{"id":185136,"date":"2025-04-30T16:41:46","date_gmt":"2025-04-30T19:41:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ipmu.com.br\/site\/?p=185136"},"modified":"2025-04-30T16:41:46","modified_gmt":"2025-04-30T19:41:46","slug":"reuniao-comite-de-investimentos-07-04-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipmu.com.br\/site\/reuniao-comite-de-investimentos-07-04-2025\/","title":{"rendered":"Reuni\u00e3o Comit\u00ea de Investimentos: 07\/04\/2025"},"content":{"rendered":"<p>Reuni\u00e3o do <strong>Comit\u00ea de Investimentos<\/strong> do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU, realizada aos sete dias do m\u00eas de abril de dois mil e vinte e cinco, \u00e0s quinze horas, na sala de reuni\u00f5es da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo da Cruz Lima e Sirleide da Silva. Participaram tamb\u00e9m Luiz Alexandre de Oliveira (Controlador Interno) e Wellington Diniz (Gestor de Investimentos). Dando in\u00edcio a pauta, a Diretoria apresentou os dados atualizados da carteira de investimentos do Instituto, destacando a rentabilidade consolidada dos fundos no primeiro trimestre de 2025, comparativos com benchmarks de mercado. Foi apresentada pela equipe t\u00e9cnica uma an\u00e1lise detalhada dos fundos com ativos no exterior, com base no desempenho consolidado em 2024 e no cen\u00e1rio adverso observado em 2025. Os seguintes pontos foram destacados: Valoriza\u00e7\u00e3o acumulada em 2024: Os fundos com exposi\u00e7\u00e3o cambial apresentaram ganhos expressivos em raz\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar frente ao real, impulsionada por fatores externos como os cortes de juros nos EUA e a desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa. Desempenho em 2025: Observou-se queda relevante na cota\u00e7\u00e3o desses fundos no primeiro trimestre de 2025, refletindo a valoriza\u00e7\u00e3o do real, redu\u00e7\u00e3o do diferencial de juros e reprecifica\u00e7\u00e3o de ativos de risco globais, em meio \u00e0 retomada de crescimento nos EUA e expectativa de nova alta nas taxas do Federal Reserve. Ato cont\u00ednuo, os membros do Comit\u00ea de Investimentos passaram \u00e0 an\u00e1lise do <strong>Relat\u00f3rio T\u00e9cnico e Financeiro <\/strong>que tem como objetivo apresentar a exposi\u00e7\u00e3o atual do IPMU a fundos com ativos no exterior e simular os impactos cambiais potenciais sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido da carteira, com base em tr\u00eas cen\u00e1rios de varia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar americano frente ao real. Analisar a performance de fundos com exposi\u00e7\u00e3o internacional atualmente na carteira do IPMU, que obtiveram rentabilidades expressivas em 2024, e avaliar a possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o de ganhos mediante resgates imediatos, com reinvestimento simult\u00e2neo em ativos de renda fixa, especialmente t\u00edtulos p\u00fablicos federais indexados ao IPCA (fundos de v\u00e9rtice), conforme processos IPMU\/059\/2025. <strong>Justificativa da An\u00e1lise. <\/strong>Conforme delibera\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea de Investimentos em 25\/03\/2025, observou-se aumento na volatilidade cambial e instabilidade nos mercados globais, influenciados pela tend\u00eancia de valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. Tal conjuntura pode comprometer parte dos ganhos obtidos em 2024, motivo pelo qual se recomenda avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica sobre o desinvestimento parcial ou total dos fundos analisados. Fundos de investimentos no exterior em 31\/03\/2025: 1-) BB ESG GLOBAIS FIC FI A\u00c7\u00d5ES &#8211; BDR N\u00cdVEL I \u00a0&#8211; CNPJ: 22.632.237\/0001-28. 2-) CAIXA MULTIMERCADO MULTIGESTOR GLOBAL EQUITIES INVESTIMENTO NO EXTERIOR &#8211; CNPJ: 39.528.038\/0001-77. 3-) CAIXA INSTITUCIONAL BDR N\u00cdVEL I &#8211; CNPJ 17.502.937\/0001-6. Para subsidiar uma an\u00e1lise robusta e uma tomada de decis\u00e3o informada pelo Comit\u00ea de Investimentos do IPMU em rela\u00e7\u00e3o aos fundos de investimentos no exterior, foi elaborado um conjunto de documentos que forneceu informa\u00e7\u00f5es detalhadas e relevantes. Este conjunto de documentos permitiu uma avalia\u00e7\u00e3o abrangente do desempenho, dos riscos e das perspectivas desses investimentos, assegurando que a decis\u00e3o esteja alinhada com os objetivos e a pol\u00edtica de investimentos do Instituto. <u>Relat\u00f3rio de Fundos de Investimentos no Exterior<\/u> (Descri\u00e7\u00e3o detalhada da carteira de investimentos em fundos no exterior, An\u00e1lise do desempenho dos fundos, incluindo rentabilidade, volatilidade e compara\u00e7\u00e3o com os benchmarks, Informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o da carteira de cada fundo, com a aloca\u00e7\u00e3o por classe de ativos, setor e regi\u00e3o geogr\u00e1fica, Avalia\u00e7\u00e3o dos riscos associados aos fundos, como risco de mercado, risco de cr\u00e9dito e risco cambial, Hist\u00f3rico de rentabilidade dos fundos). <u>L\u00e2minas e Prospectos dos Fundos<\/u> (Informa\u00e7\u00f5es completas sobre as caracter\u00edsticas de cada fundo, incluindo pol\u00edtica de investimento, taxas de administra\u00e7\u00e3o, gestor, hist\u00f3rico de rentabilidade e riscos). Pol\u00edtica de Investimentos do IPMU (Diretrizes que norteiam as decis\u00f5es de investimento do Instituto, incluindo objetivos, restri\u00e7\u00f5es, aloca\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e limites de exposi\u00e7\u00e3o por classe de ativos), <u>Relat\u00f3rio de Desempenho da Carteira Consolidada<\/u> (An\u00e1lise do desempenho da carteira total de investimentos do IPMU, incluindo a participa\u00e7\u00e3o dos fundos de investimentos no exterior no resultado global). <u>An\u00e1lise do Cen\u00e1rio Macroecon\u00f4mico <\/u>(Avalia\u00e7\u00e3o das perspectivas para a economia global e brasileira, incluindo proje\u00e7\u00f5es para o crescimento do PIB, infla\u00e7\u00e3o, taxa de juros e c\u00e2mbio, An\u00e1lise do impacto do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico nos mercados financeiros e nos ativos de renda fixa e vari\u00e1vel). <u>Simula\u00e7\u00e3o de Impacto Cambial <\/u>(An\u00e1lise do impacto das varia\u00e7\u00f5es cambiais na rentabilidade dos investimentos no exterior, considerando diferentes cen\u00e1rios para o d\u00f3lar e outras moedas relevantes). <u>Avalia\u00e7\u00e3o da Meta Atuarial<\/u> (An\u00e1lise da capacidade da carteira de investimentos do IPMU de atingir a meta atuarial (INPC + 5,17%), considerando a aloca\u00e7\u00e3o atual e as alternativas de investimento). <u>Parecer do Gestor de Recursos de do Controlador Interno<\/u> (Opini\u00e3o sobre a adequa\u00e7\u00e3o dos investimentos no exterior ao perfil do IPMU e ao cen\u00e1rio de mercado). <strong>Cen\u00e1rio Macroecon\u00f4mico. <\/strong>A economia global em 2025 enfrenta desafios significativos, incluindo tens\u00f5es geopol\u00edticas, flutua\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os das commodities e pol\u00edticas monet\u00e1rias restritivas em economias desenvolvidas. Esses fatores t\u00eam impactado os mercados emergentes, como o Brasil, resultando em volatilidade cambial e press\u00f5es inflacion\u00e1rias.\u200b O Brasil tem enfrentado instabilidade econ\u00f4mica devido a preocupa\u00e7\u00f5es fiscais e pol\u00edticas. A confian\u00e7a dos investidores foi abalada, levando a uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do real e aumento nos custos de empr\u00e9stimos do governo. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, busca aprova\u00e7\u00e3o para cortes significativos de gastos visando conter o d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio. Economistas alertam que, sem a\u00e7\u00e3o fiscal substancial, a d\u00edvida p\u00fablica pode atingir n\u00edveis insustent\u00e1veis, afetando infla\u00e7\u00e3o, taxas de juros e crescimento econ\u00f4mico.\u200b O Banco Central do Brasil tem adotado uma postura agressiva para conter a infla\u00e7\u00e3o. Em janeiro de 2025, a taxa Selic foi elevada em 100 pontos-base, alcan\u00e7ando 13,25%, com indica\u00e7\u00e3o de novos aumentos nas reuni\u00f5es subsequentes. Proje\u00e7\u00f5es do Boletim Focus indicam que a taxa Selic pode atingir 15% at\u00e9 o final de 2025. As proje\u00e7\u00f5es para 2025 incluem:\u200b Infla\u00e7\u00e3o (IPCA): 4,99%, acima da meta de 3% estabelecida pelo Banco Central.\u200b C\u00e2mbio: Expectativa de que o d\u00f3lar alcance R$ 6,00 at\u00e9 o final do ano. PIB: Crescimento modesto de 2,02%. <strong>Mercado Financeiro.<\/strong> O mercado brasileiro apresentou um desempenho relativamente forte, com a bolsa (Ibovespa) registrando ganhos expressivos e o d\u00f3lar se desvalorizando. A taxa CDI permaneceu em patamares elevados devido \u00e0 Selic. Os t\u00edtulos de renda fixa indexados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o (IMA-B) tamb\u00e9m tiveram um bom desempenho, especialmente os de prazos mais longos. Em contraste, o mercado americano (S&amp;P 500) mostrou um ritmo de crescimento mais moderado. Durante o primeiro trimestre de 2025, os mercados acion\u00e1rios americanos enfrentaram volatilidade significativa, influenciada por tens\u00f5es comerciais e pol\u00edticas tarif\u00e1rias. Embora os \u00edndices tenham registrado ganhos em determinados dias, o per\u00edodo foi marcado por corre\u00e7\u00f5es e incertezas.\u200b Os principais \u00edndices da bolsa americana apresentaram um desempenho negativo no primeiro trimestre de 2025. As preocupa\u00e7\u00f5es com as pol\u00edticas comerciais, a infla\u00e7\u00e3o persistente e uma reavalia\u00e7\u00e3o das perspectivas de crescimento econ\u00f4mico foram fatores que influenciaram negativamente o mercado americano no per\u00edodo. Em contraste com o mercado brasileiro, que teve um primeiro trimestre positivo, o mercado americano enfrentou um per\u00edodo de ajuste. Esses movimentos foram influenciados por an\u00fancios de tarifas adicionais e retalia\u00e7\u00f5es comerciais, que aumentaram a volatilidade e afetaram o desempenho dos \u00edndices no trimestre. <strong>Principais Desafios para o Real: <\/strong>A principal preocupa\u00e7\u00e3o do mercado continua sendo a trajet\u00f3ria da d\u00edvida p\u00fablica e a capacidade do governo de apresentar um arcabou\u00e7o fiscal cr\u00edvel e de cumprir suas metas. Qualquer sinal de deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas pode aumentar o risco-pa\u00eds e pressionar o d\u00f3lar para cima. Embora a Selic esteja em patamar elevado, o mercado estar\u00e1 atento aos pr\u00f3ximos passos do Banco Central. A expectativa \u00e9 de que, com a desacelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, possa haver in\u00edcio de cortes na taxa de juros no segundo semestre de 2025. A magnitude e o ritmo desses cortes podem influenciar a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros. A estabilidade pol\u00edtica e a aprova\u00e7\u00e3o de reformas estruturais s\u00e3o cruciais para a confian\u00e7a dos investidores. Ru\u00eddos pol\u00edticos e incertezas podem gerar volatilidade e impactar negativamente o real. Fatores externos como o crescimento econ\u00f4mico global, a pol\u00edtica monet\u00e1ria dos Estados Unidos (principalmente as decis\u00f5es do Federal Reserve), a infla\u00e7\u00e3o global, os pre\u00e7os das commodities e as tens\u00f5es geopol\u00edticas podem ter um impacto significativo no fluxo de capitais e, consequentemente, na taxa de c\u00e2mbio. <u>Alta do D\u00f3lar (real mais fraco):<\/u> Aumento da avers\u00e3o ao risco global, Deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio fiscal brasileiro, Rebaixamento da nota de cr\u00e9dito do Brasil, Juros elevados e d\u00f3lar forte nos EUA. <u>Baixa do D\u00f3lar (real mais forte): <\/u>Aprova\u00e7\u00e3o de reformas fiscais relevantes, Aumento do fluxo de investimentos estrangeiros, Corte de juros pelo Fed. Exporta\u00e7\u00f5es fortes e super\u00e1vit comercial no Brasil. Ap\u00f3s a desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar no primeiro trimestre, a perspectiva para o restante de 2025 \u00e9 de incerteza e potencial volatilidade. Analistas apontam para uma poss\u00edvel estabiliza\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo uma leve alta do d\u00f3lar nos pr\u00f3ximos meses, dependendo da evolu\u00e7\u00e3o dos fatores mencionados acima, especialmente a quest\u00e3o fiscal e os sinais da pol\u00edtica monet\u00e1ria. Alguns cen\u00e1rios apontam para um d\u00f3lar oscilando entre R$ 5,70 e R$ 6,20 ao longo do ano, com vi\u00e9s de alta caso as preocupa\u00e7\u00f5es fiscais se intensifiquem. A capacidade do governo de demonstrar compromisso com a disciplina fiscal ser\u00e1 determinante para o desempenho da moeda brasileira. Em resumo, a perspectiva para o d\u00f3lar em 2025 \u00e9 cautelosa. Embora o primeiro trimestre tenha sido favor\u00e1vel ao real, os desafios fiscais e a din\u00e2mica do cen\u00e1rio global exigem monitoramento constante. A volatilidade cambial deve persistir, e o desempenho do d\u00f3lar depender\u00e1 da intera\u00e7\u00e3o de diversos fatores econ\u00f4micos e pol\u00edticos, tanto internos quanto externos. \u00c9 importante ressaltar que estas s\u00e3o apenas perspectivas baseadas nas informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis at\u00e9 o momento e est\u00e3o sujeitas a mudan\u00e7as. Acompanhar os indicadores econ\u00f4micos, as not\u00edcias, as an\u00e1lises de mercado s\u00e3o fundamentais para entender a din\u00e2mica do c\u00e2mbio ao longo de 2025. A exposi\u00e7\u00e3o atual a ativos internacionais est\u00e1 abaixo do limite regulat\u00f3rio permitido para Regimes Pr\u00f3prios de Previd\u00eancia Social (RPPS) e cumpre papel estrat\u00e9gico de diversifica\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da carteira em cen\u00e1rios adversos locais. <strong>Fundos de Investimentos no Exterior<\/strong>. Os fundos que investem em BDRs e ativos internacionais est\u00e3o diretamente expostos \u00e0 volatilidade do mercado global e \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es cambiais, especialmente do d\u00f3lar. Em per\u00edodos de valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar, os retornos desses fundos podem ser negativamente impactados, enquanto a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real tende a benefici\u00e1-los.\u200b Para 2025, espera-se que a volatilidade continue presente devido a fatores macroecon\u00f4micos globais, pol\u00edticas monet\u00e1rias das principais economias e eventos geopol\u00edticos. Investidores devem estar preparados para poss\u00edveis oscila\u00e7\u00f5es nos retornos desses fundos. Os fundos analisados superaram amplamente os benchmarks de renda fixa em 2024, mas apresentam revers\u00f5es relevantes em 2025. O risco de perman\u00eancia supera o potencial de ganho adicional. Em per\u00edodos de valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar, os retornos desses fundos podem ser negativamente impactados, enquanto a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real tende a benefici\u00e1-los.\u200b Para 2025, espera-se que a volatilidade continue presente devido a fatores macroecon\u00f4micos globais, pol\u00edticas monet\u00e1rias das principais economias e eventos geopol\u00edticos. Investidores devem estar preparados para poss\u00edveis oscila\u00e7\u00f5es nos retornos desses fundos. A decis\u00e3o de resgatar aplica\u00e7\u00f5es em fundos de investimento no exterior (BDR N\u00edvel 1 e fundos de a\u00e7\u00f5es globais) e realocar para fundos referenciados DI (renda fixa) depende de uma an\u00e1lise cuidadosa de diversos fatores. <strong>Desempenho dos Fundos de Investimento: <\/strong>1-) Fundos BDR N\u00edvel 1 e A\u00e7\u00f5es Globais: O desempenho desses fundos em 2025 at\u00e9 mar\u00e7o pode ter sido impactado pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, mesmo que as a\u00e7\u00f5es subjacentes tenham apresentado ganhos em suas moedas de origem. A volatilidade dos mercados globais tamb\u00e9m influencia esses ativos. 2-) Fundos Referenciados DI: Tendem a acompanhar de perto a rentabilidade do CDI, oferecendo retornos mais previs\u00edveis e com menor volatilidade em compara\u00e7\u00e3o com a renda vari\u00e1vel e investimentos no exterior. Diante do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico desafiador e da necessidade de buscar a meta atuarial, considerar um aumento na aloca\u00e7\u00e3o de recursos em ativos de renda fixa de baixo risco. A aloca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em cada classe de ativo deve ser definida com base no perfil de risco do IPMU, em seus objetivos de longo prazo e nas perspectivas para a economia. Monitoramento periodicamente do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico e realizar ajustes na carteira, sempre que necess\u00e1rio, para garantir o cumprimento da meta atuarial e a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do Instituto. <strong>Conclus\u00e3o:<\/strong> 1-) Prote\u00e7\u00e3o dos Ganhos Acumulados: O resgate parcial visa proteger uma parte dos ganhos significativos obtidos em 2024, evitando uma maior eros\u00e3o desses resultados pela desvaloriza\u00e7\u00e3o em 2025 e pela incerteza cambial futura. 2-) Mitiga\u00e7\u00e3o da Exposi\u00e7\u00e3o Cambial: A perspectiva para o d\u00f3lar em 2025 n\u00e3o garante uma valoriza\u00e7\u00e3o que compense a volatilidade e o risco de novas desvaloriza\u00e7\u00f5es do real. Reduzir a exposi\u00e7\u00e3o cambial neste momento \u00e9 uma medida prudente. 3-) Realiza\u00e7\u00e3o de Lucros: A valoriza\u00e7\u00e3o expressiva em 2024 representa uma oportunidade para realizar lucros e reinvestir em ativos de menor risco com retornos nominais atrativos. 4-) Alinhamento com o Cen\u00e1rio Atual: O cen\u00e1rio de Selic elevada favorece a aloca\u00e7\u00e3o em renda fixa para preserva\u00e7\u00e3o de capital e obten\u00e7\u00e3o de retornos consistentes com menor volatilidade. 5-) Renda Fixa: Considerando o cen\u00e1rio de volatilidade e a necessidade de buscar a meta atuarial, o aumento na a aloca\u00e7\u00e3o em ativos de renda fixa de baixo risco, como fundos DI e t\u00edtulos p\u00fablicos, especialmente o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+, tende a diminuir a volatilidade dos investimentos. Os fundos de v\u00e9rtice tamb\u00e9m podem ser considerados como uma op\u00e7\u00e3o para diversificar a carteira de renda fixa e buscar um retorno um pouco maior. 6-) Meta Atuarial: A aloca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em cada tipo de ativo deve ser definida com base no perfil de risco do IPMU, em seus objetivos de longo prazo e nas perspectivas para a economia. \u00c9 importante monitorar constantemente o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico e ajustar a carteira de acordo com as mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es de mercado. <strong>Delibera\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea de Investimentos<\/strong><strong>: <\/strong>1-) Acompanhamento do c\u00e2mbio e dos mercados globais para poss\u00edvel reentrada em fundos de a\u00e7\u00f5es internacionais no segundo semestre. 2-) Avaliar o n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o cambial atual da carteira e se ele est\u00e1 alinhado com a pol\u00edtica de investimentos do Instituto. Considerar o impacto da volatilidade dos investimentos no exterior na carteira. 3-) Discutir as perspectivas para o d\u00f3lar e para os mercados globais para o restante de 2025. 4-) Fundos de V\u00e9rtice: analisar a inclus\u00e3o de fundos de v\u00e9rtice na carteira de investimentos, como forma de buscar um retorno adicional com risco controlado. 5-) Fundos DI: Alocar uma parcela dos recursos em fundos DI, aproveitando a rentabilidade atrativa da Selic e a baixa volatilidade desses fundos. 6-) Manuten\u00e7\u00e3o de parte da exposi\u00e7\u00e3o internacional, com foco na diversifica\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de longo prazo.7-) Planejamento do Resgate: Definir o percentual a ser resgatado de cada fundo, considerando os custos de transa\u00e7\u00e3o e o impacto na estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o a longo prazo. 8.-) Ponderar os benef\u00edcios da diversifica\u00e7\u00e3o internacional a longo prazo. Realoca\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica: Alocar os recursos resgatados em fundos referenciados DI com taxas competitivas e hist\u00f3rico de bom acompanhamento do CDI. Realoca\u00e7\u00e3o gradual desses recursos em fundos referenciados DI ou renda fixa p\u00f3s-fixada, aproveitando o patamar atrativo da Selic e a menor volatilidade no curto prazo. 9-) Resgate parcial dos fundos de investimento no exterior: analisar a possibilidade de resgate parcial ou total com realiza\u00e7\u00e3o de ganhos l\u00edquidos acumulados em 2024. Embora a diversifica\u00e7\u00e3o internacional seja importante a longo prazo, o cen\u00e1rio espec\u00edfico de 2025, marcado pela desvaloriza\u00e7\u00e3o dos investimentos no exterior e pela incerteza cambial, justifica uma medida de prote\u00e7\u00e3o dos ganhos passados e uma realoca\u00e7\u00e3o para ativos de menor risco e maior previsibilidade de retorno no curto prazo. A decis\u00e3o de realizar o resgate permitir\u00e1 agregar parte dos ganhos de 2024 e reduzir a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 volatilidade dos mercados e, em especial, do d\u00f3lar em 2025. Para finalizar a reuni\u00e3o os membros do Comit\u00ea de Investimentos s\u00e3o informados da data da reuni\u00e3o ordin\u00e1ria: 14\/04\/2025 \u2013 15h.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Investimentos do Instituto de Previd\u00eancia Municipal de Ubatuba \u2013 IPMU, realizada aos sete dias do m\u00eas de abril de dois mil e vinte e cinco, \u00e0s quinze horas, na sala de reuni\u00f5es da sede do IPMU, onde compareceram os membros: Fernando Augusto Matsumoto, Flavio Bellard Gomes, Lucas Gustavo Ferreira Castanho, Marcelo 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