e3o em t\u00edtulos p\u00fablicos federais, sendo a principal diferen\u00e7a observada nas taxas indicativas. Verificou-se leve vantagem do Banco do Brasil na maioria dos vencimentos analisados, ressalvando-se que a decis\u00e3o dever\u00e1 considerar as condi\u00e7\u00f5es efetivamente praticadas no momento da aplica\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do prazo mais aderente, a an\u00e1lise t\u00e9cnica indicou como mais adequado o v\u00e9rtice com vencimento em 2030, por apresentar equil\u00edbrio entre rentabilidade, prazo e risco, al\u00e9m de compatibilidade com a estrutura atual da carteira e com as proje\u00e7\u00f5es do ALM, evitando alongamento excessivo da duration. No que se refere aos riscos, o Comit\u00ea registrou expressamente a exist\u00eancia de risco de mercado, decorrente da marca\u00e7\u00e3o a mercado dos ativos; risco de liquidez, em raz\u00e3o da car\u00eancia at\u00e9 o vencimento; e risco de concentra\u00e7\u00e3o, recomendando-se que a exposi\u00e7\u00e3o a fundos de v\u00e9rtice seja mantida em patamar prudencial, n\u00e3o superior a aproximadamente 20% dos recursos totais, em conson\u00e2ncia com as melhores pr\u00e1ticas de gest\u00e3o previdenci\u00e1ria. Diante de todo o exposto, e com base na an\u00e1lise t\u00e9cnica apresentada, o Comit\u00ea de Investimentos deliberou, por unanimidade dos membros presentes, pela viabilidade da realiza\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o parcial de recursos atualmente alocados em fundos DI para fundos de v\u00e9rtice, de forma gradual, seletiva e controlada, preservando-se o n\u00facleo defensivo da carteira. Ficou deliberado que: I\u2013 dever\u00e3o ser solicitadas cota\u00e7\u00f5es atualizadas junto \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras, visando a identifica\u00e7\u00e3o das melhores condi\u00e7\u00f5es de mercado no momento da aplica\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o do Parecer do Gestor de Recursos; II\u2013 a eventual aloca\u00e7\u00e3o dever\u00e1 observar rigorosamente os limites estabelecidos na Pol\u00edtica de Investimentos vigente e na legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel e IV\u2013 o acompanhamento da opera\u00e7\u00e3o e seus impactos na carteira dever\u00e1 ser realizado de forma cont\u00ednua, com reporte nas reuni\u00f5es subsequentes do Comit\u00ea. Ato cont\u00ednuo, os membros do Comit\u00ea de Investimentos passaram \u00e0 an\u00e1lise do <strong>Relat\u00f3rio Financeiro referente &#8211; mar\u00e7o\/2026<\/strong>, conforme documentos acostados nos processos IPMU\/003\/2026 (Relat\u00f3rio de Investimentos_ 03), IPMU\/003\/2026 (Relat\u00f3rio de Carteira de Investimentos_03), IPMU\/003\/2026 (Relat\u00f3rio da Execu\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica de Investimentos_03), IPMU\/003\/2026 (Relat\u00f3rio de Risco de Mercado_03), IPMU\/003\/2026 (Relat\u00f3rio de Risco de Desenquadramento_03), IPMU\/003\/2026 (Relat\u00f3rio de Ader\u00eancia aos Benchmarks_03), IPMU\/003\/2026 (Informativos do Mercado Financeiro_03), IPMU\/007\/2026 (Balancete da Receita_03), IPMU\/007\/2026 (Balancete da Despesas_03), IPMU\/007\/2026 (Boletim de Caixa_03), IPMU\/007\/2026 (Controle Interno Contabilidade_1\u00ba trimestre), IPMU\/014\/2026 (Cadprev Demonstrativo Financeiro_02), IPMU\/014\/2026 (Cadprev Demonstrativo Financeiro_03), IPMU\/016\/2026 (Audesp Financeiro_01), IPMU\/016\/2026 (Audesp Cont\u00e1bil_01), IPMU\/016\/2026 (Audesp Financeiro_02), IPMU\/016\/2026 (Audesp Financeiro_03), IPMU\/018\/2026 (APR \u2013 Autoriza\u00e7\u00e3o de Aplica\u00e7\u00e3o e Resgate_03) e Relat\u00f3rios de Riscos e Controles: an\u00e1lise de dispers\u00e3o, Benchmarks &#8211; Janela M\u00f3vel de Volatilidade, Benchmarks &#8211; Risco x Retorno no m\u00eas e ano, Benchmarks &#8211; Volatilidade mensal e anual, Correla\u00e7\u00e3o, Drawdown Ativos e Segmento, Evolu\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio, Histograma Ativos e Segmento, Janela M\u00f3vel de Retorno ativo e segmento, L\u00e2mina &#8211; Por Ativos &#8211; Janela M\u00f3vel de Retorno, L\u00e2mina &#8211; Por Ativos &#8211; Janela M\u00f3vel de Volatilidade, L\u00e2mina &#8211; Por Segmento, Ranking AUM e Capta\u00e7\u00e3o, Rating, Retorno Acumulado ativos e segmento (m\u00eas e ano), Retorno x Meta Atuarial, Risco x Retorno ativo e segmento (m\u00eas e ano), SHARPE, VaR e Volatilidade no per\u00edodo ativos e segmento. An\u00e1lise conjuntural de mercado econ\u00f4mico, mercado financeiro e monitoramento das vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas. Avalia\u00e7\u00e3o mensal de risco de mercado da carteira de Investimentos. An\u00e1lise de relat\u00f3rio gerencial de rentabilidade dos fundos de investimentos e acompanhamento da Pol\u00edtica Anual de Investimentos. Informa\u00e7\u00f5es dos acontecimentos pol\u00edticos e econ\u00f4micos e seus impactos na carteira de investimentos do IPMU. Vis\u00e3o de curto, m\u00e9dio e longo prazo. Balancete de Receita e Despesa que cont\u00e9m os dados atualizados da previs\u00e3o e da execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. Relat\u00f3rio de Execu\u00e7\u00e3o Or\u00e7ament\u00e1ria com os fluxos de caixa das receitas e despesas para avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o financeira e or\u00e7ament\u00e1ria dos pr\u00f3ximos meses. <strong>An\u00e1lise Macroecon\u00f4mica e de Mercado. Cen\u00e1rio Global<\/strong>. Nos <strong>Estados Unidos<\/strong>, o mercado de trabalho apresentou sinais de recupera\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o, com a cria\u00e7\u00e3o de 178 mil vagas \u2014 resultado acima das expectativas \u2014 e leve redu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego para 4,3%. Ainda assim, o quadro geral aponta para uma desacelera\u00e7\u00e3o gradual da economia, refletida em um ritmo mais moderado de gera\u00e7\u00e3o de empregos. Os indicadores de atividade econ\u00f4mica exibiram desempenho heterog\u00eaneo: enquanto o setor industrial apresentou expans\u00e3o, o segmento de servi\u00e7os registrou contra\u00e7\u00e3o. Esse movimento resultou na queda do PMI Composto, sinalizando perda de dinamismo econ\u00f4mico. Diante desse cen\u00e1rio, o Federal Reserve optou por manter a taxa de juros inalterada, adotando postura cautelosa em fun\u00e7\u00e3o da persist\u00eancia inflacion\u00e1ria e das incertezas no ambiente geopol\u00edtico. Na <strong>Zona do Euro<\/strong>, a infla\u00e7\u00e3o voltou a acelerar em mar\u00e7o, atingindo 2,5% e permanecendo acima da meta do Banco Central Europeu (BCE), em um contexto marcado por press\u00f5es externas, sobretudo relacionadas ao setor de energia. Em contrapartida, o n\u00facleo inflacion\u00e1rio apresentou desacelera\u00e7\u00e3o no acumulado de 12 meses. A atividade econ\u00f4mica tamb\u00e9m demonstrou enfraquecimento, com o PMI Composto recuando para o menor n\u00edvel em nove meses, refletindo principalmente a perda de f\u00f4lego do setor de servi\u00e7os, apesar de sinais pontuais de recupera\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria. Nesse ambiente, o BCE manteve a taxa de juros est\u00e1vel, refor\u00e7ando uma postura prudente e dependente de dados, diante dos riscos inflacion\u00e1rios e do crescimento econ\u00f4mico mais fraco. Na <strong>China<\/strong>, os indicadores apontaram um in\u00edcio de ano relativamente mais robusto, com crescimento consistente da produ\u00e7\u00e3o industrial e expressivo avan\u00e7o dos lucros corporativos, especialmente em setores ligados \u00e0 tecnologia e bens de capital. Esses resultados evidenciam a resili\u00eancia do setor industrial, sustentada por est\u00edmulos governamentais e pela demanda externa. No campo inflacion\u00e1rio, observou-se acelera\u00e7\u00e3o em fevereiro, influenciada por fatores sazonais, como o Ano Novo Lunar, enquanto a defla\u00e7\u00e3o ao produtor persistiu, indicando press\u00f5es ainda presentes no setor produtivo. A pol\u00edtica monet\u00e1ria permaneceu inalterada, com manuten\u00e7\u00e3o das taxas de empr\u00e9stimo, refletindo cautela das autoridades diante das incertezas quanto \u00e0 sustentabilidade do crescimento, especialmente frente ao cen\u00e1rio geopol\u00edtico e \u00e0s limita\u00e7\u00f5es fiscais. <strong>Cen\u00e1rio Nacional<\/strong>. A atividade econ\u00f4mica brasileira iniciou o ano de 2026 com sinais moderados de recupera\u00e7\u00e3o, impulsionado principalmente pelos setores de servi\u00e7os e ind\u00fastria, enquanto a agropecu\u00e1ria apresentou retra\u00e7\u00e3o no per\u00edodo. Apesar do desempenho positivo, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas de mercado. No decorrer de mar\u00e7o, indicadores de maior frequ\u00eancia passaram a sinalizar perda de dinamismo da atividade econ\u00f4mica. O setor de servi\u00e7os apresentou desacelera\u00e7\u00e3o, ainda que permanecendo em territ\u00f3rio expansionista, enquanto a ind\u00fastria demonstrou melhora marginal, por\u00e9m ainda em n\u00edvel contracionista. Como reflexo desse ambiente, o PMI Composto recuou para 49,9 pontos, indicando leve contra\u00e7\u00e3o da atividade ao final do primeiro trimestre. O mercado de trabalho manteve-se resiliente, com gera\u00e7\u00e3o l\u00edquida de 255,3 mil empregos formais em fevereiro, segundo dados do Novo Caged, com destaque para o setor de servi\u00e7os. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, medida pela PNAD Cont\u00ednua, situou-se em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, apresentando leve eleva\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, mas ainda em patamar historicamente baixo para o per\u00edodo. No campo da confian\u00e7a, observou-se recupera\u00e7\u00e3o do indicador do consumidor em mar\u00e7o, ap\u00f3s sequ\u00eancia de quedas, impulsionada pela melhora das expectativas futuras. Em contrapartida, a avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o atual apresentou recuo, indicando que, embora persista cautela no curto prazo, h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o do pessimismo das fam\u00edlias, sustentada pela manuten\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego, da renda e pelo in\u00edcio do ciclo de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. No \u00e2mbito inflacion\u00e1rio, o IPCA avan\u00e7ou 0,88% em mar\u00e7o, acelerando em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, com a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses atingindo 4,14%, permanecendo dentro do intervalo da meta. As principais press\u00f5es inflacion\u00e1rias decorreram dos grupos de Transportes e Alimenta\u00e7\u00e3o, com sinais de dissemina\u00e7\u00e3o entre demais componentes, sugerindo maior difus\u00e3o inflacion\u00e1ria. Diante desse cen\u00e1rio, o Banco Central promoveu redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros (Selic) de 15,00% para 14,75% ao ano, mantendo uma condu\u00e7\u00e3o cautelosa e dependente de dados, em fun\u00e7\u00e3o das incertezas externas e da infla\u00e7\u00e3o ainda acima do centro da meta. No campo fiscal, o setor p\u00fablico consolidado apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio em fevereiro, acompanhado de eleva\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, evidenciando press\u00f5es sobre a trajet\u00f3ria fiscal. Ainda assim, o pa\u00eds segue registrando fluxos relevantes de investimento estrangeiro, os quais contribuem para o financiamento da economia e mitigam, parcialmente, os riscos associados ao cen\u00e1rio dom\u00e9stico. <strong>Carteira de Investimentos<\/strong>. A Carteira de Investimentos do IPMU encontra-se estruturada em estrita observ\u00e2ncia aos limites e diretrizes estabelecidos na Pol\u00edtica Anual de Investimentos, apresentando composi\u00e7\u00e3o diversificada e alinhada ao perfil conservador\/moderado da entidade. A estrat\u00e9gia de aloca\u00e7\u00e3o tem como premissa a busca pelo equil\u00edbrio \u00f3timo entre risco e retorno, considerando as vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas que impactam o desempenho dos ativos, tanto no cen\u00e1rio nacional quanto internacional. Nesse contexto, a gest\u00e3o adota abordagem t\u00e9cnica e din\u00e2mica, com monitoramento cont\u00ednuo dos mercados e avalia\u00e7\u00e3o permanente das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. A condu\u00e7\u00e3o da carteira \u00e9 orientada por uma vis\u00e3o integrada de curto, m\u00e9dio e longo prazo, com foco na preserva\u00e7\u00e3o do capital, na gera\u00e7\u00e3o consistente de resultados e na ader\u00eancia \u00e0 meta atuarial. Tal estrat\u00e9gia visa assegurar a sustentabilidade do regime, garantindo os recursos necess\u00e1rios para o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias atuais e futuras, relativas aos benef\u00edcios concedidos e a conceder No m\u00eas de refer\u00eancia, a carteira de investimentos do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU totalizou R$ 650.646.364,71, distribu\u00edda entre seis institui\u00e7\u00f5es financeiras, evidenciando adequada diversifica\u00e7\u00e3o de contraparte: Caixa Econ\u00f4mica Federal (32,46% do patrim\u00f4nio l\u00edquido), Banco do Brasil (24,09%), Banco Bradesco (19,01%), Ita\u00fa Unibanco (13,17%), Santander (9,40%) e BTG Pactual (1,85%). Ao final do per\u00edodo, os recursos encontravam-se alocados em 11 fundos de investimento (8 com liquidez e 3 com car\u00eancia), com predomin\u00e2ncia significativa de ativos de renda fixa, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Conselho Monet\u00e1rio Nacional na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 5.272\/2025, refletindo o perfil conservador\/moderado adotado pela gest\u00e3o. Destaca-se a aus\u00eancia de exposi\u00e7\u00e3o a fundos estruturados, fundos imobili\u00e1rios e opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos consignados, refor\u00e7ando a estrat\u00e9gia de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos e preserva\u00e7\u00e3o de capital. Em termos de liquidez, observa-se que 82,20% da carteira (R$ 541.361.872,88) encontra-se alocada em ativos com prazo de resgate de at\u00e9 30 dias, conferindo elevada capacidade de cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias no curto prazo e flexibilidade para eventuais realoca\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas. No que se refere ao desempenho, a carteira apresentou comportamento resiliente no per\u00edodo, superando a meta atuarial estabelecida, resultado consistente com a estrat\u00e9gia de aloca\u00e7\u00e3o adotada e com o cen\u00e1rio de mercado observado. <em><u>Estrat\u00e9gia de Aloca\u00e7\u00e3o e Posicionamento da Carteira<\/u>. <\/em>O IPMU mant\u00e9m uma aloca\u00e7\u00e3o de ativos compat\u00edvel com o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico vigente, priorizando instrumentos de perfil conservador, baixa volatilidade e retornos consistentes, alinhados \u00e0 meta atuarial estabelecida. Destaca-se a elevada concentra\u00e7\u00e3o em fundos referenciados ao CDI, que representam 80,38% da carteira (R$ 522.987.630,48), al\u00e9m da relevante participa\u00e7\u00e3o em fundos de v\u00e9rtice com vencimentos em 2026 e 2027, correspondentes a 16,80% (R$ 109.284.491,83). Essa estrutura refor\u00e7a a previsibilidade dos fluxos e a ader\u00eancia \u00e0 estrat\u00e9gia de carregamento, reduzindo a exposi\u00e7\u00e3o a oscila\u00e7\u00f5es de mercado. Nos demais segmentos, observa-se exposi\u00e7\u00e3o residual a ativos de maior risco, com aloca\u00e7\u00e3o de 0,49% (R$ 3.190.569,90) em investimentos no exterior e 2,33% (R$ 15.183.672,50) em renda vari\u00e1vel, evidenciando o car\u00e1ter predominantemente defensivo da carteira, voltado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de capital e \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o de volatilidade. Tal posicionamento tem se mostrado eficiente na gera\u00e7\u00e3o de resultados consistentes e aderentes \u00e0 meta atuarial, mesmo em um ambiente caracterizado por maior incerteza e volatilidade nos mercados dom\u00e9stico e internacional. Diante desse contexto, o entendimento do Comit\u00ea de Investimentos \u00e9 pela manuten\u00e7\u00e3o da postura conservadora na aloca\u00e7\u00e3o dos recursos, com \u00eanfase em ativos de maior previsibilidade e menor risco, de modo a assegurar a estabilidade da carteira e a adequada gest\u00e3o dos passivos previdenci\u00e1rios frente \u00e0s incertezas econ\u00f4micas. <em><u>Meta Atuarial e Desempenho.<\/u><\/em> No m\u00eas de refer\u00eancia, a carteira de investimentos do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU apresentou rentabilidade de 1,11%, ficando abaixo da meta atuarial mensal de 1,38%. No acumulado do exerc\u00edcio, entretanto, o desempenho permanece superior ao objetivo atuarial, com a carteira registrando 3,53%, frente a uma meta de 3,31%, evidenciando ader\u00eancia \u00e0 estrat\u00e9gia de longo prazo e recupera\u00e7\u00e3o da performance no per\u00edodo. O resultado observado foi favorecido pela consistente performance dos ativos de renda fixa de perfil conservador, que se beneficiaram do patamar ainda elevado da taxa Selic, contribuindo positivamente para o retorno da carteira. Esse comportamento refor\u00e7a a efetividade da estrat\u00e9gia adotada, especialmente no curto prazo, ao priorizar ativos com maior previsibilidade e menor volatilidade. Dessa forma, conclui-se que o desempenho da carteira permanece alinhado aos objetivos de solv\u00eancia, equil\u00edbrio atuarial e sustentabilidade do regime, mesmo diante de oscila\u00e7\u00f5es pontuais no atingimento da meta mensal. <em><u>Enquadramento da Carteira<\/u><\/em>. A carteira do IPMU encontra-se devidamente enquadrada tanto nos limites da Resolu\u00e7\u00e3o CMN n\u00ba 5.272\/2025 quanto nos par\u00e2metros estabelecidos na Pol\u00edtica de Investimentos. A carteira segue concentrada em ativos de Renda Fixa, aloca\u00e7\u00e3o em Investimentos no Exterior e Renda Vari\u00e1vel. <u>Art. 18<\/u>: Aplica\u00e7\u00f5es em cotas de um mesmo fundo n\u00e3o podem exceder 20% das aplica\u00e7\u00f5es do RPPS, exceto em fundos de t\u00edtulos p\u00fablicos. O fundo BB Renda Fixa Ref DI T\u00edtulos P\u00fablicos FIF \u2013 CNPJ 11.046.645\/0001-81, representa 24,03% (R$ 156.760.010,84) do saldo da carteira. Embora ligeiramente acima de 20%, sua conformidade est\u00e1 por ser &#8220;composto exclusivamente por t\u00edtulos p\u00fablicos&#8221;. Os demais fundos est\u00e3o dentro dos limites. <u>Art. 19:<\/u> Total das aplica\u00e7\u00f5es dos RPPS em um mesmo fundo deve representar, no m\u00e1ximo, 15% do patrim\u00f4nio l\u00edquido (PL) do fundo (5% para FIDCs, FI Renda Fixa &#8220;Cr\u00e9dito Privado&#8221; e FI &#8220;Deb\u00eantures&#8221;), exceto para fundos de t\u00edtulos p\u00fablicos. Todos os fundos listados na carteira est\u00e3o dentro dos limites de percentual do patrim\u00f4nio l\u00edquido do fundo. <u>Art. 20<\/u>: Total das aplica\u00e7\u00f5es dos recursos do RPPS em fundos e carteiras administradas n\u00e3o pode exceder 5% do volume total de recursos de terceiros gerido por um mesmo gestor ou grupo econ\u00f4mico. Os percentuais de participa\u00e7\u00e3o dos gestores como CAIXA ASSET (0,01843%) ou BB ASSET (0,00674%) indicam que os fundos est\u00e3o dentro dos limites estabelecidos. <u>Art. 21<\/u>: Condi\u00e7\u00f5es cumulativas para aplica\u00e7\u00e3o em cotas de fundos de investimento, incluindo autoriza\u00e7\u00e3o do Banco Central, limite de 50% dos recursos de RPPS sob administra\u00e7\u00e3o do fundo, e credenciamento pr\u00e9vio do gestor e administrador. Os relat\u00f3rios demonstram que a conformidade est\u00e1 sendo acompanhada para cada fundo. <em><u>Composi\u00e7\u00e3o<\/u><\/em>. A carteira de investimentos est\u00e1 segregada entre os segmentos de renda fixa (R$ 632.272.122,31 \u2013 97,18% do PL), renda vari\u00e1vel (R$ 15.183.672,50 \u2013 2,33% do PL) e aloca\u00e7\u00e3o no investimento no exterior (R$ 3.190.569,90 \u2013 0,49% do PL). As propor\u00e7\u00f5es demonstram uma carteira conservadora, em linha com o cen\u00e1rio econ\u00f4mico de volatilidade e as obriga\u00e7\u00f5es do IPMU. <em><u>Ader\u00eancia \u00e0 Pol\u00edtica de Investimentos<\/u><\/em>. A carteira de investimentos do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU apresenta plena ader\u00eancia \u00e0 Pol\u00edtica Anual de Investimentos, com todas as classes de ativos enquadradas dentro dos limites m\u00ednimo, alvo e m\u00e1ximo estabelecidos, em conformidade com as diretrizes normativas vigentes. No segmento de Renda Fixa, observa-se concentra\u00e7\u00e3o em fundos referenciados em t\u00edtulos do Tesouro Nacional, que representam 73,25% da carteira (R$ 476.611.378,02), al\u00e9m de 23,92% (R$ 155.660.744,29) alocados em demais estrat\u00e9gias de renda fixa. Ambas as exposi\u00e7\u00f5es encontram-se dentro dos limites-alvo definidos, refletindo o alinhamento com o perfil conservador\/moderado do RPPS. No segmento de Renda Vari\u00e1vel, a aloca\u00e7\u00e3o em fundos de a\u00e7\u00f5es corresponde a 2,33% (R$ 15.183.672,50), posicionando-se dentro da faixa alvo, com exposi\u00e7\u00e3o controlada e compat\u00edvel com a estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos. Em rela\u00e7\u00e3o aos investimentos no Exterior, a carteira apresenta aloca\u00e7\u00e3o de 0,49% (R$ 3.190.569,90), igualmente enquadrada nos limites estabelecidos, evidenciando postura cautelosa diante da volatilidade dos mercados internacionais e do risco cambial. Destaca-se, ainda, a aus\u00eancia de aloca\u00e7\u00e3o nos segmentos de fundos estruturados, fundos imobili\u00e1rios, empr\u00e9stimos consignados e ativos imobili\u00e1rios, todos com 0,00% de participa\u00e7\u00e3o, em estrita conformidade com os par\u00e2metros definidos na pol\u00edtica vigente. Dessa forma, conclui-se que todas as aloca\u00e7\u00f5es da carteira encontram-se devidamente enquadradas, n\u00e3o sendo identificadas situa\u00e7\u00f5es de desenquadramento ou necessidade de reenquadramento, o que refor\u00e7a a disciplina na gest\u00e3o dos recursos e a ader\u00eancia \u00e0s boas pr\u00e1ticas de governan\u00e7a e conformidade. <em><u>Resultado dos Investimentos<\/u><\/em>. No per\u00edodo em an\u00e1lise, o IPMU manteve sua carteira de investimentos integralmente enquadrada nos par\u00e2metros de risco estabelecidos na Pol\u00edtica Anual de Investimentos, com monitoramento cont\u00ednuo e sistem\u00e1tico dos indicadores de risco dos fundos aplicados. Os n\u00edveis de risco observados mostraram-se compat\u00edveis com as classes de ativos alocadas, respeitando rigorosamente os limites definidos para cr\u00e9dito, liquidez, concentra\u00e7\u00e3o e volatilidade, o que evidencia a consist\u00eancia da estrat\u00e9gia adotada e a ader\u00eancia \u00e0s melhores pr\u00e1ticas de gest\u00e3o previdenci\u00e1ria. No m\u00eas de refer\u00eancia, a carteira gerou um retorno financeiro de R$ 7.147.795,90, refletindo o desempenho dos ativos em um ambiente de mercado ainda desafiador. No acumulado do exerc\u00edcio, o resultado consolidado atingiu R$ 22.292.400,03, demonstrando a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de valor da carteira, alinhada aos objetivos de rentabilidade e sustentabilidade do regime. Dessa forma, conclui-se que a gest\u00e3o dos investimentos tem se mostrado eficiente, prudente e orientada ao controle de riscos, assegurando resultados consistentes e compat\u00edveis com a estrat\u00e9gia definida pelo Comit\u00ea de Investimentos. \u00a0<em><u>Composi\u00e7\u00e3o das Aplica\u00e7\u00f5es<\/u><\/em>. A maior aplica\u00e7\u00e3o em fundo de investimentos do IPMU no m\u00eas est\u00e1 concentrada no fundo BB T\u00edtulos P\u00fablicos RL FIF Renda Fixa Referenciado DI LP (R$ 156.760.010,84 \u2013 24,09% do PL do IPMU). Em contrapartida, a menor aplica\u00e7\u00e3o est\u00e1 alocada no fundo Santander Renda Fixa T\u00edtulos P\u00fablicos Referenciado Premium \u2013 Taxa de Administra\u00e7\u00e3o (R$ 3.190.569,90 \u2013 0,48% do PL do IPMU). <strong>Relat\u00f3rio de Risco. <\/strong>O Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU adota metodologia quantitativa para monitoramento e controle dos riscos de mercado, com destaque para o Value at Risk (VaR) como principal m\u00e9trica de avalia\u00e7\u00e3o. O acompanhamento \u00e9 realizado de forma cont\u00ednua, com base em par\u00e2metros previamente definidos na Pol\u00edtica de Investimentos, sendo efetuadas reavalia\u00e7\u00f5es sempre que tais limites s\u00e3o atingidos ou ultrapassados. No per\u00edodo em an\u00e1lise, o VaR da carteira (252 dias \u00fateis, n\u00edvel de confian\u00e7a de 95%) registrou 0,75% no m\u00eas e 2,61% em 12 meses, indicando n\u00edvel de risco compat\u00edvel com o perfil conservador\/moderado adotado. Com base no comportamento recente da carteira, estima-se que a perda m\u00e1xima potencial di\u00e1ria seja limitada, dentro do intervalo de confian\u00e7a estabelecido. A volatilidade da carteira permaneceu em patamar reduzido, atingindo 0,25% no m\u00eas e 1,04% no acumulado de 12 meses, refletindo baixa dispers\u00e3o dos retornos e elevada estabilidade, coerente com a predomin\u00e2ncia de ativos de renda fixa p\u00f3s-fixados. O \u00edndice de Treynor apresentou resultado de -0,43 no m\u00eas e 0,16 em 12 meses, indicando que, no curto prazo, a rentabilidade da carteira foi inferior \u00e0 do mercado ajustado ao risco sist\u00eamico (beta), enquanto, no horizonte mais longo, observa-se recupera\u00e7\u00e3o parcial da efici\u00eancia na rela\u00e7\u00e3o risco-retorno. O Drawdown da carteira foi de 0,06% no m\u00eas e 0,26% em 12 meses, evidenciando baixa amplitude de perdas m\u00e1ximas e elevada resili\u00eancia da carteira frente a oscila\u00e7\u00f5es adversas de mercado. O \u00edndice de Sharpe, por sua vez, registrou -1,57 no m\u00eas e 0,61 em 12 meses, demonstrando que, no curto prazo, a carteira apresentou desempenho inferior ao ativo livre de risco ajustado \u00e0 volatilidade, enquanto, no acumulado anual, mant\u00e9m rela\u00e7\u00e3o risco-retorno positiva, ainda que moderada. De forma consolidada, os indicadores de risco evidenciam que a carteira mant\u00e9m baixo n\u00edvel de volatilidade, controle adequado das perdas e estabilidade estrutural, ainda que, no curto prazo, haja impacto pontual decorrente das oscila\u00e7\u00f5es de mercado. Diante desse cen\u00e1rio, refor\u00e7a-se a necessidade de monitoramento cont\u00ednuo dos riscos de mercado, especialmente em um ambiente macroecon\u00f4mico caracterizado por maior volatilidade, assegurando a manuten\u00e7\u00e3o da ader\u00eancia aos limites estabelecidos e a preserva\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio entre risco e retorno. <strong><em><u>Fundos com Cota Negativa no Exerc\u00edcio.<\/u><\/em><\/strong> No per\u00edodo em an\u00e1lise, verificou-se que o fundo Caixa Multigestor Global Equities Investimentos no Exterior FIC de Classe FIF \u2013 CNPJ 39.528.038\/0001-77, com saldo de R$ 3.190.569,90 (0,49% do patrim\u00f4nio l\u00edquido da carteira), permanece com rentabilidade negativa no exerc\u00edcio de 2026, ou seja, o valor da cota atual encontra-se inferior ao valor registrado na data de aquisi\u00e7\u00e3o pelo IPMU. A performance negativa observada est\u00e1 associada, principalmente, \u00e0 volatilidade dos mercados internacionais, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas globais e \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial. Considerando o car\u00e1ter estrutural e de diversifica\u00e7\u00e3o desse tipo de ativo, bem como a baixa representatividade na carteira, os membros do Comit\u00ea de Investimentos deliberaram pela manuten\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o, com acompanhamento sistem\u00e1tico e cont\u00ednuo, avaliando a possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o no m\u00e9dio e longo prazo. Destacou-se a necessidade de monitoramento peri\u00f3dico, com an\u00e1lise da performance relativa, do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico internacional, da pol\u00edtica monet\u00e1ria das principais economias e das perspectivas dos mercados acion\u00e1rios globais, fatores que influenciam diretamente o comportamento do fundo. <strong><em><u>Fundos com Cota Negativa no Acumulado (Hist\u00f3rico)<\/u><\/em><\/strong>. Adicionalmente, constatou-se que o fundo Caixa FI A\u00e7\u00f5es Small Caps Ativos \u2013 CNPJ 15.154.220\/0001-47, com saldo de R$ 15.183.672,50 (2,33% do patrim\u00f4nio l\u00edquido da carteira), permanece com cota inferior ao valor de aquisi\u00e7\u00e3o, caracterizando desempenho negativo no acumulado hist\u00f3rico da aplica\u00e7\u00e3o. O resultado reflete a elevada volatilidade caracter\u00edstica do segmento de small caps, altamente sens\u00edvel \u00e0s condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas, ao ciclo de juros e \u00e0 liquidez do mercado acion\u00e1rio. Apesar disso, observa-se que o fundo apresentou desempenho positivo no acumulado recente do exerc\u00edcio, indicando potencial de recupera\u00e7\u00e3o parcial. Diante desse contexto, o Comit\u00ea de Investimentos deliberou pela manuten\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o, considerando sua fun\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de diversifica\u00e7\u00e3o e o potencial de valoriza\u00e7\u00e3o no horizonte de m\u00e9dio e longo prazo, mantendo, contudo, monitoramento cont\u00ednuo e criterioso. Ressaltou-se a import\u00e2ncia de acompanhamento t\u00e9cnico peri\u00f3dico, com avalia\u00e7\u00e3o da performance absoluta e relativa, an\u00e1lise dos fundamentos das empresas investidas, bem como das condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas e de mercado que impactam o segmento de renda vari\u00e1vel. <strong><em><u>Fundos\/ Aplica\u00e7\u00f5es Encerradas.<\/u><\/em><\/strong> No per\u00edodo em an\u00e1lise, n\u00e3o foram registradas movimenta\u00e7\u00f5es de encerramento integral de fundos de investimento, permanecendo a carteira est\u00e1vel em sua composi\u00e7\u00e3o, em linha com a estrat\u00e9gia definida pelo Comit\u00ea de Investimentos. Na sequ\u00eancia, passou-se <strong>\u00e0 an\u00e1lise do desempenho dos fundos de investimento da carteira<\/strong> do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU no per\u00edodo de refer\u00eancia. Verificou-se que a carteira apresentou resultado positivo no m\u00eas, com retorno financeiro de R$ 7.147.795,90, e desempenho acumulado no exerc\u00edcio de R$ 22.292.400,03, conforme demonstrativos de controle da carteira. No segmento de renda fixa, que representa a maior parcela da carteira, os fundos classificados como v\u00e9rtice, atrelados a t\u00edtulos p\u00fablicos federais com vencimentos definidos, apresentaram desempenho superior \u00e0 m\u00e9dia dos fundos p\u00f3s-fixados. Destacou-se o fundo Bradesco FIF Renda Fixa T\u00edtulos P\u00fablicos 2026, com rentabilidade de 2,06% no m\u00eas e 4,47% no acumulado do ano, seguido pelo Caixa Brasil T\u00edtulos P\u00fablicos 2026, com 2,05% no m\u00eas e 4,39% no ano, e pelo Caixa Brasil T\u00edtulos P\u00fablicos 2027, com rentabilidade de 1,74% no m\u00eas e 4,14% no acumulado. Tais resultados refletem o ganho de marca\u00e7\u00e3o a mercado e a estrat\u00e9gia de carregamento at\u00e9 o vencimento, contribuindo significativamente para o desempenho global da carteira. No grupo dos fundos referenciados ao CDI, observou-se comportamento consistente e alinhado \u00e0 taxa b\u00e1sica de juros. O fundo BB Previdenci\u00e1rio Referenciado DI, maior posi\u00e7\u00e3o da carteira, apresentou rentabilidade de 1,225% no m\u00eas e 3,419% no ano, com contribui\u00e7\u00e3o relevante para o resultado consolidado. Na mesma linha, os fundos Caixa Brasil Referenciado DI, Bradesco FI Referenciado DI, Ita\u00fa Institucional Referenciado DI e BTG Pactual Tesouro Selic mantiveram desempenho est\u00e1vel, com retornos pr\u00f3ximos ao CDI, refor\u00e7ando o papel de prote\u00e7\u00e3o, liquidez e previsibilidade da carteira. Os fundos Santander Renda Fixa T\u00edtulos P\u00fablicos Referenciado Premium (150 e 350) tamb\u00e9m apresentaram desempenho consistente, com rentabilidade de 1,20% no m\u00eas, em linha com a estrat\u00e9gia conservadora adotada. No segmento de renda vari\u00e1vel, o fundo Caixa Small Caps registrou desempenho negativo no m\u00eas, com rentabilidade de -6,235%, resultando em perda de R$ 1.009.708,46, refletindo a maior volatilidade desse segmento. Entretanto, no acumulado do ano, o fundo ainda apresenta resultado positivo de 5,215%, indicando recupera\u00e7\u00e3o parcial frente \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es recentes do mercado acion\u00e1rio. Em rela\u00e7\u00e3o aos investimentos no exterior, o fundo Caixa Multigestor Equities apresentou rentabilidade negativa de -5,762% no m\u00eas e -10,482% no acumulado do ano, impactado pela volatilidade dos mercados internacionais e pela varia\u00e7\u00e3o cambial. Ressalta-se, contudo, que a exposi\u00e7\u00e3o a esse segmento permanece reduzida, limitando impactos relevantes sobre o desempenho global da carteira. De forma consolidada, a an\u00e1lise evidencia que o resultado positivo da carteira foi integralmente sustentado pelo desempenho dos ativos de renda fixa, especialmente os fundos de v\u00e9rtice e os referenciados ao CDI, enquanto os segmentos de maior risco apresentaram desempenho adverso no per\u00edodo, por\u00e9m com impacto mitigado em fun\u00e7\u00e3o da baixa representatividade na aloca\u00e7\u00e3o total. Diante do exposto, o Comit\u00ea de Investimentos concluiu que a carteira se mant\u00e9m adequadamente posicionada, com estrat\u00e9gia alinhada ao perfil conservador\/moderado do Instituto, demonstrando resili\u00eancia frente ao ambiente de volatilidade e assegurando estabilidade, liquidez e ader\u00eancia aos objetivos atuariais estabelecidos. <em><u>Movimenta\u00e7\u00f5es<\/u><\/em>: os membros do Comit\u00ea de Investimentos s\u00e3o informados das movimenta\u00e7\u00f5es realizada no m\u00eas. <strong>Conclus\u00e3o Estrat\u00e9gica e Delibera\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea de Investimentos. <\/strong>A carteira de investimentos do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU mant\u00e9m-se adequadamente posicionada, apresentando desempenho superior \u00e0 meta atuarial no acumulado do exerc\u00edcio, em plena ader\u00eancia ao perfil conservador\/moderado estabelecido na Pol\u00edtica de Investimentos. A atual configura\u00e7\u00e3o da carteira evidencia consist\u00eancia na estrat\u00e9gia adotada, com destaque para a predomin\u00e2ncia de ativos de renda fixa, elevada liquidez e controle rigoroso de riscos, fatores que t\u00eam contribu\u00eddo para a resili\u00eancia dos resultados, mesmo em um ambiente caracterizado por maior volatilidade e reprecifica\u00e7\u00e3o da curva de juros. A nova regulamenta\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a necessidade de monitoramento cont\u00ednuo dos enquadramentos, gest\u00e3o ativa dos limites de concentra\u00e7\u00e3o e planejamento gradual das realoca\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas que v\u00eam sendo devidamente observadas pela gest\u00e3o e acompanhadas pelo Comit\u00ea de Investimentos. Destaca-se a relevante aloca\u00e7\u00e3o em fundos referenciados ao CDI e em fundos de v\u00e9rtice com vencimentos em 2026 e 2027, cujas taxas contratadas permanecem superiores \u00e0 meta atuarial vigente, contribuindo para a previsibilidade dos fluxos financeiros e a preserva\u00e7\u00e3o do capital previdenci\u00e1rio. A reduzida exposi\u00e7\u00e3o a ativos de maior volatilidade, tais como renda vari\u00e1vel e investimentos no exterior, refor\u00e7a o car\u00e1ter defensivo da carteira, alinhado \u00e0 estrat\u00e9gia de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos e \u00e0 busca pela estabilidade dos resultados no m\u00e9dio e longo prazo. <strong>Estrat\u00e9gia de Curto Prazo. <\/strong>Diante do cen\u00e1rio econ\u00f4mico vigente e da an\u00e1lise t\u00e9cnica realizada, o Comit\u00ea de Investimentos do IPMU deliberou, por unanimidade, pela ado\u00e7\u00e3o das seguintes medidas: <em>1. Gest\u00e3o de Liquidez \u2013 Banco Santander<\/em>. Deliberou-se pela utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos alocados no Fundo Santander Renda Fixa T\u00edtulos P\u00fablicos para cobertura da folha de pagamento de aposentados e pensionistas, assegurando liquidez imediata, seguran\u00e7a e previsibilidade dos fluxos financeiros. <em>2. Adequa\u00e7\u00e3o ao Art. 19, \u00a72\u00ba \u2013 Resolu\u00e7\u00e3o CMN n\u00ba 5.272\/2025.<\/em> Deliberou-se pela implementa\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o destinado \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o aos limites de concentra\u00e7\u00e3o, com base em medidas t\u00e9cnicas, operacionais e de governan\u00e7a, voltadas \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o progressiva e controlada da carteira, em conformidade com a regulamenta\u00e7\u00e3o vigente. Ressalta-se que o desenquadramento identificado possui natureza passiva, transit\u00f3ria e administr\u00e1vel, encontrando-se amparado pela regra de transi\u00e7\u00e3o, desde que observados os prazos e procedimentos de adequa\u00e7\u00e3o estabelecidos. 3<em>. Investimentos no Exterior<\/em>. Deliberou-se pela manuten\u00e7\u00e3o do acompanhamento sistem\u00e1tico do comportamento dos mercados internacionais e da performance dos ativos, sem a realiza\u00e7\u00e3o de novas aloca\u00e7\u00f5es no curto prazo, em raz\u00e3o do cen\u00e1rio de elevada volatilidade e das incertezas no ambiente global. <em>4. Aquisi\u00e7\u00e3o de T\u00edtulos P\u00fablicos Federais.<\/em> Deliberou-se pela continuidade da implementa\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o para aquisi\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos p\u00fablicos federais, conforme disposto no Processo IPMU\/123\/2025, observando-se crit\u00e9rios de prazo, taxa, marca\u00e7\u00e3o na curva e ader\u00eancia \u00e0 Pol\u00edtica de Investimentos. <em>5. Demais Aplica\u00e7\u00f5es Financeiras.<\/em> Deliberou-se pela manuten\u00e7\u00e3o das demais posi\u00e7\u00f5es da carteira, sem altera\u00e7\u00f5es no curto prazo, at\u00e9 nova avalia\u00e7\u00e3o a ser realizada na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Investimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Investimentos do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU, realizada aos quinze dias do m\u00eas de abril de dois mil e vinte e seis, \u00e0s nove horas, na sala de reuni\u00f5es da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo 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